Não existe um único visto de trabalho nos EUA. Existem categorias, e quase todas dependem de um empregador americano que faz uma petição ao USCIS antes do consulado. As principais são H-1B (profissão especializada), L-1 (transferência entre empresas do mesmo grupo) e O-1 (habilidades extraordinárias), com taxa consular (MRV) de US$ 205. O E-2, de investidor, custa US$ 315, mas o Brasil não tem tratado com os EUA para essa categoria. Para morar de vez, o caminho é o green card (EB). A Eu Vou Pro Mundo ajuda a identificar a categoria certa.
O essencial
- Trabalhar nos EUA exige visto próprio: o B1/B2 de turista não autoriza trabalho.
- H-1B, L-1 e O-1 dependem de petição aprovada pelo USCIS antes da entrevista e têm MRV de US$ 205.
- O E-2 de investidor tem MRV de US$ 315, mas o brasileiro só se qualifica com outra nacionalidade de país do tratado.
- O J-1 de trainee ou intern custa US$ 185 de MRV, US$ 220 de SEVIS e US$ 102 de reciprocidade se aprovado.
- Para residência permanente, os caminhos são os green cards de emprego (EB-2 NIW, EB-3, EB-5).

Existe um visto de trabalho único para os EUA?
Não. O governo americano usa várias categorias de visto, cada uma para um perfil de trabalhador. Por isso, a primeira pergunta é qual delas combina com a sua formação, seu empregador e seu plano de vida.
Há dois grandes grupos:
- Vistos temporários (não imigrante): H-1B, L-1, O-1, E-2, J-1 e outros. Você trabalha por um período definido e mantém a intenção de voltar ou de renovar o status.
- Vistos de imigrante (green card): categorias EB, que levam à residência permanente. Esse é o tema da nossa área de imigração para os EUA.
Um ponto que gera muita confusão: o visto de turista não permite trabalhar. O visto B1/B2 cobre turismo e atividades de negócio pontuais, como reuniões e feiras. Receber salário de fonte americana com ele é violação de status. Se a sua dúvida é essa, leia posso trabalhar nos EUA com visto de turista.
Quais são os principais vistos de trabalho e quanto custam?
A tabela reúne as categorias mais usadas por brasileiros e a taxa consular (MRV) publicada no site oficial de agendamento do Brasil.
| Visto | Para quem | Precisa de empregador? | MRV (taxa consular) |
|---|---|---|---|
| H-1B | Profissional em ocupação especializada | Sim, com petição ao USCIS | US$ 205 |
| L-1 | Funcionário transferido dentro do mesmo grupo empresarial | Sim, a empresa do grupo nos EUA | US$ 205 |
| O-1 | Pessoa com habilidade extraordinária comprovada | Sim, empregador ou agente nos EUA | US$ 205 |
| E-2 | Investidor de país com tratado | Empresa própria investida | US$ 315 |
| J-1 trainee/intern | Estágio ou treinamento por programa | Sponsor designado | US$ 185 + SEVIS US$ 220 + reciprocidade US$ 102 se aprovado |
| Green card EB | Residência permanente por emprego ou mérito | Depende da categoria | Processo de imigrante |
Outras informações oficiais que afetam esses custos:
- O L-1 blanket (principal) paga ainda uma taxa antifraude de US$ 500 na entrevista.
- A MRV pode ser paga por cartão de crédito, boleto ou Pix em ais.usvisa-info.com, vale 365 dias para agendar e não é reembolsável.
- A Visa Integrity Fee de US$ 250, prevista na lei HR-1, ainda não tem cobrança confirmada nas páginas oficiais do Brasil. A regra está em mudança: confira antes de pagar em taxa de integridade do visto.
- As taxas de petição do USCIS, que costumam ser pagas pelo empregador, não fazem parte da MRV. Os valores ficam no site do USCIS e a nossa equipe informa o valor atualizado para o seu caso.
Quer descobrir qual visto de trabalho combina com o seu perfil?
Falar com especialistaH-1B, L-1 e O-1: como funciona cada um?
Os três têm algo em comum: a decisão começa nos EUA. O empregador apresenta uma petição ao USCIS e, só depois da aprovação, você preenche o DS-160 e faz a entrevista no consulado.
H-1B: profissional em ocupação especializada
É o visto mais conhecido de trabalho. Serve para cargos que exigem formação superior específica, como engenharia, tecnologia, finanças e saúde. A vaga precisa existir e o empregador americano precisa patrocinar o pedido.
O H-1B tem limite anual e seleção por registro, e as regras do programa passaram por mudanças recentes. Como a nossa base de fontes oficiais não confirmou os detalhes atuais de cronograma e custos da petição, oriente-se pelo site do USCIS e pelo empregador antes de tomar decisões.
L-1: transferência dentro da mesma empresa
Indicado para quem já trabalha em uma empresa no Brasil que tem matriz, filial ou coligada nos EUA. O L-1 permite a transferência de gestores, executivos e profissionais com conhecimento especializado. Empresas maiores podem usar o L-1 blanket, que tem a taxa antifraude de US$ 500 citada acima. Veja mais em visto L-1.
O-1: habilidades extraordinárias
Para quem tem reconhecimento destacado em ciência, artes, educação, negócios, esportes ou na indústria audiovisual. A força do pedido está nas provas: prêmios, publicações, mídia, salário acima da média, cartas de especialistas. O guia completo está em visto O-1.
O brasileiro pode tirar o visto E-2 de investidor?
O E-2 é um visto para quem investe e dirige um negócio nos EUA. A MRV oficial é de US$ 315. O detalhe que muda tudo: ele só existe para cidadãos de países que têm tratado de comércio e navegação com os EUA, e o Brasil não está nessa lista.
Na prática:
- Com passaporte só brasileiro, o E-2 não está disponível.
- Quem tem dupla nacionalidade de um país com tratado pode, em tese, pedir com esse outro passaporte. Confira a lista oficial de países do tratado no travel.state.gov antes de planejar o investimento.
- Brasileiros sem outra nacionalidade costumam avaliar o EB-5, que é green card por investimento.
Se você tem ou está buscando cidadania europeia, vale ler cidadania italiana e portuguesa e o comparativo de visto de investidor nos EUA: EB-5 e E-2.
Investir antes de confirmar a elegibilidade da sua nacionalidade é o erro mais caro desse caminho.
J-1 e green card: as outras portas para trabalhar nos EUA
J-1 de trainee ou intern
Para quem está no começo da carreira ou quer treinamento prático, o J-1 é muitas vezes o caminho mais acessível. Ele exige um sponsor designado pelo Departamento de Estado, o formulário DS-2019 e o plano de treinamento DS-7002. Os custos oficiais são:
- MRV de US$ 185.
- SEVIS I-901 de US$ 220.
- Reciprocidade de US$ 102, cobrada só se o visto for aprovado, paga no consulado logo após a entrevista.
Desde dezembro de 2024, a validade do J-1 para brasileiros pode chegar a 24 meses, conforme a data de fim do programa no DS-2019. Para alguns programas vale a exigência de residência de 2 anos no país de origem. Detalhes em visto J-1.
Green card por emprego (EB)
Se o objetivo é morar de vez, os vistos temporários podem ser só uma etapa. As categorias de imigrante mais procuradas por brasileiros são:
- EB-2 NIW: profissionais com grau avançado ou habilidade excepcional, com dispensa da oferta de emprego quando o trabalho tem interesse nacional. Veja EB-2 NIW.
- EB-3: trabalhadores com patrocínio de empregador.
- EB-5: investidores.
No Brasil, a entrevista de visto de imigrante acontece apenas no Consulado-Geral do Rio de Janeiro. Os vistos de trabalho temporários são entrevistados em qualquer um dos cinco postos: Brasília, São Paulo, Rio, Recife e Porto Alegre.
Passo a passo do visto de trabalho temporário
Depois que a petição do empregador (H, L ou O) ou o documento do sponsor (J) estiver aprovado, o processo consular segue a mesma lógica:
- Preencher o DS-160 em ceac.state.gov com dados idênticos aos da petição. O código do DS-160 precisa ser o mesmo cadastrado no agendamento.
- Criar conta em ais.usvisa-info.com e pagar a MRV da sua categoria.
- Agendar. Em Brasília, Rio e São Paulo há dois atendimentos: CASV (foto e digitais) e entrevista. Em Recife e Porto Alegre, tudo acontece no consulado.
- Levar passaporte, confirmação do DS-160, documentos da petição ou o DS-2019 e provas de qualificação.
- Acompanhar o status no CEAC. Pode haver processamento administrativo 221(g), que não tem prazo fixo.
- Retirar o passaporte no CASV em até 30 dias ou receber por courier.
A renovação sem entrevista no Brasil hoje vale só para B1/B2 e H-2A que cumprem critérios específicos. Em geral, quem renova H-1B, L-1 ou O-1 deve se preparar para nova entrevista.
Cuidados que evitam problemas
- Não aceite ofertas de trabalho que pedem para você entrar como turista e "regularizar depois". Isso pode gerar inelegibilidade futura.
- Desconfie de quem cobra para "garantir" vaga ou visto. A decisão é sempre do USCIS e do cônsul.
- Mantenha coerência entre currículo, DS-160, petição e o que você diz na entrevista.
- Se você já ficou além do prazo nos EUA ou trabalhou sem autorização, faça uma análise com especialista antes de qualquer pedido. Leia já fiquei ilegal nos EUA.
Como a Eu Vou Pro Mundo ajuda no visto de trabalho
A Eu Vou Pro Mundo é uma assessoria privada. Não somos governo, consulado nem embaixada, e as taxas oficiais são pagas à parte. Nosso papel é organizar o seu caminho com segurança:
- Analisar seu perfil e indicar se faz sentido H-1B, L-1, O-1, J-1 ou um green card EB.
- Verificar se sua nacionalidade permite o E-2 ou se o EB-5 é mais adequado.
- Preencher e revisar o DS-160 com base na petição aprovada.
- Cuidar do pagamento da MRV, do agendamento e da preparação para a entrevista.
- Encaminhar casos de imigração permanente para nossa equipe especializada.
Não prometemos aprovação, porque ela depende da autoridade americana. O valor da assessoria depende do caso, e a equipe envia as condições pelo WhatsApp.
Perguntas frequentes
Posso trabalhar nos EUA com visto de turista B1/B2?
Não. O B1/B2 permite turismo e atividades de negócio pontuais, como reuniões e feiras. Trabalho remunerado exige um visto próprio, como H-1B, L-1, O-1 ou J-1.
Quanto custa o visto de trabalho americano?
A taxa consular (MRV) é de US$ 205 para H, L e O, US$ 315 para E-2 e US$ 185 para J-1. O L-1 blanket paga ainda US$ 500 de taxa antifraude, e as taxas de petição do USCIS são à parte.
Brasileiro pode pedir o visto E-2 de investidor?
Só com outra nacionalidade de um país que tenha tratado com os EUA, porque o Brasil não tem esse tratado. Brasileiros sem dupla cidadania costumam avaliar o EB-5.
Preciso ter uma oferta de emprego para tirar o visto de trabalho?
Para H-1B, L-1 e O-1, sim, o empregador ou agente nos EUA faz a petição ao USCIS. O EB-2 NIW é uma exceção no caminho do green card, pois permite dispensar a oferta quando o trabalho é de interesse nacional.
Qual o visto de trabalho mais fácil para quem está começando a carreira?
O J-1 de trainee ou intern costuma ser o mais acessível, pois depende de um sponsor e de um plano de treinamento. Ele pode valer até 24 meses para brasileiros, conforme o DS-2019.
Onde faço a entrevista do visto de trabalho no Brasil?
Vistos temporários são entrevistados na Embaixada em Brasília ou nos consulados de São Paulo, Rio, Recife e Porto Alegre. Vistos de imigrante (green card) são entrevistados apenas no Rio de Janeiro.
Posso renovar o H-1B ou L-1 sem entrevista?
Hoje, no Brasil, a dispensa de entrevista vale só para B1/B2 e H-2A que cumprem critérios específicos. Para H-1B, L-1 e O-1, prepare-se para nova entrevista.
Fontes oficiais
- ais.usvisa-info.com/pt-br/niv/information/fee
- br.usembassy.gov/non-immigrant-visas-overview/
- br.usembassy.gov/changes-to-exchange-j1-and-j2-visas/
- www.ice.gov/sevis/i901
- ais.usvisa-info.com/pt-br/niv/information/consulate
Conferidas em 20/10/2026. Regras de visto mudam: em caso de divergência, vale o site oficial. Veja nossa política editorial.