Sim, brasileiro precisa de visto para a Austrália, inclusive para turismo curto. O Brasil não está na lista da ETA (subclass 601) nem do eVisitor (651). Para turismo, o caminho é o Visitor visa subclass 600 (Tourist stream), pedido online pelo ImmiAccount, com taxa a partir de AUD 250 para quem aplica de fora da Austrália. A estadia concedida costuma ser de 3 meses (até 12 meses em certos casos) e o visto não permite trabalhar. A Eu Vou Pro Mundo ajuda a montar e revisar o pedido, mas a decisão é sempre do governo australiano.
O essencial
- Brasileiro precisa de visto para a Austrália, mesmo para turismo de poucos dias.
- O Brasil não pode usar a ETA (601) nem o eVisitor (651).
- Turismo: Visitor 600, a partir de AUD 250, pedido 100% online no ImmiAccount.
- Estudo longo exige o Student visa 500 (AUD 2.500 na maioria dos casos).
- O Work and Holiday 462 existe para brasileiros de 18 a 30 anos, mas a cota estava pausada em 12/10/2026.

Brasileiro precisa de visto para a Austrália? A resposta curta
Sim. Todo brasileiro precisa de visto para entrar na Austrália, seja para turismo, visita a família, negócios, estudo ou trabalho. Não existe isenção para estadas curtas, como acontece em vários países da Europa.
Muita gente confunde isso porque a Austrália tem autorizações eletrônicas simples, como a ETA (subclass 601) e o eVisitor (subclass 651). Essas opções valem só para passaportes listados pelo Department of Home Affairs, e o Brasil não está na lista.
Na prática, para uma viagem de férias, o brasileiro pede o Visitor visa subclass 600, no fluxo de turismo (Tourist stream). O pedido é online, a taxa é paga em dólar australiano e o visto sai em formato digital, sem etiqueta no passaporte.
Resumo: Austrália precisa de visto para brasileiros. O tipo de visto depende do objetivo da viagem e do tempo de permanência.
Qual visto o brasileiro deve pedir para a Austrália?
A escolha certa começa pelo motivo da viagem. Usar o visto errado pode gerar recusa ou problemas na chegada. Veja o quadro geral com os valores oficiais da tabela do Home Affairs (atualizada em 1/07/2026):
| Objetivo | Visto | Taxa oficial (principal) | Pontos-chave |
|---|---|---|---|
| Turismo ou visita | Visitor 600, Tourist stream (fora da Austrália) | AUD 250 | Estadia geralmente de 3 meses; não permite trabalhar |
| Negócios sem trabalho remunerado | Visitor 600, Business Visitor stream | AUD 250 | Reuniões, eventos e visitas de negócio |
| Visita patrocinada por familiar | Visitor 600, Sponsored Family stream | AUD 250 | Depende de patrocinador na Austrália |
| Viajante frequente | Visitor 600, Frequent traveller stream | AUD 1.845 | Fluxo específico, com regras próprias |
| Curso de inglês ou faculdade | Student visa 500 | AUD 2.500 (ELICOS: AUD 2.050) | Exige CoE e seguro OSHC |
| Trabalhar e viajar (18 a 30 anos) | Work and Holiday 462 | AUD 840 | Cota anual do Brasil; conferir se está aberta |
Para turismo, o detalhamento completo está no guia do visto de turismo para a Austrália. Se a dúvida é o custo total, veja quanto custa o visto australiano.
Quer ajuda para escolher o visto certo e montar seu pedido para a Austrália?
Falar com especialistaComo funciona o Visitor 600 para turismo
O Visitor 600 é o visto que a maioria dos brasileiros usa para conhecer a Austrália. Estes são os fatos principais, segundo a página oficial do Tourist stream:
- Taxa: AUD 250 para quem pede de fora da Austrália. Se o pedido for feito dentro do país, sobe para AUD 630.
- Estadia: geralmente 3 meses, podendo chegar a 12 meses em certas circunstâncias.
- Validade e entradas: definidas caso a caso na concessão; o visto pode permitir múltiplas entradas.
- Trabalho: proibido.
- Estudo: permitido por até 3 meses.
- Formato: digital, vinculado ao passaporte, sem etiqueta.
O que o governo australiano avalia
O pedido precisa mostrar que você é um visitante genuíno, com intenção de estadia temporária. Os requisitos oficiais incluem:
- Intenção real de visitar e voltar.
- Dinheiro suficiente para cobrir a estadia.
- Compromisso de não trabalhar na Austrália.
- Requisitos de saúde e de bom caráter.
O governo também recomenda fortemente ter seguro saúde durante a viagem. Podem surgir custos extras com exames médicos, certidões policiais ou biometria, quando solicitados.
Atenção a três regras que pegam muita gente
- O visto não é prorrogável. Para ficar mais tempo, é preciso pedir outro visto.
- Cruzeiro de ida e volta conta como tempo na Austrália. O período no navio entra na sua estadia.
- A taxa vale por pedido, não por aprovação. Por isso vale montar bem os documentos antes de pagar.
Como pedir o visto australiano passo a passo
O processo é todo online. A Embaixada da Austrália em Brasília não recebe pedidos de visto: tudo passa pelo Department of Home Affairs.
- Crie sua conta no ImmiAccount, o portal oficial do governo australiano.
- Escolha o visto e o fluxo corretos (por exemplo, Visitor 600, Tourist stream, fora da Austrália).
- Preencha o formulário com dados idênticos aos do passaporte.
- Anexe os documentos: comprovantes financeiros, vínculos com o Brasil (trabalho, família, estudo) e roteiro da viagem.
- Pague a taxa em dólar australiano.
- Forneça biometria se for solicitado. O governo avisa quando precisa; pode ser pelo app Australian Immi ou em um centro de coleta (ABCC).
- Aguarde a decisão e confira os dados do visto digital quando chegar.
Biometria: um ponto em aberto
Na lista oficial consultada (março/2026), não aparece centro de coleta biométrica australiano no Brasil. Se a biometria presencial for exigida no seu caso, pode ser necessário usar o app ou ir a outro país, como Peru ou Colômbia. Essa informação deve ser confirmada caso a caso no site do Home Affairs.
Quanto tempo demora
O Home Affairs não fixa um prazo único. O tempo de processamento aparece na ferramenta oficial de prazos do governo australiano e muda conforme o volume de pedidos. Evite comprar passagens não reembolsáveis antes da concessão. Para uma lista organizada do que reunir, veja os documentos para o visto australiano.
E se o plano for estudar ou trabalhar na Austrália?
O Visitor 600 serve só para estudo curto, de até 3 meses. Para cursos maiores ou para trabalhar, o caminho muda.
Student visa (subclass 500)
- Taxa: AUD 2.500 para a maioria dos estudantes; AUD 2.050 para cursos de inglês (ELICOS) e Non-Award.
- Duração: até 6 anos, alinhada à matrícula.
- Trabalho: até 48 horas por quinzena durante o período letivo.
- Exigências: Confirmation of Enrolment (CoE), seguro OSHC, requisito de Genuine Student e, quando exigido, teste de inglês presencial (testes 100% online não são aceitos).
- Dinheiro: AUD 29.710 por 12 meses de custo de vida, mais taxas do curso e viagem (AUD 2.000 para quem aplica de fora). Outra opção é comprovar renda anual dos pais ou cônjuge de pelo menos AUD 87.856.
Detalhes no guia do visto de estudante na Austrália.
Work and Holiday (subclass 462)
O Brasil é país elegível para brasileiros de 18 a 30 anos. A taxa do primeiro visto é AUD 840, com estadia de 12 meses, trabalho de até 6 meses por empregador e estudo de até 4 meses. É preciso comprovar cerca de AUD 5.000, inglês funcional e o requisito educacional.
O ponto crítico é a cota: o Brasil tem 500 vagas no ano-programa de 1/07/2026 a 30/06/2027, e em 12/10/2026 o status estava paused (pedidos suspensos temporariamente). Pode reabrir no mesmo ano-programa, mas não há data. Confira sempre a página oficial de status das cotas. Mais em Work and Holiday na Austrália.
Erros comuns que atrapalham o pedido
- Achar que dá para usar ETA ou eVisitor. Sites não oficiais oferecem essas autorizações a brasileiros, mas o Brasil não é elegível.
- Escolher o fluxo errado do Visitor 600. Turismo, negócios e visita patrocinada têm regras diferentes.
- Documentos financeiros fracos ou desorganizados. O governo avalia se você consegue bancar a viagem.
- Não mostrar vínculos com o Brasil. Emprego, empresa, estudo e família ajudam a demonstrar que a visita é temporária.
- Planejar trabalhar com visto de turista. O Visitor 600 proíbe qualquer trabalho.
- Pagar intermediários achando que é taxa do governo. A taxa oficial é paga diretamente no ImmiAccount.
Se a sua viagem inclui a Nova Zelândia, lembre que lá a regra é diferente: veja se a Nova Zelândia precisa de visto.
Como a Eu Vou Pro Mundo ajuda no seu visto australiano
A Eu Vou Pro Mundo é uma assessoria privada de vistos. Não somos governo, consulado nem embaixada, e as taxas oficiais da Austrália são pagas à parte, diretamente ao Department of Home Affairs.
No visto australiano, a equipe trabalha assim:
- Análise do seu objetivo para indicar o visto e o fluxo corretos (turismo, negócios, estudo ou Work and Holiday).
- Lista de documentos sob medida para o seu perfil: empregado, autônomo, empresário, aposentado ou estudante.
- Revisão do formulário no ImmiAccount antes do pagamento da taxa, para reduzir erros de preenchimento.
- Orientação sobre biometria e exames, se o governo solicitar.
- Acompanhamento até a decisão, com explicação clara de cada etapa.
Nenhuma assessoria pode garantir aprovação: a decisão é sempre do governo australiano. O que fazemos é ajudar você a apresentar um pedido completo, coerente e verdadeiro. O valor da assessoria depende do caso, e a equipe envia o orçamento pelo WhatsApp. Fale com a gente para começar.
Perguntas frequentes
Brasileiro precisa de visto para a Austrália?
Sim. Todo brasileiro precisa de visto para a Austrália, inclusive para turismo curto. Para férias, o visto usado é o Visitor 600, no Tourist stream.
Brasileiro pode usar a ETA ou o eVisitor da Austrália?
Não. A ETA (601) e o eVisitor (651) valem só para passaportes listados pelo governo australiano, e o Brasil não está na lista.
Quanto custa o visto de turismo da Austrália?
O Visitor 600 no Tourist stream custa AUD 250 quando pedido de fora da Austrália. Pode haver custos extras com exames, certidões ou biometria, se solicitados.
Quanto tempo posso ficar na Austrália com visto de turista?
Em geral, 3 meses por concessão, podendo chegar a 12 meses em certas circunstâncias. O prazo exato vem na concessão do visto.
Posso trabalhar na Austrália com o Visitor 600?
Não. O visto de visitante proíbe trabalho. Para trabalhar, é preciso um visto próprio, como o Work and Holiday 462 ou um visto de estudante com permissão de trabalho.
Preciso ir à embaixada para tirar o visto australiano?
Não. O pedido é feito online no ImmiAccount e a Embaixada em Brasília não recebe pedidos de visto. Se houver biometria, o governo informa como fazer.
O visto de turista australiano pode ser prorrogado?
Não. O Visitor 600 não é prorrogável; para ficar mais tempo, é preciso pedir outro visto.
O Work and Holiday da Austrália está aberto para brasileiros?
O Brasil é elegível, mas em 12/10/2026 a cota estava pausada. Confira a página oficial de status das cotas antes de aplicar.
Fontes oficiais
- immi.homeaffairs.gov.au/visas/getting-a-visa/visa-listing/visitor-600/tourist-stream-overseas
- immi.homeaffairs.gov.au/visas/getting-a-visa/fees-and-charges/current-visa-pricing
- immi.homeaffairs.gov.au/visas/getting-a-visa/visa-listing/electronic-travel-authority-601
- immi.homeaffairs.gov.au/visas/getting-a-visa/visa-listing/student-500
- immi.homeaffairs.gov.au/what-we-do/whm-program/status-of-country-caps
Conferidas em 20/10/2026. Regras de visto mudam: em caso de divergência, vale o site oficial. Veja nossa política editorial.