Para turismo de até 90 dias, o brasileiro não precisa de visto. Para morar em Portugal, é preciso um visto nacional pedido no Brasil, na VFS Global ou no vice-consulado. Os principais são o D7 (renda base de 920€/mês em 2026), o D8 (média de 3.680€/mês) e o visto de estudo. O emolumento é de 110€, a decisão sai em até 60 dias e o visto vale 4 meses para pedir a residência na AIMA. A Eu Vou Pro Mundo ajuda a escolher o visto e a montar o processo.
O essencial
- Turismo até 90 dias dispensa visto; morar em Portugal exige visto nacional pedido no Brasil.
- D7: base de 920€/mês para o titular em 2026, mais 50% por adulto e 30% por menor.
- D8: rendimento médio de 3.680€/mês nos últimos 3 meses.
- Emolumento oficial de 110€; decisão em até 60 dias (residência) ou 30 dias (estada temporária).
- A manifestação de interesse foi revogada: não dá para entrar como turista e regularizar depois.

Quem precisa de visto para Portugal?
Para passear até 90 dias, o brasileiro entra em Portugal sem visto. Para morar, estudar por mais tempo, trabalhar ou viver de renda, a regra muda: é preciso um visto nacional emitido antes da viagem.
Esse ponto ficou mais rígido. A antiga manifestação de interesse foi revogada pelo DL 37-A/2024, de 03/06/2024. Na prática, quem entra como turista não consegue mais regularizar a residência por esse caminho. O planejamento começa no Brasil.
Existem dois formatos de visto nacional:
- Visto de residência: para fixar residência. Vale 4 meses, com 2 entradas, e nesse período a pessoa pede a autorização de residência na AIMA.
- Visto de estada temporária: para estadias inferiores a 1 ano, com validade igual à duração da estada.
Qual visto de Portugal combina com o seu perfil?
A escolha da tipologia certa é o passo que mais pesa. Um pedido na categoria errada costuma voltar com exigências ou recusa. Veja o resumo:
| Perfil | Visto | Requisito financeiro principal (2026) | Prazo legal de decisão |
|---|---|---|---|
| Aposentado ou quem vive de renda (aluguéis, aplicações, direitos autorais) | D7 (residência para reformados e rendimentos próprios) | Base na RMMG de 920€/mês para o titular | Até 60 dias |
| Trabalhador remoto para empresa ou clientes fora de Portugal | D8 (nômade digital), residência ou estada temporária | Média de 3.680€/mês nos últimos 3 meses | 60 dias (residência) ou 30 dias (temporária) |
| Aluno de graduação, mestrado ou doutorado | Visto de estudo (residência ou estada temporária) | Brasileiro admitido no ensino superior fica dispensado de provar meios | 60 ou 30 dias |
| Quem tem contrato ou promessa de contrato | Trabalho subordinado ou atividade altamente qualificada | Conforme o contrato e a categoria | Até 60 dias |
| Familiar de residente legal | Reagrupamento familiar ou acompanhamento | Recursos para o agregado | Até 60 dias, após deferimento da AIMA |
Um alerta: o Visto para Procura de Trabalho Qualificado existe na lei, mas o MNE informa que ainda não está disponível nos consulados, à espera de regulamentação. Hoje não é possível pedi-lo. Quem quer trabalhar precisa de contrato, promessa de contrato ou outra categoria.
Quer saber se o seu caso é D7, D8 ou estudo antes de juntar documentos?
Falar com especialistaQuanto de renda é exigido em cada visto?
O critério de meios de subsistência usa como base a retribuição mínima mensal garantida (RMMG), que em 2026 é de 920€ (DL 139/2025).
D7: aposentados e renda passiva
A conta oficial funciona assim:
- Primeiro adulto: o valor integral da RMMG (920€/mês).
- Cada adulto adicional: 50% da RMMG.
- Cada menor ou filho a cargo: 30% da RMMG.
Como referência, 920€ x 12 dá 11.040€ por ano para o titular. Esse total é um cálculo nosso a partir da regra oficial: o MNE não publica um valor anual fixo para o D7. Além do valor, é preciso provar que a renda está disponível em Portugal, o que na prática costuma significar conta em banco português. Detalhes no guia do visto D7.
D8: trabalho remoto
O rendimento médio mensal dos últimos 3 meses deve ser de pelo menos 4 RMMG, ou 3.680€ em 2026. Vale para empregado (com contrato ou declaração do empregador) e autônomo (com contratos de prestação de serviço). O MNE não detalha se os acréscimos por dependente se somam aos 4 RMMG; por isso, confirme no site oficial antes de fechar a conta. Veja o guia do visto D8 de nômade digital.
Estudo
Aqui está uma vantagem real para brasileiros: o nacional de país de língua oficial portuguesa admitido em instituição de ensino superior fica dispensado de provar meios de subsistência. Quem é admitido em instituição oficialmente reconhecida também fica dispensado do seguro. Mais no guia do visto de estudante.
Quais documentos entram em quase todo pedido?
A documentação geral do visto de residência inclui:
- Requerimento próprio assinado.
- Duas fotos tipo passe iguais e atuais.
- Passaporte válido por mais 3 meses além da estada prevista, com cópia da página de dados.
- Seguro de viagem com cobertura médica e repatriamento. Brasileiros podem usar o certificado PB4 do acordo Brasil-Portugal no lugar.
- Certidão de antecedentes criminais do Brasil (ou do país onde morou mais de 1 ano), apostilada. Menores de 16 anos são isentos.
- Prova de meios de subsistência, conforme a tipologia.
- Documentos específicos do visto: comprovante de aposentadoria ou rendimentos (D7), contrato e residência fiscal (D8), carta de admissão (estudo).
O consulado pode pedir documentação adicional. Um pedido incompleto atrasa tudo, porque a análise só anda com o processo instruído.
Como funciona o processo: VFS, consulado e AIMA
No Brasil, Portugal delegou à VFS Global o recebimento de pedidos de visto nacional em Brasília, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo. Belém, Curitiba, Fortaleza, Porto Alegre e Recife também constam como locais de pedido. Desde 17/04/2026, a entrega é presencial obrigatória e o envio pelo correio acabou. Desde 20/07/2026, pedidos de ensino superior, familiar de cidadão português ou da UE e reagrupamento familiar podem ser entregues sem agendamento. Os endereços dos centros mudam com frequência; confira no site da VFS ou no nosso guia da VFS Portugal no Brasil.
O caminho completo:
- Definir a tipologia na tabela oficial do MNE.
- Reunir documentos, apostilas e traduções.
- Agendar e entregar o pedido com biometria na VFS ou no vice-consulado.
- Pagar o emolumento de 110€ e a taxa de serviço da VFS, cujo valor não está publicado em fonte oficial.
- Aguardar a decisão: até 60 dias (residência) ou 30 dias (estada temporária).
- Entrar em Portugal dentro dos 4 meses de validade do visto.
- Pedir a autorização de residência na AIMA nesse prazo. Veja o guia da AIMA.
As taxas da AIMA seguem tabela própria, que deve ser conferida no site do órgão.
Quanto custa o visto para Portugal?
| Item | Valor oficial |
|---|---|
| Emolumento do visto nacional | 110€ |
| Isentos de emolumento | Crianças até 6 anos, descendentes em reagrupamento, bolsistas do Estado Português, entre outros |
| Garantia impugnatória (recurso de recusa) | 75€ por procedimento, exceto reagrupamento |
| Taxa de serviço VFS | Não publicada em fonte oficial |
| Taxas da AIMA | Conforme tabela da AIMA |
Some a isso apostilas, traduções e certidões. A Eu Vou Pro Mundo não é governo, consulado nem embaixada: as taxas oficiais são pagas à parte, diretamente aos órgãos.
Quais erros mais atrasam ou derrubam o pedido?
- Escolher a tipologia errada, como pedir D7 com renda que vem de trabalho remoto.
- Contar com a manifestação de interesse, que não existe mais.
- Renda sem prova de disponibilidade em Portugal no D7.
- Antecedentes sem apostila ou emitidos de país errado.
- Passaporte com validade curta para a estada prevista.
- Perder o prazo de 4 meses do visto para pedir a residência na AIMA.
- No reagrupamento, perder os 90 dias após o deferimento da AIMA para pedir o visto do familiar. Depois disso, a decisão caduca. Veja o guia de reagrupamento familiar.
Se houve recusa anterior, problema migratório em outro país ou antecedente criminal, o caso merece análise individual antes de qualquer pedido.
Como a Eu Vou Pro Mundo ajuda no seu visto para Portugal
Os vistos para Portugal são um serviço novo no nosso portfólio, montado para quem quer fazer a mudança com método. O trabalho segue etapas:
- Diagnóstico do perfil: entendemos sua renda, família e objetivo para indicar a tipologia adequada.
- Checklist personalizado: lista de documentos do seu caso, com orientação sobre apostila, tradução e PB4.
- Revisão da prova de meios: conferimos se a renda atende à regra da RMMG para o seu agregado.
- Organização do dossiê e preparação para a entrega na VFS ou no vice-consulado.
- Orientação pós-visto sobre a entrada em Portugal e o pedido na AIMA.
O que não está incluso: taxas oficiais (emolumento, VFS, AIMA), apostilas, traduções e certidões. A decisão do visto é sempre da autoridade consular portuguesa, e nenhuma assessoria pode prometer aprovação. O preço da assessoria depende do caso; fale com a equipe pelo WhatsApp para receber orientação e uma proposta.
Como funciona a assessoria
- Conversa inicialVocê conta destino, motivo e prazo. Respondemos com o caminho e os valores.
- Análise do perfilAvaliamos documentos, histórico e riscos antes de qualquer formulário.
- Formulários e agendaPreenchemos e revisamos com você, e organizamos as datas.
- PreparaçãoTreino para a entrevista e checklist final até a resposta.
Perguntas frequentes
Brasileiro precisa de visto para ir a Portugal?
Para turismo de até 90 dias, não. Para morar, estudar por longo prazo ou trabalhar, é preciso um visto nacional pedido no Brasil antes da viagem.
Qual a renda mínima para o visto D7 em 2026?
A base é a RMMG de 920€ por mês para o titular, mais 50% por adulto adicional e 30% por menor. Em termos anuais, isso dá cerca de 11.040€ para o titular, cálculo derivado da regra oficial.
Quanto preciso ganhar para o visto D8 de nômade digital?
O rendimento médio dos últimos 3 meses deve ser de pelo menos 4 RMMG, ou 3.680€ por mês em 2026. É preciso também provar o vínculo de trabalho ou os contratos de prestação de serviço.
Quanto custa o visto para Portugal?
O emolumento oficial é de 110€. A taxa de serviço da VFS e as taxas da AIMA são cobradas à parte e devem ser conferidas nos sites desses órgãos.
Quanto tempo demora o visto de residência?
O prazo legal de decisão é de até 60 dias para visto de residência e até 30 dias para estada temporária, contados a partir da entrega do pedido completo.
Ainda dá para entrar como turista e pedir residência em Portugal?
Não. A manifestação de interesse foi revogada em junho de 2024, então o visto precisa ser obtido no Brasil antes da mudança.
Posso pedir o visto de procura de trabalho?
Hoje não. O MNE informa que o Visto para Procura de Trabalho Qualificado ainda aguarda regulamentação e não está disponível nos consulados.
Onde entrego o pedido de visto no Brasil?
Na VFS Global em Brasília, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Salvador ou São Paulo, ou nos locais de Belém, Curitiba, Fortaleza, Porto Alegre e Recife. A entrega é presencial desde abril de 2026.
Fontes oficiais
- vistos.mne.gov.pt/pt/vistos-nacionais/documentacao-instrutoria/residencia
- vistos.mne.gov.pt/pt/vistos-nacionais/documentacao-instrutoria/meios-de-subsistencia
- vistos.mne.gov.pt/pt/vistos-nacionais/informacao-geral/emolumentos
- vistos.mne.gov.pt/pt/vistos-nacionais/informacao-geral/prazos
- vistos.mne.gov.pt/pt/vistos-nacionais/informacao-geral/onde-deve-solicitar-visto
Conferidas em 20/10/2026. Regras de visto mudam: em caso de divergência, vale o site oficial. Veja nossa política editorial.