Para um intercâmbio na Austrália, o visto depende da duração do curso. Até 3 meses de estudo, o brasileiro pode usar o Visitor visa (subclass 600), que custa a partir de AUD 250 e não permite trabalhar. Para cursos mais longos, o caminho é o Student visa (subclass 500): AUD 2.050 para cursos de inglês (ELICOS) ou AUD 2.500 na maioria dos outros cursos, com trabalho de até 48 horas por quinzena no período letivo. A Eu Vou Pro Mundo ajuda a escolher o visto certo e montar o pedido.
O essencial
- Brasileiros precisam de visto para a Austrália e não podem usar a ETA (601) nem o eVisitor (651).
- O visto de turista 600 permite estudar até 3 meses, não permite trabalhar e custa a partir de AUD 250 pedido de fora da Austrália.
- O visto de estudante 500 custa AUD 2.050 (inglês/ELICOS) ou AUD 2.500 (demais cursos) e permite trabalhar até 48 horas por quinzena no período letivo.
- Para o 500 é preciso CoE, seguro OSHC, requisito de Genuine Student e comprovar AUD 29.710 por 12 meses de custo de vida, além do curso e da viagem.
- O Work and Holiday 462 do Brasil estava com a cota pausada em 12/10/2026.

Qual visto usar para intercâmbio na Austrália?
Todo brasileiro precisa de visto para entrar na Austrália, inclusive para um curso curto. O Brasil não está na lista da ETA (subclass 601) nem do eVisitor (651), então o pedido é sempre feito online, no ImmiAccount do Department of Home Affairs. A Embaixada da Austrália em Brasília não recebe pedidos de visto.
Na prática, a escolha para quem quer estudar fica entre dois vistos:
- Visitor visa (subclass 600), Tourist stream: para quem vai fazer um curso de até 3 meses e não pretende trabalhar.
- Student visa (subclass 500): para cursos registrados (CRICOS) mais longos, com permissão de trabalho em meio período.
Há ainda um terceiro caminho para jovens de 18 a 30 anos, o Work and Holiday (subclass 462), que tem regras e cota próprias. Explicamos cada um abaixo.
Regra rápida: curso de até 3 meses sem trabalhar, pense no 600. Curso maior ou vontade de trabalhar enquanto estuda, pense no 500.
Visto de turista (600) com curso curto: quando faz sentido
O visto de turismo para a Austrália permite estudar por até 3 meses. É a opção mais simples e barata para quem quer um curso de inglês intensivo nas férias ou uma imersão curta.
O que você precisa saber sobre o 600:
- Taxa: AUD 250 para pedido feito fora da Austrália (Tourist stream). Pedido dentro da Austrália custa AUD 630.
- Estadia: geralmente 3 meses, podendo chegar a 12 meses em certas circunstâncias, a critério do governo.
- Trabalho: proibido.
- Estudo: até 3 meses no total.
- Prorrogação: o visto não é prorrogável. Para ficar mais, é preciso pedir outro visto.
- Requisitos: ser visitante genuíno, ter dinheiro suficiente para a estadia, cumprir requisitos de saúde e de bom caráter. Seguro saúde é fortemente recomendado.
- Formato: visto digital, sem etiqueta no passaporte.
O 600 funciona bem quando o curso é curto e fechado. Se existe chance de você querer estender os estudos, planeje o 500 desde o Brasil. Contar com uma troca de visto já dentro da Austrália é arriscado, porque depende das condições do visto concedido e de um novo pedido.
Quer saber se o seu intercâmbio pede o visto 600 ou o 500?
Falar com especialistaVisto de estudante (500): para cursos acima de 3 meses
O visto de estudante na Austrália vale para cursos registrados no CRICOS, de inglês a graduação e pós. Ele pode durar até 6 anos, alinhado à matrícula, e permite trabalhar até 48 horas por quinzena durante o período letivo. Mestrado por pesquisa e doutorado não têm limite de horas.
Requisitos principais
- Confirmation of Enrolment (CoE) válida, emitida pela instituição.
- Overseas Student Health Cover (OSHC), o seguro saúde obrigatório, salvo exceções.
- Genuine Student: respostas em inglês, com até 150 palavras por pergunta, mostrando que sua intenção é estudar.
- Inglês quando exigido. Testes presenciais são aceitos; testes 100% online ou feitos em casa não são. Quem tem o ELICOS como curso principal fica isento.
- Capacidade financeira: AUD 29.710 por 12 meses de custo de vida, mais as taxas do curso e AUD 2.000 de viagem para quem aplica de fora. A alternativa é comprovar renda anual dos pais ou do cônjuge de pelo menos AUD 87.856.
- Saúde e caráter: exames e certidões podem ser pedidos.
Quanto custa o visto 500
| Item | Valor oficial |
|---|---|
| Requerente principal (maioria dos cursos e pós por pesquisa) | AUD 2.500 |
| Requerente principal em ELICOS (inglês) ou Non-Award | AUD 2.050 |
| Dependente 18+ (categoria geral) | AUD 1.530 |
| Dependente menor de 18 (categoria geral) | AUD 500 |
| Dependente 18+ / menor (ELICOS ou Non-Award) | AUD 1.255 / AUD 410 |
| Pedido subsequente dentro da Austrália (STAC) | AUD 700 |
OSHC e exames médicos são custos à parte, pagos diretamente aos fornecedores. Para ver todos os valores, consulte nosso guia sobre quanto custa o visto australiano.
Comparativo: visto 600 x visto 500 para intercâmbio
| Critério | Visitor 600 (Tourist) | Student 500 |
|---|---|---|
| Duração do estudo | Até 3 meses | Até 6 anos, conforme a matrícula |
| Trabalho | Não permitido | Até 48 horas por quinzena no período letivo |
| Taxa (pedido de fora) | AUD 250 | AUD 2.050 (ELICOS) ou AUD 2.500 |
| Matrícula exigida | Não exige CoE | CoE de curso CRICOS |
| Seguro | Fortemente recomendado | OSHC obrigatório |
| Prova de inglês | Não é requisito | Quando exigido (isento se o curso principal for ELICOS) |
| Prova financeira | Dinheiro suficiente para a estadia | AUD 29.710/ano + curso + viagem, ou renda familiar de AUD 87.856 |
| Prorrogação | Não prorrogável | Novo pedido conforme nova matrícula |
Se o seu plano é estudar 8 semanas de inglês e voltar, o 600 resolve com menos custo e menos papelada. Se você quer estudar 6 meses, 1 ano ou mais, ou precisa trabalhar para complementar o orçamento, o 500 é o visto adequado.
E o Work and Holiday (462)?
O Brasil é elegível ao Work and Holiday na Austrália, para quem tem de 18 a 30 anos. Ele permite ficar 12 meses, trabalhar até 6 meses por empregador e estudar até 4 meses. A taxa do primeiro visto é AUD 840, e é preciso comprovar cerca de AUD 5.000, inglês funcional e o requisito educacional.
O ponto de atenção: em 12/10/2026, a cota anual do Brasil (500 vagas no ano-programa de 1/jul/2026 a 30/jun/2027) estava com status paused, ou seja, pedidos temporariamente suspensos. Pode reabrir no mesmo ano-programa, mas sem data anunciada. Confira a página oficial de status das cotas antes de planejar com base nele.
Passo a passo para pedir o visto de estudante
- Escolha o curso e a instituição e receba a oferta.
- Aceite a oferta e obtenha a CoE.
- Contrate o OSHC pelo período do visto.
- Faça o teste de inglês presencial, se o seu curso exigir.
- Reúna as provas financeiras e escreva as respostas do Genuine Student.
- Crie o ImmiAccount, preencha o pedido e pague a taxa.
- Forneça biometria e exames se o governo solicitar.
- Aguarde a decisão. O processamento segue a Ministerial Direction 115 (pedidos a partir de 14/11/2025); consulte a ferramenta oficial de prazos.
Sobre biometria: a lista oficial de centros (março/2026) não traz centro de coleta australiano no Brasil. Se ela for exigida, pode ser feita pelo app Australian Immi ou, em alguns casos, em outro país. Essa parte ainda depende de confirmação caso a caso no site do Home Affairs.
Para organizar a papelada, veja os documentos para o visto australiano.
Erros que mais atrapalham o intercâmbio
- Escolher o 600 para um curso maior que 3 meses. O limite de estudo é claro e o visto não é prorrogável.
- Planejar trabalhar com visto de turista. O 600 proíbe trabalho.
- Comprar passagem antes da decisão. Espere o visto sair.
- Fazer teste de inglês online em casa. Para o 500, esse formato não é aceito.
- Respostas genéricas no Genuine Student. Elas precisam explicar sua trajetória, o motivo do curso e o plano depois dele, em inglês e dentro do limite de palavras.
- Subestimar a prova financeira. O valor de custo de vida se soma às taxas do curso e à viagem.
Como a Eu Vou Pro Mundo ajuda no seu intercâmbio
A Eu Vou Pro Mundo é uma assessoria privada. Não somos governo, consulado nem embaixada, e as taxas oficiais do visto são pagas à parte, diretamente ao governo australiano. A decisão final é sempre do Department of Home Affairs.
Nosso trabalho é deixar seu pedido claro e completo:
- Analisamos seu plano (duração do curso, orçamento, idade) e indicamos se o caso pede 600, 500 ou outro caminho.
- Montamos o checklist de documentos de acordo com seu perfil.
- Revisamos as provas financeiras e as respostas do Genuine Student.
- Acompanhamos o preenchimento no ImmiAccount e as solicitações extras, como biometria e exames.
O valor da assessoria depende do caso. Fale com a equipe pelo WhatsApp para receber os valores e começar. Veja também nossa página de assessoria para visto australiano.
Perguntas frequentes
Posso fazer curso de inglês na Austrália com visto de turista?
Sim, desde que o estudo total não passe de 3 meses. O visto 600 não permite trabalhar e não pode ser prorrogado.
Quanto custa o visto de estudante australiano?
A taxa-base é AUD 2.500 para a maioria dos cursos e AUD 2.050 para cursos de inglês (ELICOS) e Non-Award. Seguro OSHC e exames são custos à parte.
Quantas horas posso trabalhar com o visto 500?
Até 48 horas por quinzena durante o período letivo. Mestrado por pesquisa e doutorado não têm limite de horas.
Quanto dinheiro preciso comprovar para o visto de estudante?
AUD 29.710 por 12 meses de custo de vida, mais as taxas do curso e AUD 2.000 de viagem para quem aplica de fora. Outra opção é comprovar renda anual dos pais ou do cônjuge de pelo menos AUD 87.856.
Preciso de teste de inglês para o visto 500?
Quando exigido, sim, e o teste precisa ser presencial. Quem tem como curso principal um ELICOS fica isento.
O Work and Holiday está aberto para brasileiros?
O Brasil é elegível, mas em 12/10/2026 a cota estava pausada. Confira o status na página oficial de cotas antes de planejar.
Brasileiro pode usar a ETA da Austrália?
Não. A ETA (601) e o eVisitor (651) não estão disponíveis para passaporte brasileiro, então é preciso pedir visto.
Onde faço a biometria do visto australiano no Brasil?
A lista oficial não mostra centro de coleta australiano no Brasil. Se for pedida, pode ser pelo app Australian Immi ou em outro país, conforme orientação do governo no seu caso.
Fontes oficiais
- immi.homeaffairs.gov.au/visas/getting-a-visa/visa-listing/visitor-600/tourist-stream-overseas
- immi.homeaffairs.gov.au/visas/getting-a-visa/visa-listing/student-500
- immi.homeaffairs.gov.au/visas/getting-a-visa/fees-and-charges/current-visa-pricing
- immi.homeaffairs.gov.au/what-we-do/whm-program/status-of-country-caps
- immi.homeaffairs.gov.au/help-support/meeting-our-requirements/biometrics
Conferidas em 20/10/2026. Regras de visto mudam: em caso de divergência, vale o site oficial. Veja nossa política editorial.