O visto B1 é a parte de negócios do visto americano B1/B2, o mesmo documento usado para turismo. Ele serve para viagens curtas de negócio, como reuniões, feiras, congressos e negociações, e não permite trabalhar nem receber salário de fonte americana. A taxa oficial (MRV) é de US$ 185, não reembolsável. Na primeira vez, todos fazem DS-160, biometria e entrevista presencial. Carta convite não está na lista oficial de documentos obrigatórios, mas pode ajudar. A Eu Vou Pro Mundo organiza o processo, sem interferir na decisão, que é sempre do consulado.
O essencial
- O B1 vem junto com o B2 no mesmo visto B1/B2, com taxa MRV de US$ 185 por pessoa.
- Reuniões, feiras, congressos e negociações cabem no B1; trabalho remunerado nos EUA não cabe.
- Carta convite e carta da empresa não são obrigatórias na lista oficial, mas servem de prova se o cônsul pedir.
- Primeira vez exige entrevista presencial; renovação sem entrevista só vale para quem cumpre todos os critérios.
- O tempo de permanência é definido pelo CBP na chegada e registrado no I-94.

O que é o visto B1 de negócios
O visto B1 é a categoria de visitante a negócios dos Estados Unidos. Para brasileiros, ele é emitido junto com o B2 (turismo), no visto chamado B1/B2. Ou seja: você não pede um visto separado só para negócios. O mesmo processo, a mesma taxa e a mesma entrevista valem para os dois propósitos.
Todo brasileiro precisa de visto para entrar nos EUA, inclusive em trânsito com conexão internacional. A exceção é quem tem dupla nacionalidade de um país do Visa Waiver Program, que pode usar o ESTA com o outro passaporte.
Na prática, o B1 atende quem vai visitar clientes, fornecedores, parceiros ou a matriz da empresa por um período curto, sem ser contratado nem pago por uma empresa americana. Se o seu plano é ser contratado, o caminho é outro: veja os tipos de visto de trabalho nos EUA.
O que você pode e o que não pode fazer com o B1
A lógica do B1 é simples: você vai aos EUA para tratar de negócios, e não para executar um trabalho produtivo lá. A lista oficial de atividades fica no site do Departamento de Estado, e quem decide se a sua viagem se enquadra é o cônsul, na entrevista, e o oficial do CBP, na chegada.
| Atividade | Costuma caber no B1/B2? | Observação |
|---|---|---|
| Reuniões com clientes, fornecedores ou parceiros | Sim | Atividade típica de negócios |
| Visitar feiras e exposições como expositor ou visitante | Sim | Leve o comprovante de inscrição |
| Participar de congressos e conferências | Sim | Programação e inscrição ajudam a explicar o propósito |
| Negociar e assinar contratos | Sim | O vínculo segue com a empresa no Brasil |
| Visitar a matriz ou filial da sua empresa para reuniões | Sim | Sem assumir funções na unidade americana |
| Curso curto e recreativo, sem crédito acadêmico | Em geral, sim | Confirme o formato com a escola |
| Curso que dá crédito ou formação regular | Não | Exige visto de estudante F-1 ou M-1 |
| Ser contratado ou receber salário de empresa americana | Não | Exige visto de trabalho |
| Prestar serviço presencial pago a cliente nos EUA | Não, em regra | Analise com especialista antes de viajar |
Regra prática: se a atividade gera trabalho produtivo nos EUA ou pagamento de fonte americana, ela tende a sair do escopo do B1.
Sobre estudo, o detalhe pesa. Estudar nos EUA de forma regular exige o I-20 de uma escola certificada pelo SEVP, a taxa SEVIS e o visto F-1 ou M-1. Para entender o limite, leia se dá para estudar com visto de turista e se dá para trabalhar com visto de turista.
Vai a uma feira ou reunião nos EUA? Quer ajuda para montar seu pedido B1?
Falar com especialistaPrecisa de carta convite para o visto B1?
Não há carta convite na lista oficial de documentos exigidos pelo serviço de agendamento no Brasil. Os documentos obrigatórios são DS-160, passaporte, confirmação do agendamento e, em alguns casos, foto. Provas de vínculo com o Brasil e de capacidade de pagar a viagem entram se o cônsul pedir.
Mesmo assim, uma carta da empresa americana que vai receber você pode ser útil como prova de apoio. Ela ajuda a explicar, em poucas linhas:
- quem convida e qual a relação com a sua empresa;
- datas e local das reuniões ou do evento;
- o objetivo da visita;
- quem paga as despesas.
A carta não substitui a sua explicação na entrevista. O cônsul avalia a pessoa à frente dele, e as respostas precisam bater com o que está no DS-160. Mais detalhes no guia sobre carta convite para visto americano.
Quem paga a viagem: a empresa, você ou o cliente?
A empresa brasileira pode pagar a viagem e as despesas, e isso é comum em viagens de negócios. Uma carta da empresa empregadora, com cargo, tempo de casa, objetivo da viagem e confirmação de que você volta ao trabalho, funciona como prova de vínculo e de capacidade financeira.
Algumas situações frequentes:
- Funcionário CLT enviado pela empresa: carta do empregador e, se houver, inscrição no evento.
- Sócio ou empresário: documentos da empresa e da sua participação ajudam a mostrar o vínculo com o Brasil.
- Autônomo ou MEI: comprovantes de atividade e renda. Veja o guia de visto americano para autônomo.
No DS-160, informe com precisão quem paga a viagem e qual é o propósito. Informação inconsistente é um dos problemas mais comuns em entrevistas. Nunca omita dados nem ajuste a história: se houver algo sensível no seu histórico, procure análise especializada antes de enviar o formulário.
Quanto custa e quais documentos levar
A taxa oficial é paga ao governo americano em ais.usvisa-info.com, por cartão de crédito, boleto ou Pix.
| Item | Valor oficial | Detalhe |
|---|---|---|
| Taxa MRV B1/B2 | US$ 185 por pessoa | Não reembolsável, não transferível, vale 365 dias para agendar |
| CASV | Sem taxa extra | Coberto pela MRV |
| Entrevista antecipada paga (piloto) | US$ 750 | De 01/07 a 31/12/2026, só em postos selecionados; participação do Brasil não confirmada |
| Visa Integrity Fee | US$ 250 | Sem cobrança confirmada; regra em definição |
A cotação em reais usada no boleto ou no Pix não foi publicada nas páginas oficiais consultadas. Detalhes em quanto custa o visto americano.
Documentos para o dia do atendimento:
- Passaporte válido e o anterior com o último visto, se houver.
- Confirmação do DS-160 e do agendamento.
- Foto 5x5 cm, fundo branco, dos últimos 6 meses, obrigatória em Porto Alegre e Recife.
- Provas de vínculo e de recursos, como carta da empresa e comprovantes de renda, para mostrar se o cônsul pedir.
Brasileiros estão isentos da regra dos 6 meses de validade do passaporte: basta ele valer durante a estadia prevista.
Passo a passo para tirar o visto B1
- Preencha o DS-160 em ceac.state.gov, com o propósito de negócios descrito com clareza. O código de barras (AA…) precisa ser o mesmo cadastrado no agendamento; se não for, você não é entrevistado. Veja como preencher o DS-160.
- Crie a conta em ais.usvisa-info.com, com dados idênticos aos do DS-160, e pague a MRV.
- Agende. Em Brasília, Rio e São Paulo são 2 atendimentos: CASV (foto e digitais, pelo menos 1 dia antes) e entrevista no consulado. Em Porto Alegre e Recife, biometria e entrevista acontecem no mesmo atendimento.
- Vá à entrevista sem celular, eletrônicos ou bolsas grandes.
- Acompanhe o status no CEAC. Se houver 221(g) ou processamento administrativo, o prazo aumenta.
- Retire o passaporte no CASV, onde ele fica só 30 dias, ou receba por courier.
A espera pela entrevista varia por consulado e aparece na ferramenta oficial de tempos de espera do Departamento de Estado. Se a viagem de negócios é urgente, existe o pedido emergencial gratuito, analisado a critério do consulado, com prova do motivo.
Validade, permanência, renovação e recusa
Validade. O B1/B2 para brasileiros costuma sair com até 10 anos e múltiplas entradas, mas esse dado não pôde ser confirmado na tabela oficial de reciprocidade. A data de expiração é o último dia para chegar a um porto de entrada dos EUA.
Permanência. Quem define quanto tempo você pode ficar é o oficial do CBP, na chegada, e o prazo fica no I-94.
Renovação sem entrevista. Vale só se você cumpre todos os critérios: pedido feito no Brasil, B1/B2 válido ou vencido há menos de 12 meses, emitido quando você tinha 18 anos ou mais, com validade plena, sem recusa anterior e sem perda, roubo ou cancelamento. Mesmo assim, o consulado pode chamar para entrevista.
Recusa pela 214(b). Não cabe recurso, mas você pode reaplicar a qualquer momento, com novo DS-160 e nova taxa.
Visa Bond. Desde 03/08/2026, o cônsul pode exigir caução de até US$ 20.000 de solicitantes B1/B2 de países abrangidos. O texto oficial não cita o Brasil, e a lista de países não pôde ser verificada. Confirme antes de viajar.
Como a Eu Vou Pro Mundo ajuda no seu visto de negócios
A Eu Vou Pro Mundo é uma assessoria privada. Não somos governo, consulado nem embaixada, e as taxas oficiais são pagas à parte, direto ao governo americano. A decisão sobre o visto é sempre do consulado.
No visto B1, nosso trabalho é organizar o processo para que ele chegue coerente à entrevista:
- revisão do DS-160, com atenção ao propósito da viagem e a quem paga;
- orientação sobre carta da empresa e carta convite, quando fizer sentido;
- checklist de documentos de vínculo para funcionário, sócio, autônomo ou MEI;
- apoio no pagamento da MRV e no agendamento de CASV e entrevista;
- preparação para as perguntas mais comuns sobre viagens de negócios.
O valor da assessoria depende do seu caso. Fale com a equipe pelo WhatsApp para receber os valores e começar. Para conhecer o serviço completo, veja a página de visto americano com assessoria.
Perguntas frequentes
Existe visto só de negócios para os EUA?
Para brasileiros, o visto de negócios vem junto com o de turismo no B1/B2. O processo, a taxa de US$ 185 e a entrevista são os mesmos.
Posso trabalhar nos EUA com visto B1?
Não. O B1 serve para atividades de negócio como reuniões, feiras e negociações, sem emprego nem salário de fonte americana. Para trabalhar, é preciso um visto de trabalho.
Carta convite é obrigatória para o visto B1?
Não consta na lista oficial de documentos exigidos no Brasil. Ela pode servir como prova de apoio se o cônsul pedir informações sobre a viagem.
A empresa pode pagar minha viagem de negócios?
Pode. Informe isso corretamente no DS-160 e leve uma carta da empresa com cargo, objetivo da viagem e data de retorno para mostrar se for solicitado.
Posso fazer um curso curto nos EUA com visto B1/B2?
Cursos curtos e recreativos, sem crédito acadêmico, costumam caber no visto de visitante. Curso com crédito ou formação regular exige o visto F-1 ou M-1, com I-20.
Quanto tempo posso ficar nos EUA com o B1?
O tempo é definido pelo oficial do CBP na chegada e registrado no I-94. A validade do visto e o tempo de permanência são coisas diferentes.
Quem já tem B1/B2 pode renovar sem entrevista?
Só quem cumpre todos os critérios, como visto válido ou vencido há menos de 12 meses, emitido com 18 anos ou mais e sem recusa anterior. Mesmo assim, o consulado pode chamar para entrevista.
Tenho uma feira em poucas semanas. Dá para antecipar a entrevista?
Existe o pedido emergencial gratuito, feito depois de agendar a data regular, com prova do motivo. A aprovação fica a critério do consulado e não há prazo de resposta.
Fontes oficiais
- br.usembassy.gov/non-immigrant-visas-overview/
- br.usembassy.gov/frequently-asked-questions-on-non-immigrant-visas/
- ais.usvisa-info.com/pt-br/niv/information/fee
- ais.usvisa-info.com/en-br/niv/information/required_docs
- www.federalregister.gov/documents/2026/08/03/2026-15726
Conferidas em 20/10/2026. Regras de visto mudam: em caso de divergência, vale o site oficial. Veja nossa política editorial.