As perguntas da entrevista do visto americano servem para o cônsul confirmar três pontos: se o motivo da viagem combina com o visto pedido, se você tem vínculos com o Brasil (trabalho, família, estudos) e se consegue pagar a viagem. As mais comuns são: o que vai fazer nos EUA, quanto tempo vai ficar, quem paga, com o que você trabalha e se já viajou antes. Responda com a verdade, de forma curta e coerente com o DS-160. A Eu Vou Pro Mundo prepara o candidato por perfil, mas a decisão é sempre do consulado.
O essencial
- Na primeira vez, todo solicitante faz entrevista presencial, de qualquer idade, inclusive crianças.
- As perguntas avaliam o motivo da viagem, os vínculos com o Brasil e a capacidade de pagar.
- As respostas precisam bater com o que foi declarado no DS-160.
- Estudantes F, M e J devem deixar as redes sociais públicas antes da entrevista.
- Recusa pela seção 214(b) não tem recurso, mas é possível reaplicar com novo DS-160 e nova taxa de US$ 185.

O que o cônsul quer descobrir com as perguntas?
A entrevista é a etapa em que o oficial consular decide se você se encaixa no visto pedido. Na primeira vez, todos os brasileiros fazem entrevista presencial, de qualquer idade. As perguntas costumam ser rápidas e diretas, e quase todas giram em torno de três dúvidas:
- O motivo da viagem combina com o visto? Turismo e negócios cabem no B1/B2. Estudo regular pede F-1 ou M-1. Intercâmbio pede J-1.
- Você tem motivos para voltar ao Brasil? Emprego, empresa, família, estudos e patrimônio contam como vínculos.
- Você consegue pagar a viagem? A embaixada lista provas de vínculo e de capacidade financeira como documentos que podem ser pedidos pelo cônsul.
O oficial já tem o seu DS-160 na tela. Por isso a regra de ouro é simples: responda com a verdade e de forma coerente com o que você declarou. Se algo mudou desde o preenchimento, diga isso com clareza. Se precisar revisar o formulário, veja como preencher o DS-160.
Não existe resposta certa decorada. Existe resposta verdadeira, curta e que faz sentido com a sua vida.
Perguntas mais comuns para turistas (B2)
Este é o perfil da maioria dos brasileiros. Abaixo estão as perguntas que mais aparecem e o objetivo de cada uma.
| Pergunta | O que o cônsul avalia | Como responder bem |
|---|---|---|
| Qual o motivo da viagem? | Se o propósito cabe no B2 | Diga o plano real: Disney com os filhos, visitar parentes, conhecer Nova York |
| Quanto tempo pretende ficar? | Se a estadia é compatível com turismo | Informe um período concreto, igual ao do DS-160 |
| Quem vai pagar a viagem? | Capacidade financeira | Você, seu cônjuge, seus pais. Seja direto |
| Com o que você trabalha? | Vínculo profissional no Brasil | Cargo, empresa e há quanto tempo, em uma frase |
| Já viajou para fora do Brasil? | Histórico de viagens e retorno | Cite os países. Se nunca viajou, diga que nunca viajou |
| Tem parentes nos EUA? | Contexto da viagem e possíveis vínculos lá | Responda com a verdade, informando o grau de parentesco |
| Vai viajar com quem? | Coerência do grupo | Nomes e relação: esposa, filhos, amigos |
| Onde vai se hospedar? | Coerência do roteiro | Hotel, casa de parente ou ainda definindo |
Três observações práticas:
- Não precisa ter passagem comprada. Ter um plano claro já ajuda a responder.
- Família nos EUA não é proibido. Esconder essa informação, sim, cria problema sério. Saiba mais em família nos EUA e o visto.
- Autônomo ou MEI deve conseguir explicar em poucas palavras o que faz, para quem e há quanto tempo.
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Falar com especialistaPerguntas para estudantes F-1, M-1 e intercambistas J-1
Para estudo, o cônsul quer entender se o curso é real, se você consegue pagar e se o plano acadêmico faz sentido. Antes da entrevista, você precisa ter o I-20 (F ou M) ou o DS-2019 (J), além do comprovante da taxa SEVIS I-901: US$ 350 para F ou M e US$ 220 para J.
Perguntas frequentes:
- Por que escolheu essa escola ou esse curso? Avalia se a escolha tem lógica com a sua formação e seus objetivos.
- Como vai pagar o curso e o custo de vida? Avalia capacidade financeira. Saiba de onde vem o dinheiro e quem é o patrocinador.
- O que pretende fazer quando terminar? Avalia o plano depois do programa. Responda o que você realmente pretende.
- Qual seu nível de inglês? Avalia se você consegue acompanhar as aulas.
- Para intercâmbio J-1: qual o programa, quem é o sponsor, qual a função (au pair, trainee, intern) e o que está no plano de treinamento DS-7002, quando houver.
Um ponto que muitos esquecem: para vistos F, M e J, o Departamento de Estado exige que todas as redes sociais estejam com privacidade pública para a triagem. Faça isso antes da entrevista. No J-1, quem é aprovado paga a taxa de reciprocidade de US$ 102 no próprio consulado, logo após a entrevista. Para o passo a passo completo, veja o guia do visto F-1.
Perguntas para viagem de negócios (B1)
O B1 cobre atividades como reuniões, feiras e eventos. O cônsul verifica se a atividade é compatível com o visto e se você continua vinculado à empresa no Brasil.
- Qual empresa você representa e qual seu cargo? Confirma o vínculo profissional.
- Qual o motivo exato da viagem? Reunião com fornecedor, feira do setor, visita técnica. Seja específico.
- Quem paga a viagem? Empresa ou você. Diga como é na prática.
- Vai receber pagamento de alguma empresa nos EUA? Avalia se a viagem envolve trabalho, o que o B1/B2 não permite.
- Já foi a esse evento ou cliente antes? Mostra histórico e coerência.
Se a sua viagem envolve prestar serviço ou receber salário nos EUA, a categoria pode ser outra. Leia se dá para trabalhar com visto de turista antes de agendar.
Perguntas para aposentados, idosos e famílias
Aposentados
Como não há emprego ativo, o cônsul olha outros vínculos e a fonte de renda.
- Você é aposentado há quanto tempo? Qual a sua renda? Avalia capacidade de pagar.
- Quem fica no Brasil? Filhos, netos, cônjuge, imóveis e compromissos mostram vínculo.
- Vai visitar alguém nos EUA? Muitos aposentados viajam para ver filhos. Diga isso com naturalidade.
- Quanto tempo vai ficar? O tempo de permanência é definido pelo CBP na chegada, mas o plano precisa ser coerente.
Se a viagem for para tratamento médico, leve o diagnóstico do médico local, a carta do médico ou hospital nos EUA com custo estimado e a prova de recursos.
Idosos de 80 anos ou mais
Quem tem 80 anos ou mais não precisa ir ao CASV para a biometria. Isso não dá isenção de entrevista: a embaixada não lista dispensa por idade. O idoso só renova sem entrevista se cumprir os critérios gerais da dispensa.
Crianças e famílias
Menores de 14 anos não vão ao CASV, mas comparecem à entrevista. Em geral, as perguntas são feitas aos pais. Se o menor vai viajar sem os pais, é útil levar os passaportes dos pais com os vistos americanos.
Como responder com segurança, sem decorar e sem inventar
O erro mais comum é tentar adivinhar o que o cônsul "quer ouvir". Isso gera respostas longas, ensaiadas e, às vezes, contraditórias com o DS-160. Algumas orientações que funcionam para qualquer perfil:
- Releia o seu DS-160 na véspera. Datas, empregador, viagens anteriores e endereço precisam estar frescos na memória.
- Responda só o que foi perguntado. Frases curtas. Se o cônsul quiser detalhes, ele pergunta.
- Nunca minta nem omita. Recusa anterior, parentes nos EUA ou estadia irregular no passado devem ser ditos com a verdade. Em casos de ilegalidade ou antecedentes, procure análise com especialista antes de aplicar.
- Se não entender, peça para repetir. É melhor do que responder outra coisa.
- Leve documentos organizados, mas não empurre papéis. Mostre quando pedirem. Veja o que levar na entrevista.
- Respeite as regras do dia. Não entre com celular, eletrônicos ou bolsas grandes, porque o consulado não tem guarda-volumes. E confira se o código do DS-160 (AA…) é o mesmo do agendamento: se não for, a pessoa não é entrevistada.
E se o visto for negado depois da entrevista?
Quando o cônsul não se convence de que você se qualifica, a recusa costuma vir pela seção 214(b). Não cabe recurso. Você pode reaplicar a qualquer momento, com novo DS-160 e nova taxa MRV de US$ 185, que não é reembolsável.
Reaplicar logo, com as mesmas respostas e a mesma situação, tende a repetir o resultado. Antes de tentar de novo, vale entender o que pesou e o que mudou na sua vida desde então. O guia sobre visto negado pela 214(b) explica o caminho.
Também pode acontecer um 221(g) ou processamento administrativo depois da entrevista. Nesse caso o prazo aumenta, e o status é acompanhado no CEAC.
Como a Eu Vou Pro Mundo ajuda na preparação da entrevista
A Eu Vou Pro Mundo é uma assessoria privada de vistos. Não somos governo, consulado nem embaixada, e as taxas oficiais, como a MRV de US$ 185, são pagas à parte, diretamente nos canais oficiais.
No visto americano, a equipe trabalha assim:
- Revisão do DS-160 para que as informações estejam corretas e coerentes com a sua história.
- Preparação por perfil: turista, estudante, negócios, aposentado, família. Repassamos as perguntas prováveis e o objetivo de cada uma.
- Simulação da entrevista, com foco em respostas curtas e verdadeiras, sem roteiro decorado.
- Organização dos documentos que podem ser pedidos, sem excesso.
- Orientação depois da entrevista, incluindo recusa ou 221(g).
Não prometemos aprovação, porque a decisão é sempre do oficial consular. O que fazemos é reduzir erros evitáveis e deixar você seguro para falar a verdade com clareza. O valor da assessoria depende do caso: fale com a equipe pelo WhatsApp para receber os valores e começar.
Perguntas frequentes
Quais são as perguntas mais comuns na entrevista do visto americano?
As mais frequentes são qual o motivo da viagem, quanto tempo vai ficar, quem vai pagar, com o que você trabalha, se já viajou para fora e se tem parentes nos EUA. Elas avaliam o propósito da viagem, os vínculos com o Brasil e a capacidade financeira.
Preciso responder em inglês na entrevista?
Para turismo, o mais importante é responder com clareza e verdade. Se não entender a pergunta, peça para repetir. Para estudo, o cônsul pode querer avaliar se você acompanha as aulas em inglês.
Posso levar documentos para mostrar ao cônsul?
Sim. Leve passaporte, confirmação do DS-160 e do agendamento, e provas de vínculo e renda organizadas. Mostre apenas quando o cônsul pedir.
Criança também faz entrevista?
Sim. Na primeira vez, todos fazem entrevista presencial, de qualquer idade. Menores de 14 anos não vão ao CASV, mas comparecem à entrevista, e as perguntas costumam ser feitas aos pais.
O que acontece se eu der uma resposta diferente do DS-160?
Contradições entre a fala e o formulário prejudicam a credibilidade. Se algo mudou desde o preenchimento, explique a mudança com sinceridade durante a entrevista.
Ter parente morando nos EUA impede o visto?
Não impede por si só. O problema é omitir a informação. Responda com a verdade e mostre seus vínculos com o Brasil.
Fui negado na entrevista. Posso recorrer?
Recusa pela seção 214(b) não tem recurso. Você pode reaplicar a qualquer momento com novo DS-160 e nova taxa de US$ 185, mas vale entender antes o que mudou na sua situação.
Idoso com mais de 80 anos precisa fazer entrevista?
Pessoas com 80 anos ou mais não precisam ir ao CASV, mas a embaixada não lista isenção de entrevista por idade. Só renovam sem entrevista se cumprirem os critérios gerais da dispensa.
Fontes oficiais
- br.usembassy.gov/non-immigrant-visas-overview/
- br.usembassy.gov/frequently-asked-questions-on-non-immigrant-visas/
- ais.usvisa-info.com/en-br/niv/information/required_docs
- ais.usvisa-info.com/pt-br/niv/information/fee
- www.ice.gov/sevis/i901
Conferidas em 20/10/2026. Regras de visto mudam: em caso de divergência, vale o site oficial. Veja nossa política editorial.