Não existe valor mínimo oficial de saldo no extrato bancário para o visto americano B1/B2. A Embaixada dos EUA no Brasil pede provas de capacidade de pagar a viagem e de vínculo com o Brasil apenas se o cônsul solicitar na entrevista. O que pesa é a coerência: renda, saldo e plano de viagem precisam fazer sentido juntos e bater com o DS-160. Depósitos atípicos pouco antes da entrevista costumam gerar dúvida. A Eu Vou Pro Mundo ajuda a organizar esses documentos conforme o seu perfil.
O essencial
- Não há valor mínimo oficial de saldo bancário para o visto americano de turismo ou negócios.
- Documentos financeiros são apresentados se o cônsul pedir; a decisão é tomada principalmente na entrevista.
- O cônsul busca coerência entre renda, saldo, custo da viagem e o que foi declarado no DS-160.
- Depósitos grandes e sem origem clara antes da entrevista tendem a levantar suspeita.
- Recusa pela seção 214(b) não tem recurso, mas você pode reaplicar com novo DS-160 e nova taxa de US$ 185.

Existe valor mínimo no extrato para o visto americano?
Não. Nenhuma página oficial da Embaixada e dos Consulados dos EUA no Brasil fixa um saldo mínimo para o visto de turismo e negócios (B1/B2). Quem diz que você precisa de "X mil reais na conta" está repetindo uma regra que não existe.
O que a Embaixada lista entre os documentos é a prova de vínculo com o Brasil (emprego, família) e de capacidade de pagar a viagem, apresentadas se o cônsul pedir. Ou seja: o extrato é um documento de apoio. Ele não substitui a entrevista nem garante nada sozinho.
Pergunta certa a se fazer: o meu saldo e a minha renda explicam a viagem que eu disse que vou fazer?
O que o cônsul avalia quando olha suas finanças
Na entrevista, o oficial consular decide se você se encaixa no visto de visitante. Em termos financeiros, ele observa três pontos:
- Capacidade de custear a viagem: você (ou quem paga) consegue bancar passagem, hospedagem e gastos pelo tempo previsto.
- Estabilidade: a renda tem origem clara e se repete ao longo dos meses.
- Coerência com o restante: profissão, renda declarada no DS-160, roteiro e duração da viagem formam uma história que faz sentido.
Um saldo alto com uma profissão que não explica aquele dinheiro gera mais dúvida do que um saldo moderado e compatível com a renda. Por isso a coerência vale mais do que o número.
Quer que a gente avalie se seus documentos financeiros contam uma história coerente?
Falar com especialistaQuanto deveria ter, então? Um jeito prático de calcular
Como não há valor oficial, o caminho mais seguro é estimar o custo real da sua viagem e conferir se sua situação financeira cobre esse custo com folga. Use a tabela abaixo como roteiro.
| Item da viagem | Como estimar |
|---|---|
| Passagem aérea | Cotação real para as datas que você pretende viajar |
| Hospedagem | Diária média multiplicada pelo número de noites |
| Alimentação e transporte | Gasto diário estimado multiplicado pelos dias |
| Passeios e ingressos | Parques, atrações ou eventos previstos no roteiro |
| Seguro e imprevistos | Uma reserva extra para emergências |
Some tudo. Se a sua renda mensal e as suas reservas cobrem esse total sem comprometer as contas do mês, a viagem é coerente. Se a viagem custa várias vezes o que você ganha e não há reserva que explique, a dúvida é natural.
Duas observações importantes:
- Viagem curta e simples pede menos fôlego financeiro do que um mês nos EUA com a família toda.
- Se a viagem for para tratamento médico, a Embaixada pede diagnóstico do médico local, carta do médico ou hospital nos EUA com o custo estimado e prova de recursos para pagar.
Quais documentos financeiros costumam ajudar por perfil
O extrato raramente anda sozinho. Ele ganha força quando aparece ao lado de outros comprovantes. Veja o que costuma fazer sentido levar em cada situação.
| Perfil | Documentos que costumam apoiar o extrato |
|---|---|
| CLT | Holerites recentes, carteira de trabalho, extratos dos últimos meses |
| Autônomo ou profissional liberal | Declaração de imposto de renda, extratos, contratos ou notas emitidas |
| Empresário ou MEI | Contrato social ou CNPJ, pró-labore, extratos pessoais e da empresa |
| Aposentado | Extrato do benefício, extratos bancários, investimentos |
| Estudante ou dependente | Documentos financeiros de quem paga a viagem e prova do vínculo familiar |
Para entender cada caso em detalhe, veja os guias de documentos para o visto americano, de imposto de renda no visto americano e de visto americano para autônomo.
Quem paga a viagem: pais, cônjuge ou empresa
Não é obrigatório que o dinheiro esteja no seu nome. Muitas viagens são pagas por outra pessoa ou pela empresa, e isso é aceito quando é verdadeiro e fica claro.
- Pais pagando para filhos: leve os documentos financeiros dos pais e algo que comprove o parentesco. Menor viajando sem os pais pode levar os passaportes deles com os vistos americanos.
- Cônjuge pagando: documentos financeiros do cônjuge e comprovante do vínculo.
- Empresa pagando (viagem de negócios): carta da empresa explicando o objetivo e quem arca com as despesas, além do vínculo profissional.
O ponto de atenção é a consistência: quem você disse que paga no DS-160 precisa ser a mesma pessoa cujos documentos você apresenta. Divergência entre formulário e documentos é um dos sinais que mais chamam atenção.
Erros que deixam o extrato contra você
Alguns hábitos comuns atrapalham mais do que ajudam:
- Depósito alto e repentino antes da entrevista. Dinheiro que entra de uma vez, sem origem clara, costuma parecer empréstimo de ocasião.
- Pegar dinheiro emprestado só para "engordar" o saldo. Além de não refletir sua realidade, pode ser interpretado como informação enganosa. Nunca faça isso.
- Saldo incompatível com a renda declarada. Se o extrato mostra muito mais do que sua profissão explica, tenha os comprovantes de origem (venda de bem, herança, investimento resgatado).
- Levar dezenas de papéis sem organização. O cônsul tem pouco tempo. Documentos separados por tema facilitam se ele pedir.
- Respostas que não batem com o DS-160. Renda, cargo e quem paga a viagem precisam ser iguais no formulário e na fala.
Passo a passo para organizar a parte financeira
- Defina o roteiro e o custo estimado da viagem com a tabela acima.
- Preencha o DS-160 com dados verdadeiros de profissão, renda e quem paga. O código de barras do DS-160 precisa ser o mesmo cadastrado no agendamento; se não for, você não é entrevistado.
- Pague a taxa MRV de US$ 185 em ais.usvisa-info.com (cartão de crédito, boleto ou Pix). Ela vale 365 dias para agendar e não é reembolsável.
- Reúna os extratos dos últimos meses e os comprovantes de renda do seu perfil.
- Separe documentos de origem para qualquer valor fora do padrão.
- Leve tudo organizado, mas apresente só se o cônsul pedir. Celular e bolsas grandes não entram no consulado.
- Treine respostas curtas e honestas sobre trabalho, renda e objetivo da viagem. Veja como funciona a entrevista do visto americano.
Extrato baixo ou renda informal: dá para tirar o visto?
Saldo modesto não impede ninguém de pedir o visto. A análise é do conjunto: emprego, família, histórico de viagens, objetivo e coerência entre tudo isso. Uma viagem compatível com a sua realidade, bem explicada, tende a ser mais convincente do que um saldo alto sem lastro.
Se o visto for negado pela seção 214(b), não cabe recurso. Você pode reaplicar a qualquer momento com novo DS-160 e nova taxa, de preferência depois de entender o que mudou na sua situação. Leia mais em visto negado pela seção 214(b).
Um aviso sobre regras em mudança: desde 03/08/2026 está em vigor o Visa Bond Program, que permite ao cônsul exigir caução de até US$ 20.000 de solicitantes B1/B2 de países abrangidos. O texto publicado no Federal Register não cita o Brasil, e a lista de países fica no travel.state.gov, que não conseguimos verificar. Confirme no site oficial antes de se preocupar com isso. A Visa Integrity Fee de US$ 250 também não tem cobrança confirmada no Brasil.
Como a Eu Vou Pro Mundo ajuda no seu caso
A Eu Vou Pro Mundo é uma assessoria privada. Não somos governo, consulado nem embaixada, e a taxa oficial de US$ 185 é paga à parte, diretamente no sistema de agendamento. A decisão sobre o visto é sempre do cônsul.
No seu processo, a equipe:
- Analisa seu perfil financeiro e aponta onde a história pode parecer incoerente.
- Indica quais documentos fazem sentido para o seu caso, sem excesso de papel.
- Revisa o DS-160 para que renda, cargo e quem paga estejam alinhados aos seus comprovantes.
- Prepara você para responder com clareza sobre trabalho, renda e viagem.
O valor da assessoria depende do caso. Fale com a equipe pelo WhatsApp para receber os valores e começar.
Perguntas frequentes
Qual o valor mínimo no extrato bancário para o visto americano?
Não existe valor mínimo oficial. O cônsul avalia se você consegue pagar a viagem que planejou e se sua renda e seu saldo são coerentes com o que você declarou.
O consulado sempre pede extrato bancário na entrevista?
Não. A Embaixada orienta levar provas de vínculo e de capacidade financeira para apresentar se o cônsul pedir. Muitas entrevistas são decididas sem olhar documentos.
Quantos meses de extrato devo levar?
Não há número oficial de meses. Levar extratos recentes que mostrem a movimentação habitual da sua conta costuma ser suficiente para explicar sua rotina financeira.
Posso usar o extrato dos meus pais ou do meu cônjuge?
Pode, se eles forem de fato pagar a viagem. Leve os documentos financeiros de quem paga e um comprovante do vínculo, e informe a mesma pessoa no DS-160.
Depositar dinheiro na conta antes da entrevista ajuda?
Geralmente atrapalha. Depósitos altos e repentinos sem origem clara levantam suspeita, e emprestar dinheiro só para aumentar o saldo não reflete sua realidade.
Extrato com saldo baixo reprova o visto?
Saldo baixo por si só não reprova. O cônsul analisa o conjunto, incluindo emprego, família, objetivo da viagem e coerência entre renda e plano.
Preciso apresentar extrato em dólar ou traduzido?
As páginas oficiais consultadas não exigem extrato em dólar nem tradução para o B1/B2. Leve os documentos organizados e saiba explicar os valores se perguntarem.
Se o visto for negado por questão financeira, posso tentar de novo?
Sim. Recusa pela seção 214(b) não tem recurso, mas você pode reaplicar a qualquer momento com novo DS-160 e nova taxa de US$ 185.
Fontes oficiais
- br.usembassy.gov/non-immigrant-visas-overview/
- br.usembassy.gov/frequently-asked-questions-on-non-immigrant-visas/
- ais.usvisa-info.com/en-br/niv/information/required_docs
- ais.usvisa-info.com/pt-br/niv/information/fee
- www.federalregister.gov/documents/2026/08/03/2026-15726
Conferidas em 20/10/2026. Regras de visto mudam: em caso de divergência, vale o site oficial. Veja nossa política editorial.