Para turismo e negócios, o seguro viagem não é obrigatório para os EUA. Ele não aparece entre os documentos exigidos para o visto B1/B2 nas páginas oficiais da Embaixada e do serviço de agendamento no Brasil. Ainda assim, é fortemente recomendado: o atendimento médico nos EUA é caro e o SUS não cobre nada lá. Estudantes (F-1) e intercambistas (J-1) devem conferir as exigências da escola ou do sponsor. A Eu Vou Pro Mundo orienta sobre a documentação do visto, e o seguro você contrata à parte.
O essencial
- O seguro viagem não está na lista oficial de documentos do visto B1/B2.
- O consulado não pede apólice na entrevista de turismo e negócios.
- Atendimento médico nos EUA é caro, por isso o seguro é muito recomendado.
- Escolas (F-1) e sponsors (J-1) podem ter exigências próprias de seguro saúde.
- Quem viaja para tratamento médico precisa provar recursos e apresentar custo estimado do hospital.

O seguro viagem é exigido para entrar nos EUA?
Não para quem viaja como turista ou a negócios. Nas páginas oficiais da Embaixada dos EUA no Brasil e do serviço de agendamento (ais.usvisa-info.com), o seguro viagem não aparece entre os documentos do visto B1/B2.
A lista oficial pede outras coisas:
- DS-160 preenchido e enviado, com código de barras igual ao do agendamento.
- Passaporte válido e passaporte anterior com o último visto, se houver.
- Confirmação do DS-160 e do agendamento.
- Foto 5x5 cm em alguns casos (Porto Alegre, Recife, menores de 14 e pessoas com 80 anos ou mais).
- Provas de vínculo com o Brasil e de capacidade de pagar a viagem, se o cônsul pedir.
Veja a lista completa por perfil em documentos para o visto americano.
Ou seja: você não precisa comprar seguro para preencher o DS-160, agendar, fazer a entrevista ou ter o visto emitido. Na chegada, o tempo de permanência é definido pelo oficial do CBP e registrado no I-94. As fontes oficiais consultadas não trazem exigência de apólice para entrar como visitante.
Por que contratar mesmo sem ser obrigatório?
Porque a conta de saúde nos EUA pode ser muito alta. O sistema de saúde americano é majoritariamente privado, e quem não tem cobertura paga do próprio bolso consulta, exame, internação e remoção.
Alguns pontos que pesam na decisão:
- O SUS não cobre atendimento no exterior. Uma emergência lá fica por sua conta.
- Planos de saúde brasileiros em geral cobrem só o território nacional. Confira o contrato antes de contar com ele.
- Imprevistos simples (uma queda num parque, uma infecção, um dente quebrado) podem gerar despesas que desmontam o orçamento da viagem.
- Repatriação em caso de doença grave ou morte é cara e demorada sem cobertura.
Ter visto e não ter seguro é permitido. Viajar sem nenhuma proteção para saúde nos EUA é um risco financeiro que você assume sozinho.
Quer que a gente revise seus documentos do visto americano antes da entrevista?
Falar com especialistaQuem precisa ter mais atenção ao seguro?
A regra do visto de turista é a mesma para todos, mas alguns perfis têm mais motivo para contratar uma boa apólice.
Famílias com crianças
Crianças adoecem com facilidade em viagens longas, mudança de clima e parques lotados. Em viagens à Disney ou a Orlando, vale contratar para todos os integrantes.
Idosos
Pessoas mais velhas tendem a precisar mais de atendimento, e muitas seguradoras têm regras diferentes por faixa etária. Leia com atenção as condições para doenças preexistentes. Mais detalhes sobre o processo em visto americano para idosos.
Quem tem doença crônica ou preexistente
Verifique se a apólice cobre agravamento de condição preexistente. Muitas excluem ou limitam essa cobertura.
Estudantes e intercambistas
Para F-1, M-1 e J-1, as exigências de seguro costumam vir da escola ou do programa de intercâmbio, fora da lista de documentos do consulado. Confirme com o DSO da escola ou com o sponsor antes de embarcar. Entenda o processo em visto F1 de estudante e visto J1.
E quem vai aos EUA para tratamento médico?
Aqui o cenário muda. A Embaixada pede, para viagem com finalidade de tratamento:
- Diagnóstico do médico local, no Brasil.
- Carta do médico ou do hospital nos EUA com o custo estimado do tratamento.
- Prova de recursos para pagar esse custo.
Seguro viagem comum normalmente não cobre tratamento planejado, porque foi feito para emergências. Quem vai se tratar precisa demonstrar como vai pagar. Veja o guia de visto para tratamento médico nos EUA.
Como os EUA se comparam a outros destinos?
O seguro é tratado de forma bem diferente de país para país. A tabela resume o que as fontes oficiais dizem para alguns vistos procurados por brasileiros.
| Destino e visto | Seguro saúde é exigido? | O que diz a fonte oficial |
|---|---|---|
| EUA, turismo e negócios (B1/B2) | Não consta como exigência | Fora da lista de documentos da Embaixada e do agendamento |
| EUA, estudo e intercâmbio (F, M, J) | Não consta na lista consular | Confirmar exigências da escola ou do sponsor |
| Austrália, turismo (subclass 600) | Recomendado | Home Affairs recomenda fortemente seguro saúde |
| Austrália, estudante (subclass 500) | Sim | OSHC obrigatório, salvo exceções |
| Reino Unido, Student visa | Taxa de saúde obrigatória | Immigration Health Surcharge de £776 por ano |
| Portugal, vistos de residência | Sim | Seguro com cobertura médica e repatriamento; brasileiros podem usar o PB4 |
Quem compara com a Europa ou com Portugal costuma achar que os EUA também exigem. Para visita, não exigem.
O que avaliar antes de contratar o seguro?
Como ninguém vai conferir a apólice no consulado, a escolha é sua. Use estes critérios para não comprar um seguro que não serve na hora da necessidade:
- Valor de cobertura de despesas médicas e hospitalares. Nos EUA, coberturas baixas acabam rápido. Prefira limites mais altos.
- Período coberto. A apólice deve cobrir todos os dias da viagem, do embarque ao retorno.
- Repatriação sanitária e funerária. Confira se está incluída.
- Doenças preexistentes. Veja se há cobertura e qual o limite.
- Atividades da viagem. Esportes, esqui e mergulho costumam ter regras próprias.
- Gestantes. Muitas apólices limitam a cobertura por semana de gestação.
- Rede e reembolso. Entenda se o atendimento é direto na rede ou por reembolso posterior.
- Seguro do cartão de crédito. Alguns cartões oferecem cobertura ao pagar a passagem com eles. Leia as condições e os limites com calma.
Guarde a apólice no celular e impressa, junto com o telefone de emergência da seguradora.
O seguro ajuda na entrevista ou na imigração?
O cônsul avalia principalmente seus vínculos com o Brasil e sua capacidade de pagar a viagem. O seguro não faz parte da lista oficial e não substitui essas provas. Levar a apólice na entrevista não muda a análise e você não precisa mostrá-la.
No aeroporto, o oficial do CBP pode perguntar sobre roteiro, hospedagem e recursos. Ter o seguro em mãos pode ajudar a mostrar que a viagem está organizada, mas ele não é condição de entrada nas fontes oficiais consultadas. Para se preparar, leia perguntas da imigração nos EUA.
Como a Eu Vou Pro Mundo ajuda no seu visto americano
A Eu Vou Pro Mundo é uma assessoria privada. Não somos consulado, embaixada nem órgão do governo, e as taxas oficiais, como a MRV de US$ 185 por pessoa, são pagas à parte. O seguro viagem também é contratado por você, com a seguradora que escolher.
No processo do visto, a equipe:
- Revisa o seu DS-160 antes do envio, para evitar divergências com o agendamento.
- Organiza a lista de documentos de acordo com o seu perfil (família, idosos, autônomos, estudantes).
- Orienta sobre o agendamento no CASV e no consulado.
- Prepara você para a entrevista com base nas regras oficiais.
- Explica casos específicos, como viagem para tratamento médico.
A decisão sobre o visto é sempre do consulado americano, e nenhuma assessoria pode prometer aprovação. O valor da assessoria depende do caso. Fale com a equipe pelo WhatsApp para receber os valores e começar.
Perguntas frequentes
Preciso apresentar seguro viagem na entrevista do visto americano?
Não. O seguro viagem não está na lista oficial de documentos do visto B1/B2 da Embaixada dos EUA no Brasil, e o cônsul não pede apólice na entrevista de turismo e negócios.
A imigração dos EUA pode barrar quem não tem seguro?
As fontes oficiais consultadas não trazem exigência de seguro para entrar como visitante. O oficial do CBP decide a entrada e o tempo de permanência com base em outros critérios, como finalidade da viagem e recursos.
Meu plano de saúde brasileiro cobre atendimento nos EUA?
Em geral, planos nacionais cobrem só o Brasil. Confira o contrato do seu plano antes de viajar, porque algumas modalidades têm cobertura internacional e outras não.
Estudante com visto F-1 precisa de seguro saúde?
A lista consular do F-1 não inclui seguro, mas as escolas costumam ter regras próprias. Confirme com o DSO da instituição que emitiu o seu I-20.
O seguro viagem cobre tratamento médico planejado nos EUA?
Normalmente não, porque o seguro viagem foi feito para emergências. Quem vai se tratar deve levar diagnóstico, carta do hospital americano com custo estimado e prova de recursos.
O seguro do cartão de crédito serve para os EUA?
Pode servir, desde que as condições e os limites de cobertura sejam adequados ao custo da saúde nos EUA. Leia o regulamento do cartão e confira se a passagem precisa ter sido paga com ele.
Crianças e bebês precisam de seguro para os EUA?
Não é exigido, mas é recomendado contratar para todos os viajantes, inclusive crianças. A taxa do visto, por outro lado, é cobrada de todos: US$ 185 por pessoa.
A Eu Vou Pro Mundo vende seguro viagem?
A Eu Vou Pro Mundo é uma assessoria de vistos e cuida da orientação sobre o processo e os documentos. O seguro é contratado à parte, com a seguradora de sua escolha.
Fontes oficiais
- br.usembassy.gov/non-immigrant-visas-overview/
- ais.usvisa-info.com/en-br/niv/information/required_docs
- br.usembassy.gov/frequently-asked-questions-on-non-immigrant-visas/
- immi.homeaffairs.gov.au/visas/getting-a-visa/visa-listing/visitor-600/tourist-stream-overseas
- vistos.mne.gov.pt/pt/vistos-nacionais/documentacao-instrutoria/residencia
Conferidas em 20/10/2026. Regras de visto mudam: em caso de divergência, vale o site oficial. Veja nossa política editorial.