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Visto americano

Visto B1 de negócios: o que você pode fazer nos EUA?

Atualizado em 20/10/2026Fontes oficiais conferidas em 20/10/2026Equipe editorial Eu Vou Pro Mundo7 min de leitura
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O visto B1 é a parte de negócios do visto americano B1/B2, o mesmo documento usado para turismo. Ele serve para viagens curtas de negócio, como reuniões, feiras, congressos e negociações, e não permite trabalhar nem receber salário de fonte americana. A taxa oficial (MRV) é de US$ 185, não reembolsável. Na primeira vez, todos fazem DS-160, biometria e entrevista presencial. Carta convite não está na lista oficial de documentos obrigatórios, mas pode ajudar. A Eu Vou Pro Mundo organiza o processo, sem interferir na decisão, que é sempre do consulado.

O essencial

  • O B1 vem junto com o B2 no mesmo visto B1/B2, com taxa MRV de US$ 185 por pessoa.
  • Reuniões, feiras, congressos e negociações cabem no B1; trabalho remunerado nos EUA não cabe.
  • Carta convite e carta da empresa não são obrigatórias na lista oficial, mas servem de prova se o cônsul pedir.
  • Primeira vez exige entrevista presencial; renovação sem entrevista só vale para quem cumpre todos os critérios.
  • O tempo de permanência é definido pelo CBP na chegada e registrado no I-94.
Profissional brasileiro com passaporte e crachá em feira de negócios nos Estados Unidos
Profissional brasileiro com passaporte e crachá em feira de negócios nos Estados Unidos

O que é o visto B1 de negócios

O visto B1 é a categoria de visitante a negócios dos Estados Unidos. Para brasileiros, ele é emitido junto com o B2 (turismo), no visto chamado B1/B2. Ou seja: você não pede um visto separado só para negócios. O mesmo processo, a mesma taxa e a mesma entrevista valem para os dois propósitos.

Todo brasileiro precisa de visto para entrar nos EUA, inclusive em trânsito com conexão internacional. A exceção é quem tem dupla nacionalidade de um país do Visa Waiver Program, que pode usar o ESTA com o outro passaporte.

Na prática, o B1 atende quem vai visitar clientes, fornecedores, parceiros ou a matriz da empresa por um período curto, sem ser contratado nem pago por uma empresa americana. Se o seu plano é ser contratado, o caminho é outro: veja os tipos de visto de trabalho nos EUA.

O que você pode e o que não pode fazer com o B1

A lógica do B1 é simples: você vai aos EUA para tratar de negócios, e não para executar um trabalho produtivo lá. A lista oficial de atividades fica no site do Departamento de Estado, e quem decide se a sua viagem se enquadra é o cônsul, na entrevista, e o oficial do CBP, na chegada.

AtividadeCostuma caber no B1/B2?Observação
Reuniões com clientes, fornecedores ou parceirosSimAtividade típica de negócios
Visitar feiras e exposições como expositor ou visitanteSimLeve o comprovante de inscrição
Participar de congressos e conferênciasSimProgramação e inscrição ajudam a explicar o propósito
Negociar e assinar contratosSimO vínculo segue com a empresa no Brasil
Visitar a matriz ou filial da sua empresa para reuniõesSimSem assumir funções na unidade americana
Curso curto e recreativo, sem crédito acadêmicoEm geral, simConfirme o formato com a escola
Curso que dá crédito ou formação regularNãoExige visto de estudante F-1 ou M-1
Ser contratado ou receber salário de empresa americanaNãoExige visto de trabalho
Prestar serviço presencial pago a cliente nos EUANão, em regraAnalise com especialista antes de viajar
Regra prática: se a atividade gera trabalho produtivo nos EUA ou pagamento de fonte americana, ela tende a sair do escopo do B1.

Sobre estudo, o detalhe pesa. Estudar nos EUA de forma regular exige o I-20 de uma escola certificada pelo SEVP, a taxa SEVIS e o visto F-1 ou M-1. Para entender o limite, leia se dá para estudar com visto de turista e se dá para trabalhar com visto de turista.

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Precisa de carta convite para o visto B1?

Não há carta convite na lista oficial de documentos exigidos pelo serviço de agendamento no Brasil. Os documentos obrigatórios são DS-160, passaporte, confirmação do agendamento e, em alguns casos, foto. Provas de vínculo com o Brasil e de capacidade de pagar a viagem entram se o cônsul pedir.

Mesmo assim, uma carta da empresa americana que vai receber você pode ser útil como prova de apoio. Ela ajuda a explicar, em poucas linhas:

  • quem convida e qual a relação com a sua empresa;
  • datas e local das reuniões ou do evento;
  • o objetivo da visita;
  • quem paga as despesas.

A carta não substitui a sua explicação na entrevista. O cônsul avalia a pessoa à frente dele, e as respostas precisam bater com o que está no DS-160. Mais detalhes no guia sobre carta convite para visto americano.

Quem paga a viagem: a empresa, você ou o cliente?

A empresa brasileira pode pagar a viagem e as despesas, e isso é comum em viagens de negócios. Uma carta da empresa empregadora, com cargo, tempo de casa, objetivo da viagem e confirmação de que você volta ao trabalho, funciona como prova de vínculo e de capacidade financeira.

Algumas situações frequentes:

  • Funcionário CLT enviado pela empresa: carta do empregador e, se houver, inscrição no evento.
  • Sócio ou empresário: documentos da empresa e da sua participação ajudam a mostrar o vínculo com o Brasil.
  • Autônomo ou MEI: comprovantes de atividade e renda. Veja o guia de visto americano para autônomo.

No DS-160, informe com precisão quem paga a viagem e qual é o propósito. Informação inconsistente é um dos problemas mais comuns em entrevistas. Nunca omita dados nem ajuste a história: se houver algo sensível no seu histórico, procure análise especializada antes de enviar o formulário.

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Quanto custa e quais documentos levar

A taxa oficial é paga ao governo americano em ais.usvisa-info.com, por cartão de crédito, boleto ou Pix.

ItemValor oficialDetalhe
Taxa MRV B1/B2US$ 185 por pessoaNão reembolsável, não transferível, vale 365 dias para agendar
CASVSem taxa extraCoberto pela MRV
Entrevista antecipada paga (piloto)US$ 750De 01/07 a 31/12/2026, só em postos selecionados; participação do Brasil não confirmada
Visa Integrity FeeUS$ 250Sem cobrança confirmada; regra em definição

A cotação em reais usada no boleto ou no Pix não foi publicada nas páginas oficiais consultadas. Detalhes em quanto custa o visto americano.

Documentos para o dia do atendimento:

  1. Passaporte válido e o anterior com o último visto, se houver.
  2. Confirmação do DS-160 e do agendamento.
  3. Foto 5x5 cm, fundo branco, dos últimos 6 meses, obrigatória em Porto Alegre e Recife.
  4. Provas de vínculo e de recursos, como carta da empresa e comprovantes de renda, para mostrar se o cônsul pedir.

Brasileiros estão isentos da regra dos 6 meses de validade do passaporte: basta ele valer durante a estadia prevista.

Passo a passo para tirar o visto B1

  1. Preencha o DS-160 em ceac.state.gov, com o propósito de negócios descrito com clareza. O código de barras (AA…) precisa ser o mesmo cadastrado no agendamento; se não for, você não é entrevistado. Veja como preencher o DS-160.
  2. Crie a conta em ais.usvisa-info.com, com dados idênticos aos do DS-160, e pague a MRV.
  3. Agende. Em Brasília, Rio e São Paulo são 2 atendimentos: CASV (foto e digitais, pelo menos 1 dia antes) e entrevista no consulado. Em Porto Alegre e Recife, biometria e entrevista acontecem no mesmo atendimento.
  4. Vá à entrevista sem celular, eletrônicos ou bolsas grandes.
  5. Acompanhe o status no CEAC. Se houver 221(g) ou processamento administrativo, o prazo aumenta.
  6. Retire o passaporte no CASV, onde ele fica só 30 dias, ou receba por courier.

A espera pela entrevista varia por consulado e aparece na ferramenta oficial de tempos de espera do Departamento de Estado. Se a viagem de negócios é urgente, existe o pedido emergencial gratuito, analisado a critério do consulado, com prova do motivo.

Validade, permanência, renovação e recusa

Validade. O B1/B2 para brasileiros costuma sair com até 10 anos e múltiplas entradas, mas esse dado não pôde ser confirmado na tabela oficial de reciprocidade. A data de expiração é o último dia para chegar a um porto de entrada dos EUA.

Permanência. Quem define quanto tempo você pode ficar é o oficial do CBP, na chegada, e o prazo fica no I-94.

Renovação sem entrevista. Vale só se você cumpre todos os critérios: pedido feito no Brasil, B1/B2 válido ou vencido há menos de 12 meses, emitido quando você tinha 18 anos ou mais, com validade plena, sem recusa anterior e sem perda, roubo ou cancelamento. Mesmo assim, o consulado pode chamar para entrevista.

Recusa pela 214(b). Não cabe recurso, mas você pode reaplicar a qualquer momento, com novo DS-160 e nova taxa.

Visa Bond. Desde 03/08/2026, o cônsul pode exigir caução de até US$ 20.000 de solicitantes B1/B2 de países abrangidos. O texto oficial não cita o Brasil, e a lista de países não pôde ser verificada. Confirme antes de viajar.

Como a Eu Vou Pro Mundo ajuda no seu visto de negócios

A Eu Vou Pro Mundo é uma assessoria privada. Não somos governo, consulado nem embaixada, e as taxas oficiais são pagas à parte, direto ao governo americano. A decisão sobre o visto é sempre do consulado.

No visto B1, nosso trabalho é organizar o processo para que ele chegue coerente à entrevista:

  • revisão do DS-160, com atenção ao propósito da viagem e a quem paga;
  • orientação sobre carta da empresa e carta convite, quando fizer sentido;
  • checklist de documentos de vínculo para funcionário, sócio, autônomo ou MEI;
  • apoio no pagamento da MRV e no agendamento de CASV e entrevista;
  • preparação para as perguntas mais comuns sobre viagens de negócios.

O valor da assessoria depende do seu caso. Fale com a equipe pelo WhatsApp para receber os valores e começar. Para conhecer o serviço completo, veja a página de visto americano com assessoria.

Perguntas frequentes

Existe visto só de negócios para os EUA?

Para brasileiros, o visto de negócios vem junto com o de turismo no B1/B2. O processo, a taxa de US$ 185 e a entrevista são os mesmos.

Posso trabalhar nos EUA com visto B1?

Não. O B1 serve para atividades de negócio como reuniões, feiras e negociações, sem emprego nem salário de fonte americana. Para trabalhar, é preciso um visto de trabalho.

Carta convite é obrigatória para o visto B1?

Não consta na lista oficial de documentos exigidos no Brasil. Ela pode servir como prova de apoio se o cônsul pedir informações sobre a viagem.

A empresa pode pagar minha viagem de negócios?

Pode. Informe isso corretamente no DS-160 e leve uma carta da empresa com cargo, objetivo da viagem e data de retorno para mostrar se for solicitado.

Posso fazer um curso curto nos EUA com visto B1/B2?

Cursos curtos e recreativos, sem crédito acadêmico, costumam caber no visto de visitante. Curso com crédito ou formação regular exige o visto F-1 ou M-1, com I-20.

Quanto tempo posso ficar nos EUA com o B1?

O tempo é definido pelo oficial do CBP na chegada e registrado no I-94. A validade do visto e o tempo de permanência são coisas diferentes.

Quem já tem B1/B2 pode renovar sem entrevista?

Só quem cumpre todos os critérios, como visto válido ou vencido há menos de 12 meses, emitido com 18 anos ou mais e sem recusa anterior. Mesmo assim, o consulado pode chamar para entrevista.

Tenho uma feira em poucas semanas. Dá para antecipar a entrevista?

Existe o pedido emergencial gratuito, feito depois de agendar a data regular, com prova do motivo. A aprovação fica a critério do consulado e não há prazo de resposta.

Fontes oficiais

Conferidas em 20/10/2026. Regras de visto mudam: em caso de divergência, vale o site oficial. Veja nossa política editorial.

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