Sim, autônomo pode tirar o visto americano B1/B2. Não existe exigência de carteira assinada nem de renda mínima. O cônsul avalia se você tem vínculo com o Brasil e capacidade de pagar a viagem, e os documentos só são pedidos se ele quiser ver. Por isso, vale levar uma pasta organizada com extratos bancários, declaração de Imposto de Renda, contratos e notas fiscais que contem a mesma história do seu DS-160. A taxa (MRV) é de US$ 185. A Eu Vou Pro Mundo ajuda autônomos a organizar essa prova de renda antes da entrevista.
O essencial
- Autônomo pode tirar o visto B1/B2: não há exigência de holerite nem de renda mínima.
- Na primeira vez, todo solicitante faz entrevista presencial no consulado.
- Documentos de renda e vínculo só são analisados se o cônsul pedir, mas convém levá-los organizados.
- Extratos, IR, contratos e notas fiscais precisam ser coerentes entre si e com o DS-160.
- A taxa MRV do B1/B2 é de US$ 185, não reembolsável, válida por 365 dias para agendar.

Autônomo pode tirar visto americano?
Pode. A Embaixada dos EUA no Brasil não exige carteira assinada, holerite ou renda mínima para o visto de turismo e negócios B1/B2. O que pesa é a análise que o cônsul faz na entrevista: se você tem vínculo com o Brasil (trabalho, família, patrimônio, rotina) e capacidade de pagar a viagem.
Para o autônomo, o desafio costuma ser outro. A renda varia de mês a mês, vem de vários clientes e nem sempre aparece de forma organizada em um único papel. Quem trabalha com carteira mostra um contracheque. Quem é autônomo precisa juntar peças que, somadas, mostrem uma atividade real e estável.
Na primeira vez, todos fazem entrevista presencial, de qualquer idade. Os documentos de renda e vínculo não são entregues automaticamente: o cônsul pede se quiser ver. Mesmo assim, ir sem nada em mãos é um risco desnecessário.
O visto não depende de quanto você ganha, e sim de quanto a sua história faz sentido. Documentos coerentes ajudam o cônsul a entender quem você é em poucos minutos.
O que o cônsul quer entender sobre o autônomo
A entrevista é curta. Em poucas perguntas, o oficial tenta responder três dúvidas sobre o seu perfil:
- O que você faz de verdade? Qual a atividade, há quanto tempo, para quem você trabalha.
- De onde vem o dinheiro da viagem? Se a renda é compatível com o roteiro, a hospedagem e o tempo fora.
- Por que você volta? Clientes, contratos em andamento, agenda de trabalho, família, imóvel, estudos.
Se a resposta oral bate com o DS-160 e com os papéis, a conversa flui. Se o DS-160 diz uma coisa e o extrato mostra outra, surge a dúvida. Quando o cônsul não se convence do vínculo, a recusa costuma ser pela seção 214(b). Veja o que isso significa em visto negado pela seção 214(b).
Quer que a gente revise seus documentos de autônomo antes da entrevista?
Falar com especialistaQuais documentos comprovam a renda do autônomo?
Não existe lista oficial específica para autônomos. A Embaixada fala em provas de vínculo e de capacidade financeira, se o cônsul pedir. A tabela abaixo reúne os documentos que mais ajudam esse perfil, com o que cada um mostra.
| Documento | O que mostra | Dica prática |
|---|---|---|
| Extratos bancários (últimos meses) | Entrada regular de dinheiro e saldo para a viagem | Prefira a conta onde os clientes pagam você |
| Declaração de Imposto de Renda e recibo de entrega | Renda declarada e patrimônio | Leve a mais recente com o recibo |
| Contratos com clientes | Trabalho contínuo e compromissos futuros | Destaque contratos vigentes na data da viagem |
| Notas fiscais ou RPAs emitidos | Volume e frequência dos serviços | Um resumo por mês facilita a leitura |
| Registro profissional (conselho de classe) ou inscrição municipal | Que a profissão existe formalmente | Útil para médicos, advogados, dentistas, arquitetos |
| CNPJ ou certificado de MEI, se houver | Atividade formalizada | Veja também o guia para MEI e microempresário |
| Documentos de bens e família | Vínculo com o Brasil | Escritura, financiamento, certidão de casamento ou dos filhos |
Extratos bancários
O extrato é o documento que mais conversa com a pergunta sobre quem paga a viagem. Para o autônomo, ele também mostra a regularidade das entradas. Alguns cuidados:
- Use a conta que realmente recebe os pagamentos dos clientes.
- Evite depósitos grandes e sem explicação pouco antes da entrevista. Dinheiro que aparece de repente gera mais dúvida do que confiança.
- Se a renda é sazonal, tenha pronto um resumo simples dos meses fortes e fracos.
Não há valor mínimo publicado pela Embaixada. Entenda como o cônsul olha esse papel em extrato bancário no visto americano.
Declaração de Imposto de Renda
A declaração ajuda porque reúne renda e patrimônio em um documento oficial brasileiro. Para o autônomo, ela confirma que a atividade é declarada e que os valores fazem sentido ao longo do ano. Se você recolhe carnê-leão, os comprovantes reforçam a regularidade mensal.
O ponto central é a coerência: a renda informada no IR, a movimentação dos extratos e o que você responde na entrevista precisam contar a mesma história. Mais detalhes em imposto de renda no visto americano.
Contratos e notas fiscais
Contratos mostram algo que extrato nenhum mostra: trabalho marcado para depois da viagem. Um projeto em andamento, um cliente fixo, uma agenda de atendimentos no mês seguinte. Isso é vínculo concreto.
Notas fiscais ou RPAs mostram volume e frequência. Não é preciso levar centenas de folhas. Uma seleção recente, com um resumo mensal, comunica mais em menos tempo.
Quem trabalha informalmente
Se você não emite nota nem tem contratos escritos, a análise fica mais difícil, mas não impossível. Mensagens de pedidos, recibos, comprovantes de transferência de clientes e uma declaração de IR coerente ajudam a mostrar a atividade. Nunca crie documentos, declarações ou valores que não correspondem à realidade: informação falsa pode trazer consequências muito mais graves do que uma recusa.
Como organizar a pasta: passo a passo
- Defina a história da viagem. Destino, datas aproximadas, quem paga, quanto tempo fora. O tempo de permanência é definido pelo CBP na chegada e registrado no I-94.
- Preencha o DS-160 com dados reais. Atividade, renda e empregador (ou ausência dele) precisam bater com os documentos. Use o guia de como preencher o DS-160.
- Separe renda: extratos recentes, IR com recibo, notas ou RPAs.
- Separe vínculo: contratos vigentes, registro profissional, CNPJ ou MEI, bens, família.
- Monte um resumo de uma página com a sua atividade, tempo de mercado e principais clientes. Ele serve para você, e ajuda a responder com clareza.
- Treine as respostas em frases curtas e diretas, sem decorar texto.
- Leve tudo organizado por tema, mas só entregue se o cônsul pedir.
Para a lista geral de itens obrigatórios (passaporte, confirmação do DS-160 e do agendamento), veja documentos para o visto americano.
Erros que mais atrapalham o autônomo
- Respostas vagas. "Faço uns trabalhos" não explica nada. Diga a profissão, há quanto tempo e para quem.
- DS-160 inconsistente. Renda ou ocupação diferente do que aparece no IR e nos extratos.
- Dinheiro emprestado na conta. Depósito de terceiros dias antes da entrevista chama atenção.
- Excesso de papel. Uma pasta desorganizada atrapalha mais do que ajuda.
- Viagem longa sem explicação. Ficar muito tempo fora precisa combinar com quem cuida dos seus clientes.
- Código do DS-160 diferente do agendamento. Desde 01/05/2025, se o código de barras (AA...) não for igual ao cadastrado, a pessoa não é entrevistada.
Quanto custa e como funciona o processo para o autônomo
O processo é o mesmo de qualquer solicitante B1/B2:
- Preencher o DS-160 em ceac.state.gov.
- Criar conta em ais.usvisa-info.com e pagar a MRV de US$ 185 (cartão de crédito, boleto ou Pix). A taxa não é reembolsável e vale 365 dias para agendar.
- Agendar. Em Brasília, Rio e São Paulo, a primeira vez exige CASV e entrevista em dias diferentes. Em Porto Alegre e Recife, tudo acontece no consulado.
- Fazer a entrevista, sem celular nem eletrônicos.
- Acompanhar o status no CEAC e retirar o passaporte.
A chamada Visa Integrity Fee, de US$ 250, não aparece como cobrada no site oficial de agendamento do Brasil. A regra está em mudança: confira na página oficial de taxas antes de pagar.
Se você já tem visto, a renovação sem entrevista só vale em casos específicos: B1/B2 válido ou vencido há menos de 12 meses, emitido quando você já tinha 18 anos ou mais, com validade plena e sem recusa anterior. Ser autônomo não muda esses critérios.
Se o visto for negado pela 214(b), não cabe recurso, mas é possível reaplicar a qualquer momento com novo DS-160 e nova taxa. Faz sentido reaplicar quando algo mudou ou quando a documentação passou a mostrar melhor a sua realidade.
Como a Eu Vou Pro Mundo ajuda autônomos
A Eu Vou Pro Mundo é uma assessoria privada. Não somos governo, consulado nem embaixada, e as taxas oficiais são pagas à parte. A decisão sobre o visto é sempre da autoridade consular, e nenhuma assessoria pode prometer aprovação.
O que fazemos é tirar o peso da organização das suas costas:
- Análise do seu perfil de autônomo e dos pontos que podem gerar dúvida.
- Revisão do DS-160 para que ocupação e renda fiquem coerentes com os seus documentos.
- Orientação sobre quais extratos, contratos, notas e declarações faz sentido levar.
- Preparação para a entrevista com as perguntas mais comuns para o seu tipo de trabalho.
- Apoio no agendamento e no acompanhamento até a retirada do passaporte.
O valor da assessoria depende do caso. Fale com a equipe pelo WhatsApp para receber os valores e começar.
Perguntas frequentes
Autônomo precisa ter renda mínima para tirar o visto americano?
Não. A Embaixada não publica renda mínima para o B1/B2. O cônsul avalia se a renda é compatível com a viagem e se você tem vínculos para voltar ao Brasil.
Sem holerite, qual documento substitui a comprovação de renda?
Não há um único substituto. Extratos bancários, declaração de Imposto de Renda, contratos com clientes e notas fiscais ou RPAs, juntos, mostram a renda e a regularidade do trabalho.
O cônsul sempre pede os documentos de renda?
Não. Os documentos de vínculo e capacidade financeira são analisados só se o cônsul pedir. Mesmo assim, vale levá-los organizados para não ser pego de surpresa.
Quem trabalha na informalidade consegue o visto?
Pode conseguir, mas precisa mostrar a atividade de outras formas, como recibos, transferências de clientes e declaração de IR coerente. Nunca crie documentos ou informe valores que não são reais.
MEI conta como autônomo para o visto americano?
O processo é o mesmo. O certificado de MEI ajuda a mostrar que a atividade é formalizada, e deve ser apresentado junto com extratos e notas que comprovem o movimento real.
Quanto custa o visto americano para autônomo?
A taxa MRV do B1/B2 é de US$ 185 por pessoa, paga por cartão de crédito, boleto ou Pix em ais.usvisa-info.com. A assessoria, se contratada, é cobrada à parte e depende do caso.
Se o visto for negado, posso tentar de novo logo?
Sim. A recusa pela seção 214(b) não tem recurso, mas é possível reaplicar a qualquer momento com novo DS-160 e nova taxa. O ideal é reaplicar quando a documentação ou a situação mudou.
Fontes oficiais
- br.usembassy.gov/non-immigrant-visas-overview/
- br.usembassy.gov/frequently-asked-questions-on-non-immigrant-visas/
- ais.usvisa-info.com/pt-br/niv/information/fee
- ais.usvisa-info.com/en-br/niv/information/required_docs
- www.federalregister.gov/documents/2025/07/22/2025-13738/uscis-immigration-fees-required-by-hr-1-reconciliation-bill
Conferidas em 20/10/2026. Regras de visto mudam: em caso de divergência, vale o site oficial. Veja nossa política editorial.