Ter namorado americano não impede o visto de turista B1/B2. O cônsul avalia se a viagem é temporária e se você tem vínculos com o Brasil (emprego, estudo, família). Se ele concluir que há intenção imigratória, o visto é recusado pela seção 214(b), sem recurso. A regra de ouro é a transparência: diga a verdade no DS-160 e na entrevista. A taxa é de US$ 185. Se o plano é casar e morar nos EUA, o caminho é outro, como o K-1. A Eu Vou Pro Mundo ajuda a avaliar qual visto combina com o seu caso.
O essencial
- Namoro com americano não é motivo automático de recusa; o que pesa é a intenção de voltar ao Brasil.
- Na primeira vez, todo solicitante faz entrevista presencial no consulado.
- A taxa MRV do B1/B2 é US$ 185, não reembolsável e válida por 365 dias para agendar.
- Recusa pela 214(b) não tem recurso, mas é possível reaplicar com novo DS-160 e nova taxa.
- Quem pretende casar e morar nos EUA deve avaliar o K-1 ou outro visto, e não o de turista.

Ter namorado americano impede o visto de turista?
Não. Muita gente viaja todo ano para visitar o parceiro nos EUA com o visto B1/B2 de turismo e negócios. Não existe regra que proíba quem namora um americano de tirar esse visto.
O ponto central é outro: o consulado precisa se convencer de que você vai visitar e voltar. O relacionamento entra na análise como mais um elemento da sua vida. Ele pode deixar o cônsul mais atento, porque um namoro à distância às vezes vem acompanhado do plano de morar junto. Quem mostra uma vida estável no Brasil e explica a viagem com clareza costuma ter uma entrevista tranquila.
Resumo honesto: o namoro não é um problema em si. O problema aparece quando a sua história sugere que você quer ficar.
Por que o cônsul olha com atenção: intenção imigratória e 214(b)
O B1/B2 é um visto de não imigrante. Na entrevista, o oficial avalia se você tem vínculos com o Brasil (trabalho, família, estudo, compromissos) e capacidade de pagar a viagem. A embaixada informa que essas provas podem ser pedidas pelo cônsul.
Quando ele não fica convencido de que a viagem é temporária, o visto é negado pela seção 214(b). Essa é a recusa mais comum e tem duas características:
- Não cabe recurso.
- Você pode reaplicar a qualquer momento, com novo DS-160 e nova taxa.
Sinais que costumam gerar dúvida no caso de quem tem namorado americano:
- Viagem longa, sem data de volta clara.
- Pedido de demissão, trancamento de faculdade ou venda de bens antes da viagem.
- Falas como "vamos ver se dá certo por lá" ou "ele vai me ajudar a arrumar algo".
- Planos de casamento nos EUA durante a visita.
- Parceiro pagando tudo, sem nenhuma renda sua.
Se você se reconhece em vários desses pontos, vale ler sobre a recusa pela seção 214(b) antes de agendar.
Quer ajuda para contar sua história com clareza no DS-160 e na entrevista?
Falar com especialistaTransparência: devo contar que tenho namorado nos EUA?
Sim. Sempre. Omitir o relacionamento é o pior caminho possível.
O DS-160 e a entrevista pedem informações verdadeiras sobre o motivo da viagem, onde você vai ficar e quem vai visitar. Se você vai se hospedar na casa do namorado, informe isso. Se o cônsul perguntar se você tem alguém nos EUA, responda com naturalidade.
Uma informação falsa pode trazer consequências muito mais sérias do que uma recusa comum. Na dúvida sobre como responder, peça ajuda; nunca invente.
A transparência também ajuda na prática. Uma história coerente ("namoramos há tanto tempo, ele já veio ao Brasil, vou passar 15 dias e volto para o meu trabalho") convence mais do que respostas evasivas. Veja como se preparar no guia da entrevista do visto americano.
Se você já ficou além do prazo nos EUA em outra viagem, tem antecedentes criminais ou já teve visto negado, o caso precisa de análise individual com especialista antes de qualquer novo pedido.
Como mostrar que a viagem é temporária
Não existe documento mágico. O cônsul decide principalmente pela conversa, mas ter provas organizadas ajuda se ele pedir. Este quadro resume o que costuma fazer sentido levar:
| Situação | O que pode mostrar seu vínculo com o Brasil |
|---|---|
| Empregado CLT ou servidor | Carteira de trabalho, holerites, carta da empresa com período de férias |
| Autônomo ou empresário | Contrato social, declaração de imposto de renda, extratos de movimentação |
| Estudante | Matrícula ativa, calendário do semestre, data de retorno às aulas |
| Família no Brasil | Filhos, pais dependentes, imóvel ou compromissos fixos |
| Viagem paga pelo parceiro | Sua própria renda ou reservas, mesmo que parte da viagem seja bancada por ele |
| Histórico do casal | Visitas anteriores dele ao Brasil, viagens suas com retorno no prazo |
Algumas atitudes ajudam bastante:
- Defina datas. Uma viagem com ida e volta planejadas, compatível com suas férias, passa mais segurança.
- Tenha renda própria. Mesmo que o namorado pague a hospedagem, mostre que você consegue arcar com a viagem.
- Seja coerente. O que está no DS-160 precisa bater com o que você fala na entrevista.
- Não trabalhe nos EUA com o B1/B2. O visto de turista não permite trabalho. Entenda os limites em posso trabalhar com visto de turista.
Carta convite do parceiro não é exigida e não garante nada. Ela pode até ajudar a contextualizar, mas o foco da análise é você.
Passo a passo do visto B1/B2 para visitar o namorado
O processo é o mesmo de qualquer turista brasileiro:
- Preencha o DS-160 em ceac.state.gov e imprima a confirmação. Desde 01/05/2025, o código de barras (AA…) precisa ser igual ao cadastrado no agendamento; se não for, a pessoa não é entrevistada. Veja como preencher o DS-160.
- Crie a conta em ais.usvisa-info.com e pague a taxa MRV de US$ 185 (cartão de crédito, boleto ou Pix). Ela não é reembolsável e vale 365 dias para agendar.
- Agende. Em Brasília, Rio e São Paulo, a primeira vez exige dois agendamentos: CASV (foto e digitais, pelo menos 1 dia antes) e entrevista. Em Porto Alegre e Recife, biometria e entrevista acontecem no mesmo atendimento, no consulado.
- Vá à entrevista sem celular, eletrônicos ou bolsas grandes. Leve passaporte, passaporte anterior com visto (se houver) e as confirmações do DS-160 e do agendamento.
- Acompanhe o status no CEAC e retire o passaporte no CASV (fica guardado só 30 dias) ou receba por courier.
O passaporte precisa valer durante a estadia prevista: brasileiros são isentos da regra dos 6 meses. Na chegada, quem define quanto tempo você pode ficar é o CBP, e isso fica registrado no I-94.
Sobre a Visa Integrity Fee de US$ 250, até a última verificação não havia cobrança confirmada nas páginas oficiais do Brasil. A regra está em definição, então confira no site oficial de agendamento antes de pagar.
Quando o turista não é o visto certo: K-1 e outros caminhos
Se o plano do casal é casar e morar nos EUA, o B1/B2 não foi feito para isso. Usar o visto de turista com esse objetivo escondido é exatamente o que a regra de intenção imigratória tenta barrar.
Para esse cenário existe o K-1, conhecido como visto de noivo(a). Ele tem etapas próprias, envolve o parceiro americano desde o início e documentação específica sobre o relacionamento. A taxa MRV da categoria K, no site oficial do Brasil, é de US$ 265.
| Ponto | B1/B2 (turismo) | K-1 (noivo ou noiva) |
|---|---|---|
| Objetivo | Visitar e voltar | Ir aos EUA para casar e ficar |
| Intenção de morar nos EUA | Não pode existir | É o próprio propósito |
| Taxa MRV no Brasil | US$ 185 | US$ 265 |
| Papel do parceiro americano | Anfitrião, no máximo | Parte ativa do processo |
Outras situações, como casar durante uma viagem de turismo ou tentar mudar de status já nos EUA, são complexas e exigem análise jurídica cuidadosa. Se esse é o seu cenário, comece pela página de imigração para os EUA e converse com especialista antes de viajar.
E se o visto for negado?
Uma recusa pela 214(b) não fecha a porta para sempre. Não há recurso, mas você pode reaplicar com novo DS-160 e nova taxa. Antes, vale entender o que mudou na sua vida desde a última tentativa: novo emprego, mais tempo de relacionamento com visitas do parceiro ao Brasil, viagens internacionais com retorno no prazo.
Reaplicar logo em seguida, com a mesma situação e as mesmas respostas, tende a levar ao mesmo resultado. Revise a história com calma e mantenha a verdade.
Como a Eu Vou Pro Mundo ajuda quem tem namorado nos EUA
A Eu Vou Pro Mundo é uma assessoria privada. Não somos governo, consulado nem embaixada, e as taxas oficiais são pagas à parte. A decisão sobre o visto é sempre do oficial consular.
No seu caso, a equipe:
- Analisa seu perfil e o objetivo real da viagem para indicar se o B1/B2 faz sentido ou se o K-1 ou outro visto é o caminho.
- Revisa o DS-160 para que as informações sobre hospedagem, contatos nos EUA e motivo da viagem fiquem corretas e coerentes.
- Organiza os documentos que mostram seus vínculos com o Brasil.
- Faz preparação para a entrevista, com foco em responder com clareza e honestidade sobre o relacionamento.
- Cuida do agendamento no CASV e no consulado.
O valor da assessoria depende do caso. Fale com a equipe pelo WhatsApp para receber os valores e começar.
Perguntas frequentes
Ter namorado americano faz o visto ser negado?
Não automaticamente. O cônsul avalia se a viagem é temporária e se você tem vínculos com o Brasil. O namoro só pesa contra quando a história sugere intenção de ficar nos EUA.
Devo dizer na entrevista que vou visitar meu namorado?
Sim. Informe a verdade no DS-160 e na entrevista, inclusive se vai se hospedar na casa dele. Omitir ou mentir pode trazer consequências mais graves do que uma recusa.
Meu namorado pode pagar minha viagem?
Pode, mas é importante que você também mostre renda e vínculos próprios no Brasil. Uma viagem totalmente bancada pelo parceiro, sem nenhuma estabilidade sua, tende a gerar dúvida.
Preciso de carta convite do meu namorado americano?
Não é exigida. Ela pode ajudar a contextualizar a viagem, mas não substitui as provas de que você vai voltar ao Brasil.
Posso casar nos EUA com visto de turista?
O visto de turista é para quem pretende visitar e voltar. Quem planeja casar e morar nos EUA deve avaliar o K-1 ou outro caminho com especialista antes de viajar.
Quanto custa o visto de turista e o K-1?
No site oficial de agendamento do Brasil, a taxa MRV do B1/B2 é US$ 185 e a da categoria K é US$ 265. As taxas não são reembolsáveis e a assessoria é cobrada à parte.
Fui negado pela 214(b). Quando posso tentar de novo?
Não há recurso, mas é possível reaplicar a qualquer momento com novo DS-160 e nova taxa. O ideal é reaplicar quando houver mudança real na sua situação.
Meu namorado precisa ir comigo à entrevista?
Não. A entrevista é do solicitante, e o consulado não permite celular, eletrônicos ou bolsas grandes. O que importa é você explicar sua viagem com clareza.
Fontes oficiais
- br.usembassy.gov/non-immigrant-visas-overview/
- br.usembassy.gov/frequently-asked-questions-on-non-immigrant-visas/
- ais.usvisa-info.com/pt-br/niv/information/fee
- ais.usvisa-info.com/en-br/niv/information/required_docs
Conferidas em 20/10/2026. Regras de visto mudam: em caso de divergência, vale o site oficial. Veja nossa política editorial.