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Vistos para Portugal

Visto D1 Portugal: como funciona o visto de trabalho subordinado.

Atualizado em 20/10/2026Fontes oficiais conferidas em 20/10/2026Equipe editorial Eu Vou Pro Mundo7 min de leitura
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O visto D1 Portugal é o visto de residência para trabalho subordinado: serve para quem vai ser empregado de uma empresa portuguesa. O pedido exige contrato de trabalho, promessa de contrato ou manifestação individualizada de interesse do empregador, além da documentação geral de residência. O emolumento oficial é de 110€, o consulado tem até 60 dias para decidir e o visto vale 4 meses com 2 entradas, período em que se pede a autorização de residência na AIMA. A Eu Vou Pro Mundo orienta a montagem do processo, sem substituir a decisão consular.

O essencial

  • O D1 é o visto de residência para quem tem contrato, promessa de contrato ou manifestação de interesse de um empregador em Portugal.
  • Emolumento oficial do visto nacional: 110€, pago à parte de qualquer taxa de serviço da VFS.
  • Prazo legal de decisão do visto de residência: até 60 dias.
  • O visto vale 4 meses e 2 entradas; nesse prazo é preciso pedir a autorização de residência na AIMA.
  • Desde 03/06/2024 não existe mais a manifestação de interesse para entrar como turista e regularizar depois.
Profissional brasileira assinando contrato de trabalho com empresa em Portugal para pedir o visto D1
Profissional brasileira assinando contrato de trabalho com empresa em Portugal para pedir o visto D1

O que é o visto D1 de Portugal?

O D1 é o nome usado no dia a dia para o visto de residência para exercício de atividade profissional subordinada. Em termos simples: é o visto de quem vai trabalhar como empregado, com vínculo a uma empresa ou empregador em Portugal.

Ele faz parte dos chamados vistos nacionais, emitidos pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) para quem quer fixar residência. Para turismo de até 90 dias o brasileiro não precisa de visto, mas para morar e trabalhar como empregado precisa, e o pedido é feito antes da viagem.

O ponto central do D1 é o vínculo com o empregador. Segundo o MNE, o trabalho subordinado continua possível com:

  • contrato de trabalho;
  • promessa de contrato de trabalho; ou
  • manifestação individualizada de interesse do empregador.

Se você ainda está comparando caminhos, vale ler também o guia geral de vistos para morar em Portugal e a página sobre visto de trabalho em Portugal para brasileiros.

Quem deve pedir o D1 e quando outro visto faz mais sentido?

O D1 é o caminho natural para quem já tem uma oferta concreta de emprego em Portugal. Quem trabalha para empresas ou clientes de fora, ou vive de renda, tem outras opções.

SituaçãoVisto mais indicadoPonto-chave
Contrato ou promessa de contrato com empresa em PortugalD1 (trabalho subordinado)Vínculo com empregador português
Atividade altamente qualificadaVisto de atividade altamente qualificada (art. 61.º-A)Salário mínimo de 1,5x o salário médio anual ou 3x o IAS (1,2x ou 2x o IAS em profissões em falta)
Trabalho remoto para fora de PortugalD8 (nômade digital)Renda média mínima de 3.680€/mês nos últimos 3 meses (2026)
Aposentadoria ou renda passivaD7Prova de rendimentos com base na RMMG de 920€
Sem oferta, querendo procurar emprego qualificadoProcura de Trabalho QualificadoAinda indisponível nos consulados

Um alerta importante: o antigo visto de procura de trabalho foi substituído pelo Visto para Procura de Trabalho Qualificado (art. 57.º-A da Lei de Estrangeiros). Em 20/10/2026, o MNE informa que ele ainda não está disponível nos postos consulares, porque aguarda regulamentação. Hoje, portanto, quem quer trabalhar como empregado precisa chegar ao consulado já com o vínculo do empregador.

Para quem trabalha remotamente, o caminho costuma ser o visto D8 de nômade digital.

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Quais documentos o visto D1 exige?

O MNE organiza a lista em duas partes: documentos gerais de todo visto de residência e documentos específicos da tipologia. Os gerais, confirmados na página oficial de documentação instrutória, são:

  1. Requerimento em formulário próprio, assinado.
  2. Duas fotografias tipo passe, iguais e atuais.
  3. Passaporte válido por mais 3 meses além da estada prevista, com cópia da página biográfica.
  4. Seguro de viagem com cobertura médica e repatriamento. Brasileiros podem usar o certificado PB4 do acordo Brasil–Portugal no lugar do seguro, conforme nota do MNE.
  5. Certidão de antecedentes criminais do Brasil (ou do país onde residiu por mais de 1 ano), apostilada. Menores de 16 anos são isentos.
  6. Prova de meios de subsistência.

Para o D1, o documento específico é o que comprova o vínculo: contrato, promessa de contrato ou manifestação individualizada de interesse do empregador. Como o consulado pode pedir documentação adicional, confira sempre a lista da sua tipologia na página do MNE antes de agendar. Temos um guia com detalhes sobre documentos para visto de residência em Portugal.

Como funciona a prova de meios de subsistência?

O MNE usa como base a retribuição mínima mensal garantida (RMMG), que é de 920€ em 2026 (DL 139/2025). A regra de cálculo é:

  • titular (1º adulto): uma RMMG inteira;
  • cada adulto adicional: 50% da RMMG;
  • cada menor ou filho a cargo: 30% da RMMG.

Como o D1 envolve salário pago pelo empregador, a forma como o contrato é considerado na análise de meios deve ser confirmada no caso concreto. Não trate a RMMG como um piso salarial do D1: ela é a referência oficial para a prova de meios.

Quanto custa o visto D1 de Portugal?

O custo oficial é o emolumento do visto nacional, definido pelo MNE.

ItemValorObservação
Emolumento do visto nacional110€Valor oficial do MNE
Crianças até 6 anosIsentasIsenção prevista na tabela de emolumentos
Garantia impugnatória administrativa (recurso de recusa)75€ por procedimentoPortaria 229/2021, art. 15.º, n.º 5
Taxa de serviço da VFS GlobalNão confirmadaConsulte o site da VFS no agendamento
Taxas da AIMA para o título de residênciaConforme tabela da AIMAConfira no site da AIMA

Atenção a um erro comum: o emolumento é 110€, e não 90€ nem 75€. Os 75€ correspondem à garantia de recurso administrativo, que só entra em cena se houver recusa. O câmbio aplicado ao emolumento também não foi publicado nas páginas consultadas, então confirme na hora do pagamento.

Somam-se custos de documentos, como apostila e eventuais traduções. A assessoria da Eu Vou Pro Mundo é cobrada à parte e não inclui as taxas oficiais.

As taxas oficiais são pagas diretamente aos órgãos responsáveis. Nenhuma assessoria é consulado, embaixada ou governo.
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Onde e como pedir o D1 no Brasil?

Desde 17/04/2026, a entrega dos pedidos de visto nacional é presencial obrigatória, sem envio pelo correio, com agendamento e reconhecimento facial. Os locais indicados pelo MNE e pela Embaixada são:

  • VFS Global em Brasília, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo;
  • vice-consulados da área em Belém, Curitiba, Fortaleza, Porto Alegre e Recife.

Os endereços da VFS não foram confirmados em fonte oficial aberta, então confira no site da VFS ao agendar. Veja mais em VFS Global Portugal no Brasil.

Passo a passo do pedido

  1. Confirmar na tabela "Tipo de visto" do MNE que o seu caso é trabalho subordinado.
  2. Obter do empregador o contrato, a promessa de contrato ou a manifestação individualizada de interesse.
  3. Reunir a documentação geral, com apostila e traduções quando aplicável.
  4. Agendar e entregar o pedido presencialmente na VFS ou no vice-consulado da sua área.
  5. Pagar o emolumento de 110€ (mais a taxa de serviço, se entregar na VFS).
  6. Aguardar a decisão, em até 60 dias.
  7. Entrar em Portugal dentro da validade do visto e pedir a autorização de residência na AIMA.

Quanto tempo demora e o que acontece depois da aprovação?

O prazo legal de decisão do visto de residência é de até 60 dias. Em caso de pedido de documento adicional, o processo pode se alongar.

Aprovado, o visto vale 4 meses com 2 entradas. Ele não é o título de residência: é a autorização para entrar e, dentro desse prazo, pedir a autorização de residência na AIMA. Entenda essa etapa em AIMA: autorização de residência depois do visto.

Se a família não vai junto, o caminho posterior é o reagrupamento familiar: o residente pede na AIMA e, após o deferimento, o familiar tem 90 dias para pedir o visto no consulado ou VFS. Se a família viaja junto, usa-se o visto de residência para acompanhamento familiar, com prova de recursos para todos.

O que mudou nas regras e o que ainda está incerto?

A Lei de Estrangeiros passou por mudanças recentes, e algumas ainda estão em andamento:

  • Fim da manifestação de interesse: revogada pelo DL 37-A/2024, de 03/06/2024. Não é mais possível entrar como turista e regularizar a situação de trabalho por essa via.
  • Procura de Trabalho Qualificado: prevista em lei, mas ainda sem regulamentação e indisponível nos consulados em 20/10/2026.
  • Legislação recente: a página do MNE lista uma Lei n.º 62/2026, de 10 de setembro, sem descrição publicada. O conteúdo não foi verificado.

Por isso, confirme a lista de documentos e as regras no site do MNE perto da data do seu pedido. Quem tem histórico de permanência irregular em Portugal ou em outro país deve buscar uma análise individual antes de pedir.

Como a Eu Vou Pro Mundo ajuda no visto D1

Vistos para Portugal são um serviço novo no portfólio da Eu Vou Pro Mundo, e a equipe já estrutura o atendimento com base nas regras oficiais do MNE. Na prática, ajudamos você a:

  • confirmar se o D1 é mesmo a tipologia certa ou se outro visto encaixa melhor no seu perfil;
  • revisar contrato ou promessa de contrato quanto ao que a lista oficial pede;
  • organizar a documentação geral, apostilas e traduções;
  • preparar o agendamento na VFS ou no vice-consulado e planejar a etapa da AIMA.

A decisão é sempre da autoridade consular portuguesa, e as taxas oficiais são pagas à parte. O valor da assessoria depende do caso: fale com a equipe pelo WhatsApp para receber orientação e uma proposta.

Perguntas frequentes

O visto D1 de Portugal exige contrato de trabalho assinado?

Segundo o MNE, o trabalho subordinado é possível com contrato de trabalho, promessa de contrato ou manifestação individualizada de interesse do empregador. Sem um desses vínculos, o D1 não se aplica.

Quanto custa o visto D1?

O emolumento oficial do visto nacional é de 110€. Podem se somar a taxa de serviço da VFS, apostilas, traduções e, depois, as taxas da AIMA para o título de residência.

Quanto tempo demora a decisão do D1?

O prazo legal para decisão do visto de residência é de até 60 dias. Pedidos de documentos adicionais podem alongar o processo.

Posso ir como turista e pedir o D1 em Portugal?

Não. A manifestação de interesse foi revogada em 03/06/2024, então o caminho é pedir o visto no Brasil antes de viajar.

Existe visto para procurar emprego em Portugal?

O Visto para Procura de Trabalho Qualificado está previsto em lei, mas em 20/10/2026 o MNE informa que ainda não está disponível nos consulados, aguardando regulamentação.

Brasileiro precisa de seguro de viagem para o D1?

A lista geral pede seguro com cobertura médica e repatriamento, mas o MNE indica que brasileiros podem usar o certificado PB4 do acordo Brasil–Portugal no lugar do seguro.

Onde entrego o pedido de visto D1 no Brasil?

Presencialmente na VFS Global em Brasília, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Salvador ou São Paulo, ou no vice-consulado da área em Belém, Curitiba, Fortaleza, Porto Alegre ou Recife. O envio pelo correio acabou em 17/04/2026.

O que faço depois que o D1 é aprovado?

O visto vale 4 meses com 2 entradas. Nesse período, você entra em Portugal e pede a autorização de residência na AIMA.

Fontes oficiais

Conferidas em 20/10/2026. Regras de visto mudam: em caso de divergência, vale o site oficial. Veja nossa política editorial.

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