O visto L-1 permite que uma empresa com operação fora dos EUA e uma unidade americana ligada a ela transfira um funcionário para trabalhar lá. Existem duas linhas: L-1A, para gerentes e executivos, e L-1B, para quem tem conhecimento especializado. Os requisitos centrais são a relação societária entre as empresas, um tempo mínimo de trabalho contínuo na empresa no exterior e um cargo qualificado nos EUA. No Brasil, a taxa consular (MRV) do L é de US$ 205. A Eu Vou Pro Mundo faz a análise inicial e conecta o caso a especialistas.
O essencial
- L-1A é para gerentes e executivos; L-1B é para profissionais com conhecimento especializado da empresa.
- A empresa no Brasil e a dos EUA precisam ter relação societária qualificada (matriz, filial, subsidiária ou afiliada).
- O funcionário precisa ter trabalhado de forma contínua na empresa fora dos EUA pelo período mínimo previsto em lei.
- A taxa consular (MRV) do visto L é de US$ 205; no L blanket, o solicitante principal paga ainda US$ 500 de taxa antifraude na entrevista.
- No Brasil, o pedido passa pelo DS-160 e por entrevista em um dos 5 postos: Brasília, São Paulo, Rio, Recife ou Porto Alegre.

O que é o visto L-1 e para quem ele serve
O visto L-1 é o visto de trabalho temporário criado para transferências dentro de um mesmo grupo empresarial. Ele atende a empresa que já tem estrutura fora dos EUA e quer levar um profissional de confiança para a unidade americana.
Na prática, ele aparece em três situações:
- Uma multinacional transfere um gerente do Brasil para a filial nos EUA.
- Uma empresa brasileira abre uma operação nos EUA e precisa enviar alguém para estruturar o negócio.
- Um técnico que domina um sistema, produto ou processo interno vai apoiar a equipe americana.
O ponto de partida é a empresa. Diferente de vistos que dependem só do perfil da pessoa, o L-1 nasce de uma relação entre duas empresas e de um cargo concreto. Se você ainda está comparando caminhos de trabalho, vale ler também o guia de visto de trabalho nos EUA.
Quais são os requisitos do visto L-1
Os requisitos se dividem em três blocos: a empresa, o funcionário e o cargo. Os três precisam fechar ao mesmo tempo.
Requisitos da empresa
- Relação qualificada entre a empresa fora dos EUA e a empresa americana: matriz, filial, subsidiária ou afiliada. Contrato comercial com um cliente americano não basta.
- Operação real nos dois países. A empresa precisa estar fazendo negócios de fato, com estrutura, receita e atividade comprovável.
- Documentação societária que mostre quem controla quem: contrato social, quadro de sócios, organograma e registros da empresa americana.
Requisitos do funcionário
- Vínculo anterior com a empresa fora dos EUA: a lei exige um período mínimo de trabalho contínuo no grupo antes da transferência. O especialista confere o prazo exato aplicável ao seu caso e como contar períodos de afastamento.
- Ter exercido nesse período uma função compatível com a categoria pedida (gerencial, executiva ou de conhecimento especializado).
- Passaporte válido e histórico migratório sem pendências. Quem já teve problemas de imigração nos EUA deve passar por análise com especialista antes de iniciar.
Requisitos do cargo nos EUA
O cargo americano define a categoria. A tabela resume a diferença:
| Ponto | L-1A | L-1B |
|---|---|---|
| Perfil | Gerente ou executivo | Profissional com conhecimento especializado |
| O que precisa provar | Que gerencia pessoas, uma função essencial ou a organização | Que domina conhecimento próprio da empresa, difícil de transferir |
| Exemplo comum | Diretor que vai abrir ou comandar a unidade americana | Engenheiro que conhece o sistema interno da empresa |
| Ponto de atenção | Cargo com título de gerente, mas sem equipe ou autonomia | Conhecimento que qualquer profissional do mercado teria |
Título no crachá não define a categoria. O que conta é o que a pessoa faz de fato, com provas.
Nova operação nos EUA
Quando a empresa americana ainda está começando, a análise costuma ser mais rigorosa. É preciso mostrar que há espaço físico, plano de negócios e capacidade financeira para que a unidade cresça e sustente o cargo. Esse é um dos cenários em que a análise jurídica prévia mais faz diferença.
Quer saber se o seu caso se encaixa no L-1 antes de falar com a empresa?
Falar com especialistaL-1 individual ou L blanket: qual a diferença
Existem dois caminhos para chegar ao consulado:
- Petição individual: a empresa americana pede a aprovação do caso específico do funcionário junto às autoridades de imigração nos EUA. Com a aprovação em mãos, o funcionário faz o pedido de visto no consulado.
- L blanket: grupos empresariais maiores podem ter uma aprovação prévia que cobre a empresa. Nesse caso, o funcionário leva a documentação diretamente ao consulado, e o próprio oficial consular avalia se ele se qualifica.
No blanket, o solicitante principal paga uma taxa antifraude de US$ 500 na entrevista, além da taxa consular. Qual caminho cabe ao seu caso depende da estrutura do grupo e deve ser definido com o especialista e o RH da empresa.
Quanto custa o visto L-1
O custo tem uma parte consular, que é fixa, e uma parte que varia conforme o caso.
| Item | Valor | Observação |
|---|---|---|
| MRV (taxa consular) do visto L | US$ 185 não; US$ 205 | Por solicitante. Vale 365 dias para agendar, não é reembolsável nem transferível |
| Taxa antifraude L blanket (principal) | US$ 500 | Paga na entrevista |
| Visa Integrity Fee | US$ 250 previstos em lei | Sem cobrança confirmada até agora; confira na página oficial de taxas |
| Taxas da petição nos EUA | Variam | Confira no site oficial do USCIS ou com o especialista |
| Honorários jurídicos e assessoria | Dependem do caso | Valores enviados pela equipe |
A MRV de US$ 205 vale para as categorias H, O, P, Q, R e L. O pagamento é feito em ais.usvisa-info.com por cartão de crédito, boleto ou Pix, e a taxa paga no Brasil não serve em outro país. A cotação em reais aplicada ao boleto ou ao Pix não aparece nas páginas oficiais consultadas.
Sobre a Visa Integrity Fee: a lei americana prevê a cobrança, mas a notificação oficial diz que ela será implementada em publicação futura, e a página de taxas do Brasil não mostra cobrança vigente. A regra está em mudança. Veja os detalhes em taxa de integridade do visto americano.
Passo a passo do visto L-1 no Brasil
Depois que a empresa define o caminho (petição individual ou blanket), a parte consular segue este fluxo:
- Reunir a documentação da empresa e do funcionário: comprovantes do vínculo societário, do tempo de trabalho e da função, além da aprovação da petição quando for o caso.
- Preencher o DS-160 em ceac.state.gov com dados idênticos aos do passaporte. Veja o guia campo a campo do DS-160.
- Criar a conta e pagar a MRV em ais.usvisa-info.com. Os dados da conta precisam ser idênticos aos do DS-160, exigência em vigor desde 24/06/2025.
- Agendar a entrevista. O código de barras do DS-160 cadastrado no agendamento precisa ser o mesmo do formulário enviado; se não for, a pessoa não é entrevistada (regra em vigor desde 01/05/2025).
- Coletar a biometria: em Brasília, Rio e São Paulo, ela é feita no CASV antes da entrevista; em Recife e Porto Alegre, biometria e entrevista acontecem no mesmo atendimento, no consulado.
- Fazer a entrevista sem celular, eletrônicos ou bolsas grandes.
- Acompanhar o status no CEAC. Se houver 221(g) ou processamento administrativo, o prazo aumenta.
- Retirar o passaporte no CASV, onde ele fica guardado por 30 dias, ou receber por courier.
O tempo de espera para entrevista muda por cidade e aparece na ferramenta oficial de tempos de espera do Departamento de Estado. Para escolher onde aplicar, veja onde tirar o visto americano.
Erros que mais atrapalham um pedido de L-1
A maioria dos problemas surge antes do consulado, na montagem do caso:
- Empresa de fachada ou sem operação real nos EUA ou no Brasil.
- Cargo inflado: chamar de gerente quem não gerencia nada.
- Conhecimento genérico apresentado como especializado no L-1B.
- Tempo de vínculo mal comprovado, com lacunas nos registros de trabalho.
- DS-160 inconsistente com a petição e com os documentos da empresa.
Nunca ajuste informações para se encaixar na categoria. Informação falsa em processo de imigração pode trazer consequências sérias e duradouras. Se o caso não fecha no L-1, existem outros caminhos, como o visto de investidor ou as rotas de residência explicadas em green card.
Quando o L-1 não é o melhor caminho
O L-1 depende de uma relação empresarial que já existe. Ele tende a não servir para:
- Quem acabou de ser contratado e ainda não tem tempo de casa no grupo.
- Profissional autônomo sem empresa estruturada.
- Quem quer procurar emprego nos EUA por conta própria.
- Empresa que só tem clientes nos EUA, sem unidade ligada a ela lá.
Nesses casos, a análise inicial ajuda a comparar alternativas antes de gastar com taxas. A página de imigração para os EUA reúne os principais caminhos.
Como a Eu Vou Pro Mundo ajuda no visto L-1
A Eu Vou Pro Mundo é uma assessoria privada de vistos. Não somos governo, consulado, embaixada nem escritório de advocacia, e não damos parecer jurídico. As taxas oficiais são pagas à parte, diretamente aos órgãos americanos.
No L-1, nosso papel é organizar o começo e o fim do caminho:
- Análise inicial: entendemos a estrutura da sua empresa, o seu cargo e o seu histórico para ver se faz sentido seguir com especialistas.
- Conexão com especialistas em imigração americana para a parte jurídica e a petição.
- Etapa consular: apoio no DS-160, no pagamento da MRV, no agendamento e na preparação para a entrevista.
- Checklist de documentos da empresa e do funcionário, para chegar ao consulado com tudo coerente.
A decisão sobre o visto é sempre da autoridade americana. O valor da assessoria depende do caso, e a equipe envia as condições pelo WhatsApp.
Perguntas frequentes
Qual a diferença entre L-1A e L-1B?
O L-1A é para gerentes e executivos transferidos para a unidade americana. O L-1B é para profissionais com conhecimento especializado da empresa, como um sistema ou processo interno.
Quanto custa o visto L-1?
A taxa consular (MRV) do visto L é de US$ 205 por solicitante. No L blanket, o solicitante principal paga ainda US$ 500 de taxa antifraude na entrevista. As taxas da petição nos EUA e os honorários variam conforme o caso.
Posso pedir o visto L-1 sozinho, sem a empresa?
Não. O L-1 depende de uma empresa nos EUA ligada à empresa onde você trabalha fora do país, e é a empresa que conduz o processo junto com o funcionário.
Preciso ter quanto tempo de empresa para o L-1?
A lei exige um período mínimo de trabalho contínuo na empresa fora dos EUA antes da transferência. O prazo exato e a forma de contá-lo devem ser confirmados com um especialista ou no site oficial do USCIS.
Empresa recém-aberta nos EUA pode usar o L-1?
Pode haver caminho para operações novas, mas a análise costuma ser mais rigorosa. É preciso mostrar estrutura, plano de negócios e capacidade financeira para sustentar o cargo.
Onde faço a entrevista do visto L-1 no Brasil?
Em um dos 5 postos: Embaixada em Brasília ou consulados em São Paulo, Rio de Janeiro, Recife e Porto Alegre. Em Brasília, Rio e São Paulo, a biometria é feita antes no CASV.
Existe a taxa de integridade de US$ 250 no visto L-1?
A lei americana prevê a Visa Integrity Fee, mas até agora não há cobrança confirmada na página oficial de taxas do Brasil. A regra está em mudança, então confira no site oficial antes de pagar.
A Eu Vou Pro Mundo é escritório de advocacia?
Não. Somos uma assessoria privada de vistos que faz a análise inicial do caso, apoia a etapa consular e conecta você a especialistas para a parte jurídica.
Fontes oficiais
- ais.usvisa-info.com/pt-br/niv/information/fee
- ais.usvisa-info.com/en-br/niv/information/faqs
- br.usembassy.gov/non-immigrant-visas-overview/
- ais.usvisa-info.com/en-br/niv/information/asc
- www.federalregister.gov/documents/2025/07/22/2025-13738/uscis-immigration-fees-required-by-hr-1-reconciliation-bill
Conferidas em 20/10/2026. Regras de visto mudam: em caso de divergência, vale o site oficial. Veja nossa política editorial.