Quem planeja parto nos EUA com visto de turista precisa tratar a viagem como viagem para tratamento médico no B1/B2 e declarar isso no DS-160 e na entrevista. A Embaixada pede diagnóstico do médico no Brasil, carta do médico ou hospital nos EUA com custo estimado e prova de recursos para pagar. A MRV custa US$ 185 e a decisão é sempre do consulado. Na chegada, o oficial do CBP decide a entrada e o tempo de estadia. A Eu Vou Pro Mundo ajuda a montar o processo com transparência, sem omitir nada.
O essencial
- O motivo real da viagem precisa estar no DS-160 e ser dito na entrevista.
- Para viagem médica, a Embaixada pede diagnóstico local, carta do hospital nos EUA com custo estimado e prova de recursos.
- A taxa MRV do B1/B2 é de US$ 185 por pessoa, não reembolsável.
- Ter visto não garante a entrada: o CBP decide no aeroporto e registra a estadia no I-94.
- Recusa pela seção 214(b) não tem recurso; é possível reaplicar com novo DS-160 e nova taxa.

O que a regra diz sobre parto nos EUA com visto
Brasileiros precisam de visto para entrar nos EUA, e a categoria usada para visitas temporárias é o B1/B2. Ele cobre turismo, negócios e também viagem para tratamento médico. Um parto planejado em hospital americano se enquadra nesse último tipo de viagem, e é assim que ele deve ser apresentado.
Nas páginas oficiais da Embaixada e Consulados dos EUA no Brasil consultadas para este guia, a exigência aplicável é a de viagem médica. O consulado pode pedir:
- diagnóstico ou relatório do médico que acompanha a gestante no Brasil;
- carta do médico ou hospital nos EUA com o custo estimado do atendimento;
- prova de que a pessoa tem recursos para pagar esse custo e a viagem.
Esse guia descreve as regras e os riscos. Ele não incentiva a viagem para dar à luz nos EUA. Questões sobre nacionalidade do bebê, regras específicas do Departamento de Estado sobre o chamado turismo de parto e consequências migratórias futuras são temas jurídicos. Para eles, confirme no site oficial travel.state.gov e busque análise com especialista em imigração.
Como declarar a gravidez e o motivo da viagem
O ponto central é simples: o motivo real da viagem precisa aparecer no pedido. Omitir a gravidez ou dizer que vai só passear, quando o plano é o parto, é informação falsa. Isso pode levar à recusa do visto, a problemas na imigração e a dificuldades em pedidos futuros.
No DS-160
O DS-160 é preenchido em ceac.state.gov antes do agendamento. Nele, o propósito da viagem deve refletir o plano verdadeiro. Se o objetivo inclui atendimento médico, isso precisa estar coerente com os documentos que você levará. Veja o guia como preencher o DS-160 para não errar campos.
Desde 01/05/2025, o código do DS-160 (AA…) precisa ser o mesmo cadastrado no agendamento. Se não for, a pessoa não é entrevistada.
Na entrevista
Na primeira vez, todo solicitante faz entrevista presencial. O cônsul pode perguntar sobre a gestação, o hospital, quem paga e quando você volta ao Brasil. Responda com calma e com os papéis em mãos. Gestantes têm atendimento prioritário no consulado.
Na chegada aos EUA
O visto permite pedir entrada, mas quem decide é o oficial do CBP no porto de entrada. Ele define o tempo de permanência, registrado no I-94. Se ele perguntar o motivo da viagem, a resposta precisa ser a mesma do DS-160 e da entrevista. Saiba mais em barrado na imigração dos EUA.
Vai viajar grávida e quer montar o pedido do visto do jeito certo?
Falar com especialistaDocumentos para uma viagem médica com B1/B2
Além dos itens comuns a qualquer pedido, a viagem médica pede documentos específicos. A tabela resume o que a base oficial lista.
| Documento | Para que serve | Observação |
|---|---|---|
| DS-160 com confirmação | Pedido formal do visto | Código igual ao do agendamento |
| Passaporte válido | Identificação | Brasileiros só precisam de validade durante a estadia |
| Passaporte anterior com visto | Histórico | Se houver |
| Diagnóstico do médico no Brasil | Mostra a condição e o acompanhamento | Leve original e cópia |
| Carta do médico ou hospital nos EUA | Confirma o atendimento e o custo estimado | Deve trazer valor previsto |
| Prova de recursos | Mostra que você paga o tratamento e a viagem | Extratos, renda, patrocinador |
| Provas de vínculo com o Brasil | Indicam intenção de voltar | Emprego, família, bens |
| Foto 5x5 cm fundo branco | Exigida em alguns casos | Obrigatória em Porto Alegre e Recife |
Para a lista completa por perfil, consulte documentos para o visto americano e o guia de visto para tratamento médico nos EUA.
Se você já tem visto B1/B2 válido, a gravidez não cancela o visto. Mesmo assim, o motivo da viagem será avaliado na chegada pelo CBP.
Quanto custa e quanto tempo leva
Os valores oficiais conhecidos são estes:
- MRV B1/B2: US$ 185 por pessoa, inclusive crianças. Não é reembolsável nem transferível e vale 365 dias para agendar.
- Pagamento: cartão de crédito, boleto ou Pix, em ais.usvisa-info.com.
- Visa Integrity Fee de US$ 250: prevista em lei, mas sem cobrança confirmada nas páginas oficiais consultadas. A regra está em mudança; confira no site oficial antes de pagar.
O custo do hospital e do parto não tem tabela oficial. Ele aparece na carta do hospital americano e varia muito. Planeje com esse valor por escrito.
O prazo para a entrevista depende do consulado. A espera aparece na ferramenta oficial de tempos de espera do travel.state.gov. Depois da entrevista, pode haver processamento administrativo (221(g)), o que alonga o prazo.
Dá para antecipar?
O pedido emergencial gratuito aceita motivos como tratamento médico urgente nos EUA, com provas. A decisão é do consulado e as vagas são limitadas. Existe também um piloto pago de US$ 750 para B1/B2 (de 01/07 a 31/12/2026), mas não foi possível confirmar se o Brasil participa. Veja como antecipar a entrevista.
Quais são os riscos reais
Antes de decidir, pese estes pontos com honestidade:
- Recusa do visto. Se o consulado não se convencer de que a viagem é temporária e bem custeada, pode negar pela seção 214(b). Não cabe recurso. É possível reaplicar com novo DS-160 e nova taxa.
- Entrada negada no aeroporto. O visto não garante a entrada. O oficial do CBP pode recusar se o motivo apresentado não bater com o que foi declarado.
- Custos hospitalares altos. Complicações no parto ou internação do bebê podem elevar muito a conta. A carta do hospital traz uma estimativa, não um teto.
- Consequências por falsa declaração. Informação omitida ou falsa pode afetar este pedido e pedidos futuros.
- Caução (Visa Bond). Desde 03/08/2026, o cônsul pode exigir caução de até US$ 20.000 de solicitantes B1/B2 de países abrangidos. Não foi possível verificar se o Brasil está na lista. Confirme no site oficial.
- Viagem no fim da gestação. Companhias aéreas têm regras próprias para gestantes. Consulte a sua antes de comprar a passagem.
Se houver histórico de permanência irregular, recusa anterior ou dúvida sobre a situação migratória, procure análise com especialista antes de qualquer passo.
Passo a passo para quem vai declarar a viagem médica
- Converse com seu médico no Brasil e peça relatório da gestação.
- Obtenha carta do médico ou hospital nos EUA com o custo estimado.
- Reúna prova de recursos e de vínculos com o Brasil.
- Preencha o DS-160 com o motivo real da viagem.
- Pague a MRV de US$ 185 em ais.usvisa-info.com.
- Agende CASV e entrevista (em Porto Alegre e Recife, tudo no mesmo atendimento no consulado).
- Vá à entrevista sem celular e com os documentos organizados.
- Acompanhe o status no CEAC e retire o passaporte em até 30 dias no CASV, ou receba por courier.
Como a Eu Vou Pro Mundo ajuda neste caso
A Eu Vou Pro Mundo é uma assessoria privada de vistos. Não somos governo, consulado nem embaixada, e as taxas oficiais são pagas à parte. Também não prometemos aprovação: a decisão é sempre da autoridade consular e, na chegada, do CBP.
No caso de viagem médica ou gestação, nosso trabalho é organizar um pedido transparente:
- revisar o DS-160 para que o motivo da viagem fique claro e coerente;
- conferir se o diagnóstico, a carta do hospital e as provas de recursos estão completos;
- preparar você para as perguntas da entrevista sobre gestação, custos e retorno;
- indicar quando o caso precisa de análise jurídica de imigração.
O valor da assessoria depende do seu caso. Fale com a equipe pelo WhatsApp para receber os valores e começar. Para entender o processo completo, veja a página de visto americano com assessoria.
Perguntas frequentes
Grávida pode tirar visto americano?
Sim, a gravidez não impede o pedido de B1/B2. O consulado avalia o motivo da viagem, os recursos e os vínculos com o Brasil, e a decisão é dele.
Preciso informar a gravidez no DS-160 e na entrevista?
Se a viagem envolve o parto ou atendimento médico, esse é o motivo real e precisa ser declarado. Omitir pode levar à recusa e prejudicar pedidos futuros.
Quais documentos o consulado pede para viagem médica?
Diagnóstico do médico no Brasil, carta do médico ou hospital nos EUA com custo estimado e prova de recursos para pagar, além dos documentos comuns do B1/B2.
Já tenho visto válido. Posso viajar grávida para ter o bebê?
O visto continua válido, mas o oficial do CBP decide a entrada no aeroporto e pode perguntar o motivo. A resposta deve ser verdadeira e coerente com os documentos.
Quanto custa o visto para quem vai fazer o parto nos EUA?
A taxa MRV do B1/B2 é de US$ 185 por pessoa. Os custos do hospital não têm valor oficial e aparecem na carta do hospital americano.
Gestante tem atendimento prioritário no consulado?
Sim. O consulado oferece atendimento prioritário para gestantes, idosos, quem leva criança com menos de 2 anos e pessoas com necessidades especiais.
Se o visto for negado, posso tentar de novo?
Recusa pela seção 214(b) não tem recurso, mas é possível reaplicar a qualquer momento com novo DS-160 e nova taxa. Vale corrigir o que faltou antes.
Fontes oficiais
- br.usembassy.gov/non-immigrant-visas-overview/
- br.usembassy.gov/frequently-asked-questions-on-non-immigrant-visas/
- ais.usvisa-info.com/en-br/niv/information/required_docs
- ais.usvisa-info.com/pt-br/niv/information/fee
- www.federalregister.gov/documents/2026/08/03/2026-15726
Conferidas em 20/10/2026. Regras de visto mudam: em caso de divergência, vale o site oficial. Veja nossa política editorial.