A carta convite não é obrigatória para o visto americano de turismo e negócios (B1/B2). Ela não aparece na lista oficial de documentos exigidos pelo serviço de agendamento no Brasil. O que conta é o DS-160, o passaporte, a entrevista e, se o cônsul pedir, provas de vínculo com o Brasil e de capacidade de pagar a viagem. A carta pode ajudar a explicar o motivo da viagem, como visita a parentes, reunião de negócios ou tratamento médico. A Eu Vou Pro Mundo orienta quando vale levar e como montar esse documento sem contradizer o que você declarou.
O essencial
- A carta convite não consta na lista oficial de documentos do visto B1/B2 no Brasil.
- Ela não substitui provas de vínculo com o Brasil nem de capacidade financeira.
- Ajuda a explicar visitas a familiares, compromissos de negócios e viagens para tratamento médico.
- Para tratamento médico, a embaixada cita carta do médico ou hospital nos EUA com custo estimado.
- A decisão é sempre do cônsul, na entrevista, com base no conjunto do seu perfil.

A carta convite é obrigatória para o visto americano?
Não. A lista oficial de documentos do visto de turismo e negócios (B1/B2) no Brasil traz o DS-160 enviado, o passaporte válido, o passaporte anterior com o último visto (se houver), as confirmações do DS-160 e do agendamento e, em alguns casos, a foto 5x5 cm. A carta convite não está nessa lista.
O que a embaixada menciona, além disso, são provas de vínculo com o Brasil (emprego, família) e de capacidade de pagar a viagem, que podem ser pedidas pelo cônsul. Ou seja: você pode fazer todo o processo sem carta nenhuma.
Isso não quer dizer que ela seja inútil. Em alguns perfis, a carta ajuda a deixar claro por que você vai, onde vai ficar e quem vai receber você. O ponto é saber quando ela agrega e quando só ocupa espaço na pasta.
Se você está montando os papéis agora, veja também a lista completa em documentos para o visto americano.
Quando a carta convite ajuda (e quando não faz diferença)
A carta funciona como documento de apoio. Ela explica o propósito da viagem com a palavra de quem está do outro lado. Veja os casos mais comuns:
| Situação | A carta ajuda? | O que costuma ter mais peso |
|---|---|---|
| Turismo comum (Disney, Nova York, compras) | Pouco | Vínculo com o Brasil e coerência do roteiro |
| Visita a parentes ou amigos nos EUA | Pode ajudar | Seu vínculo com o Brasil e o motivo da volta |
| Reunião, feira ou visita a empresa (B1) | Ajuda | Carta da empresa americana e da sua empresa no Brasil |
| Tratamento médico nos EUA | Sim, é citada pela embaixada | Diagnóstico do médico local, carta do médico ou hospital nos EUA com custo estimado e prova de recursos |
| Casamento, formatura ou evento familiar | Pode ajudar | Convite do evento e seu vínculo com o Brasil |
| Quem vai pagar a viagem é o anfitrião | Ajuda a explicar | Coerência com o que foi declarado no DS-160 |
O padrão é sempre o mesmo: a carta explica a viagem, mas não prova que você vai voltar. Quem decide isso é o cônsul, olhando sua vida no Brasil.
Quer que a gente revise sua carta convite antes da entrevista?
Falar com especialistaPor que a carta não resolve o principal
A maior parte das recusas de B1/B2 acontece pela seção 214(b): o cônsul entende que a pessoa não demonstrou vínculo suficiente com o Brasil. Contra essa recusa não cabe recurso, mas dá para reaplicar a qualquer momento, com novo DS-160 e nova taxa de US$ 185.
Uma carta de um parente que mora nos EUA, por mais bem escrita que seja, não mostra seu emprego, sua família ou seus compromissos aqui. Em alguns casos, ela pode até levantar dúvidas, se o convite sugerir uma estadia longa ou se o tom der a entender que você pretende ficar.
Por isso, antes de pensar na carta, pense em:
- O que prende você ao Brasil (trabalho, estudo, empresa, filhos, imóvel).
- Se o tempo de viagem faz sentido com sua rotina.
- Se quem paga a viagem está claro e coerente com o DS-160.
Se você tem família nos EUA, leia tenho família nos EUA: isso atrapalha o visto?, que trata esse cenário em detalhe. Se a recusa já aconteceu, o guia sobre a seção 214(b) explica o que significa.
O que escrever em uma carta convite
Não existe modelo oficial nem formato exigido pelo consulado. Uma carta útil é curta, objetiva e verdadeira. Ela costuma trazer:
- Nome completo, endereço nos EUA e contato de quem convida.
- Relação com você (irmão, amigo, parceiro de negócios, médico).
- Motivo da visita, em uma ou duas frases.
- Datas previstas de chegada e de volta ao Brasil.
- Onde você vai se hospedar.
- Quem paga o quê (hospedagem, passagem, despesas), se o anfitrião cobrir algo.
- Data e assinatura.
Um exemplo de estrutura, para visita familiar:
Eu, [nome], residente em [endereço], convido minha irmã, [nome], para me visitar entre [data] e [data], por ocasião do aniversário de 1 ano do meu filho. Ela ficará hospedada em minha casa durante a visita. Contato: [telefone e e-mail]. [Assinatura e data]
Algumas dicas práticas:
- Escreva no idioma do anfitrião. Se for em inglês, leve uma cópia em português para você mesmo saber o que está ali.
- Evite exageros e promessas. Frases como "ela vai ficar o tempo que quiser" não ajudam.
- Confira se as datas e o endereço batem com o que você colocou no DS-160.
- Nunca escreva nada que não seja verdade. Informação falsa pode gerar problemas sérios e duradouros com o visto.
Carta convite para negócios e para tratamento médico
No B1 (negócios), a carta tem mais peso porque descreve um compromisso concreto: reunião, visita técnica, feira, negociação. O ideal é que ela venha em papel timbrado da empresa americana, cite o objetivo do encontro e as datas. Uma carta da sua empresa no Brasil, confirmando seu cargo e que a viagem é a trabalho, completa bem o conjunto. Lembre que o B1 não autoriza trabalhar nos EUA. Mais detalhes no guia do visto de negócios (B1).
Na viagem para tratamento médico, a própria embaixada indica o que levar:
- Diagnóstico do médico no Brasil.
- Carta do médico ou do hospital nos EUA, com o custo estimado do tratamento.
- Prova de que você tem recursos para pagar.
Aqui a carta deixa de ser opcional no sentido prático: sem ela, fica difícil explicar a viagem. Veja o passo a passo em visto para tratamento médico nos EUA.
Como usar a carta na entrevista
Na primeira vez, todo solicitante de B1/B2 faz entrevista presencial no consulado, de qualquer idade. Lá, o cônsul conversa com você e pode ou não pedir documentos.
- Leve a carta impressa, junto com os documentos obrigatórios, em uma pasta simples. Não é permitido entrar com bolsas grandes, celular ou eletrônicos.
- Não entregue sem ser pedido. Responda às perguntas com suas palavras. Se o cônsul quiser ver algo, ele pede.
- Saiba explicar a viagem sem ler a carta. Quem convida, por quê, quanto tempo e onde vai ficar.
- Mantenha a coerência. O que você fala, o que está no DS-160 e o que está na carta precisam contar a mesma história.
Um cuidado importante: desde 01/05/2025, o código de barras do DS-160 precisa ser igual ao cadastrado no agendamento. Se não for, a pessoa não é entrevistada, com carta ou sem carta. Para se preparar melhor, veja como é a entrevista do visto americano.
Erros comuns com a carta convite
- Achar que a carta garante o visto. Ela não garante nada. A decisão é do cônsul.
- Usar modelo pronto da internet sem adaptar. Cartas genéricas não explicam nada sobre a sua viagem.
- Datas diferentes das do DS-160. Esse tipo de divergência chama atenção.
- Convite que sugere estadia longa ou indefinida. Pode reforçar a dúvida sobre sua volta.
- Levar carta e esquecer as provas de vínculo. O que segura o pedido é a sua vida no Brasil.
- Pedir carta a alguém sem status regular nos EUA sem avaliar o caso. Situações migratórias delicadas do anfitrião ou suas pedem análise com especialista antes de qualquer documento.
Como a Eu Vou Pro Mundo ajuda no seu visto americano
A Eu Vou Pro Mundo é uma assessoria privada de vistos. Não somos governo, consulado nem embaixada, e as taxas oficiais, como a MRV de US$ 185, são pagas à parte, direto no site oficial de agendamento.
No seu caso, a equipe:
- Avalia se a carta convite faz sentido para o seu perfil ou se o foco deve ser outro documento.
- Revisa o texto da carta para que ele seja claro, verdadeiro e coerente com o DS-160.
- Preenche e confere o DS-160 e cuida do agendamento do CASV e da entrevista.
- Prepara você para a entrevista, com foco em explicar sua viagem e seu vínculo com o Brasil.
Ninguém pode prometer aprovação, e nós também não prometemos. O que fazemos é organizar o processo para você chegar à entrevista com tudo em ordem. O valor da assessoria depende do caso; fale com a equipe pelo WhatsApp para receber os valores e começar.
Perguntas frequentes
A carta convite é obrigatória para o visto americano?
Não. Ela não consta na lista oficial de documentos do visto B1/B2 no Brasil. O cônsul pode pedir provas de vínculo e de capacidade financeira, mas a carta é sempre opcional.
Precisa reconhecer firma ou fazer tradução juramentada da carta convite?
Não há exigência oficial de formato para a carta convite. Ela pode ser simples, assinada por quem convida, de preferência no idioma do anfitrião.
A carta convite aumenta as chances de aprovação?
Ela pode ajudar a explicar o motivo da viagem, mas não substitui as provas de vínculo com o Brasil. A decisão é do cônsul, com base no seu perfil e na entrevista.
Devo entregar a carta logo no início da entrevista?
O mais indicado é levar a carta na pasta e entregar só se o cônsul pedir. Responda às perguntas com suas palavras e mantenha coerência com o DS-160.
Quem mora nos EUA sem documentos pode fazer a carta convite?
Esse cenário envolve questões migratórias e merece análise com especialista antes de qualquer decisão. Nunca omita ou altere informações no processo.
Para viagem de negócios, a carta da empresa americana ajuda?
Sim, no B1 ela descreve um compromisso concreto, como reunião ou feira. Uma carta da sua empresa no Brasil confirmando seu cargo e o objetivo da viagem completa o conjunto.
Para tratamento médico nos EUA, o que levar além da carta?
A embaixada cita o diagnóstico do médico no Brasil, a carta do médico ou hospital nos EUA com o custo estimado e a prova de recursos para pagar o tratamento.
Fui recusado. Uma carta convite resolve na próxima tentativa?
Depende do motivo da recusa. Na seção 214(b), o problema costuma ser o vínculo com o Brasil, e a carta sozinha não muda isso; vale revisar o perfil antes de pagar nova taxa.
Fontes oficiais
- ais.usvisa-info.com/en-br/niv/information/required_docs
- br.usembassy.gov/non-immigrant-visas-overview/
- br.usembassy.gov/frequently-asked-questions-on-non-immigrant-visas/
- ais.usvisa-info.com/pt-br/niv/information/fee
Conferidas em 20/10/2026. Regras de visto mudam: em caso de divergência, vale o site oficial. Veja nossa política editorial.