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Imigração para os EUA

Visto L-1: requisitos para a transferência entre empresas nos EUA.

Atualizado em 20/10/2026Fontes oficiais conferidas em 20/10/2026Equipe editorial Eu Vou Pro Mundo7 min de leitura
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O visto L-1 permite que uma empresa com operação fora dos EUA e uma unidade americana ligada a ela transfira um funcionário para trabalhar lá. Existem duas linhas: L-1A, para gerentes e executivos, e L-1B, para quem tem conhecimento especializado. Os requisitos centrais são a relação societária entre as empresas, um tempo mínimo de trabalho contínuo na empresa no exterior e um cargo qualificado nos EUA. No Brasil, a taxa consular (MRV) do L é de US$ 205. A Eu Vou Pro Mundo faz a análise inicial e conecta o caso a especialistas.

O essencial

  • L-1A é para gerentes e executivos; L-1B é para profissionais com conhecimento especializado da empresa.
  • A empresa no Brasil e a dos EUA precisam ter relação societária qualificada (matriz, filial, subsidiária ou afiliada).
  • O funcionário precisa ter trabalhado de forma contínua na empresa fora dos EUA pelo período mínimo previsto em lei.
  • A taxa consular (MRV) do visto L é de US$ 205; no L blanket, o solicitante principal paga ainda US$ 500 de taxa antifraude na entrevista.
  • No Brasil, o pedido passa pelo DS-160 e por entrevista em um dos 5 postos: Brasília, São Paulo, Rio, Recife ou Porto Alegre.
Profissional brasileiro com passaporte e crachá corporativo em escritório, preparando transferência para os EUA
Profissional brasileiro com passaporte e crachá corporativo em escritório, preparando transferência para os EUA

O que é o visto L-1 e para quem ele serve

O visto L-1 é o visto de trabalho temporário criado para transferências dentro de um mesmo grupo empresarial. Ele atende a empresa que já tem estrutura fora dos EUA e quer levar um profissional de confiança para a unidade americana.

Na prática, ele aparece em três situações:

  • Uma multinacional transfere um gerente do Brasil para a filial nos EUA.
  • Uma empresa brasileira abre uma operação nos EUA e precisa enviar alguém para estruturar o negócio.
  • Um técnico que domina um sistema, produto ou processo interno vai apoiar a equipe americana.

O ponto de partida é a empresa. Diferente de vistos que dependem só do perfil da pessoa, o L-1 nasce de uma relação entre duas empresas e de um cargo concreto. Se você ainda está comparando caminhos de trabalho, vale ler também o guia de visto de trabalho nos EUA.

Quais são os requisitos do visto L-1

Os requisitos se dividem em três blocos: a empresa, o funcionário e o cargo. Os três precisam fechar ao mesmo tempo.

Requisitos da empresa

  • Relação qualificada entre a empresa fora dos EUA e a empresa americana: matriz, filial, subsidiária ou afiliada. Contrato comercial com um cliente americano não basta.
  • Operação real nos dois países. A empresa precisa estar fazendo negócios de fato, com estrutura, receita e atividade comprovável.
  • Documentação societária que mostre quem controla quem: contrato social, quadro de sócios, organograma e registros da empresa americana.

Requisitos do funcionário

  • Vínculo anterior com a empresa fora dos EUA: a lei exige um período mínimo de trabalho contínuo no grupo antes da transferência. O especialista confere o prazo exato aplicável ao seu caso e como contar períodos de afastamento.
  • Ter exercido nesse período uma função compatível com a categoria pedida (gerencial, executiva ou de conhecimento especializado).
  • Passaporte válido e histórico migratório sem pendências. Quem já teve problemas de imigração nos EUA deve passar por análise com especialista antes de iniciar.

Requisitos do cargo nos EUA

O cargo americano define a categoria. A tabela resume a diferença:

PontoL-1AL-1B
PerfilGerente ou executivoProfissional com conhecimento especializado
O que precisa provarQue gerencia pessoas, uma função essencial ou a organizaçãoQue domina conhecimento próprio da empresa, difícil de transferir
Exemplo comumDiretor que vai abrir ou comandar a unidade americanaEngenheiro que conhece o sistema interno da empresa
Ponto de atençãoCargo com título de gerente, mas sem equipe ou autonomiaConhecimento que qualquer profissional do mercado teria
Título no crachá não define a categoria. O que conta é o que a pessoa faz de fato, com provas.

Nova operação nos EUA

Quando a empresa americana ainda está começando, a análise costuma ser mais rigorosa. É preciso mostrar que há espaço físico, plano de negócios e capacidade financeira para que a unidade cresça e sustente o cargo. Esse é um dos cenários em que a análise jurídica prévia mais faz diferença.

Quer saber se o seu caso se encaixa no L-1 antes de falar com a empresa?

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L-1 individual ou L blanket: qual a diferença

Existem dois caminhos para chegar ao consulado:

  1. Petição individual: a empresa americana pede a aprovação do caso específico do funcionário junto às autoridades de imigração nos EUA. Com a aprovação em mãos, o funcionário faz o pedido de visto no consulado.
  2. L blanket: grupos empresariais maiores podem ter uma aprovação prévia que cobre a empresa. Nesse caso, o funcionário leva a documentação diretamente ao consulado, e o próprio oficial consular avalia se ele se qualifica.

No blanket, o solicitante principal paga uma taxa antifraude de US$ 500 na entrevista, além da taxa consular. Qual caminho cabe ao seu caso depende da estrutura do grupo e deve ser definido com o especialista e o RH da empresa.

Quanto custa o visto L-1

O custo tem uma parte consular, que é fixa, e uma parte que varia conforme o caso.

ItemValorObservação
MRV (taxa consular) do visto LUS$ 185 não; US$ 205Por solicitante. Vale 365 dias para agendar, não é reembolsável nem transferível
Taxa antifraude L blanket (principal)US$ 500Paga na entrevista
Visa Integrity FeeUS$ 250 previstos em leiSem cobrança confirmada até agora; confira na página oficial de taxas
Taxas da petição nos EUAVariamConfira no site oficial do USCIS ou com o especialista
Honorários jurídicos e assessoriaDependem do casoValores enviados pela equipe

A MRV de US$ 205 vale para as categorias H, O, P, Q, R e L. O pagamento é feito em ais.usvisa-info.com por cartão de crédito, boleto ou Pix, e a taxa paga no Brasil não serve em outro país. A cotação em reais aplicada ao boleto ou ao Pix não aparece nas páginas oficiais consultadas.

Sobre a Visa Integrity Fee: a lei americana prevê a cobrança, mas a notificação oficial diz que ela será implementada em publicação futura, e a página de taxas do Brasil não mostra cobrança vigente. A regra está em mudança. Veja os detalhes em taxa de integridade do visto americano.

Checklist de documentos do visto L-1 para empresa e funcionárioMaterial gratuito que a equipe envia no seu WhatsApp.
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Passo a passo do visto L-1 no Brasil

Depois que a empresa define o caminho (petição individual ou blanket), a parte consular segue este fluxo:

  1. Reunir a documentação da empresa e do funcionário: comprovantes do vínculo societário, do tempo de trabalho e da função, além da aprovação da petição quando for o caso.
  2. Preencher o DS-160 em ceac.state.gov com dados idênticos aos do passaporte. Veja o guia campo a campo do DS-160.
  3. Criar a conta e pagar a MRV em ais.usvisa-info.com. Os dados da conta precisam ser idênticos aos do DS-160, exigência em vigor desde 24/06/2025.
  4. Agendar a entrevista. O código de barras do DS-160 cadastrado no agendamento precisa ser o mesmo do formulário enviado; se não for, a pessoa não é entrevistada (regra em vigor desde 01/05/2025).
  5. Coletar a biometria: em Brasília, Rio e São Paulo, ela é feita no CASV antes da entrevista; em Recife e Porto Alegre, biometria e entrevista acontecem no mesmo atendimento, no consulado.
  6. Fazer a entrevista sem celular, eletrônicos ou bolsas grandes.
  7. Acompanhar o status no CEAC. Se houver 221(g) ou processamento administrativo, o prazo aumenta.
  8. Retirar o passaporte no CASV, onde ele fica guardado por 30 dias, ou receber por courier.

O tempo de espera para entrevista muda por cidade e aparece na ferramenta oficial de tempos de espera do Departamento de Estado. Para escolher onde aplicar, veja onde tirar o visto americano.

Erros que mais atrapalham um pedido de L-1

A maioria dos problemas surge antes do consulado, na montagem do caso:

  • Empresa de fachada ou sem operação real nos EUA ou no Brasil.
  • Cargo inflado: chamar de gerente quem não gerencia nada.
  • Conhecimento genérico apresentado como especializado no L-1B.
  • Tempo de vínculo mal comprovado, com lacunas nos registros de trabalho.
  • DS-160 inconsistente com a petição e com os documentos da empresa.

Nunca ajuste informações para se encaixar na categoria. Informação falsa em processo de imigração pode trazer consequências sérias e duradouras. Se o caso não fecha no L-1, existem outros caminhos, como o visto de investidor ou as rotas de residência explicadas em green card.

Quando o L-1 não é o melhor caminho

O L-1 depende de uma relação empresarial que já existe. Ele tende a não servir para:

  • Quem acabou de ser contratado e ainda não tem tempo de casa no grupo.
  • Profissional autônomo sem empresa estruturada.
  • Quem quer procurar emprego nos EUA por conta própria.
  • Empresa que só tem clientes nos EUA, sem unidade ligada a ela lá.

Nesses casos, a análise inicial ajuda a comparar alternativas antes de gastar com taxas. A página de imigração para os EUA reúne os principais caminhos.

Como a Eu Vou Pro Mundo ajuda no visto L-1

A Eu Vou Pro Mundo é uma assessoria privada de vistos. Não somos governo, consulado, embaixada nem escritório de advocacia, e não damos parecer jurídico. As taxas oficiais são pagas à parte, diretamente aos órgãos americanos.

No L-1, nosso papel é organizar o começo e o fim do caminho:

  • Análise inicial: entendemos a estrutura da sua empresa, o seu cargo e o seu histórico para ver se faz sentido seguir com especialistas.
  • Conexão com especialistas em imigração americana para a parte jurídica e a petição.
  • Etapa consular: apoio no DS-160, no pagamento da MRV, no agendamento e na preparação para a entrevista.
  • Checklist de documentos da empresa e do funcionário, para chegar ao consulado com tudo coerente.

A decisão sobre o visto é sempre da autoridade americana. O valor da assessoria depende do caso, e a equipe envia as condições pelo WhatsApp.

Perguntas frequentes

Qual a diferença entre L-1A e L-1B?

O L-1A é para gerentes e executivos transferidos para a unidade americana. O L-1B é para profissionais com conhecimento especializado da empresa, como um sistema ou processo interno.

Quanto custa o visto L-1?

A taxa consular (MRV) do visto L é de US$ 205 por solicitante. No L blanket, o solicitante principal paga ainda US$ 500 de taxa antifraude na entrevista. As taxas da petição nos EUA e os honorários variam conforme o caso.

Posso pedir o visto L-1 sozinho, sem a empresa?

Não. O L-1 depende de uma empresa nos EUA ligada à empresa onde você trabalha fora do país, e é a empresa que conduz o processo junto com o funcionário.

Preciso ter quanto tempo de empresa para o L-1?

A lei exige um período mínimo de trabalho contínuo na empresa fora dos EUA antes da transferência. O prazo exato e a forma de contá-lo devem ser confirmados com um especialista ou no site oficial do USCIS.

Empresa recém-aberta nos EUA pode usar o L-1?

Pode haver caminho para operações novas, mas a análise costuma ser mais rigorosa. É preciso mostrar estrutura, plano de negócios e capacidade financeira para sustentar o cargo.

Onde faço a entrevista do visto L-1 no Brasil?

Em um dos 5 postos: Embaixada em Brasília ou consulados em São Paulo, Rio de Janeiro, Recife e Porto Alegre. Em Brasília, Rio e São Paulo, a biometria é feita antes no CASV.

Existe a taxa de integridade de US$ 250 no visto L-1?

A lei americana prevê a Visa Integrity Fee, mas até agora não há cobrança confirmada na página oficial de taxas do Brasil. A regra está em mudança, então confira no site oficial antes de pagar.

A Eu Vou Pro Mundo é escritório de advocacia?

Não. Somos uma assessoria privada de vistos que faz a análise inicial do caso, apoia a etapa consular e conecta você a especialistas para a parte jurídica.

Fontes oficiais

Conferidas em 20/10/2026. Regras de visto mudam: em caso de divergência, vale o site oficial. Veja nossa política editorial.

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