Para turismo ou negócios por conta própria, o servidor público segue o processo comum do visto B1/B2: preenche o DS-160, paga a taxa MRV de US$ 185, faz biometria no CASV (quando aplicável) e passa por entrevista no consulado. O cargo público costuma ser um vínculo forte com o Brasil, mas não dispensa nenhuma etapa nem garante o visto. Viagem em missão oficial do governo segue outra categoria de visto, tratada pelo órgão. A Eu Vou Pro Mundo ajuda a organizar documentos e preparar a entrevista.
O essencial
- Servidor que viaja a passeio ou por conta própria pede o B1/B2 comum, com taxa de US$ 185 por pessoa.
- Na primeira vez, a entrevista presencial é obrigatória para qualquer perfil, inclusive servidor estável.
- Contracheque, ato de nomeação e declaração funcional são boas provas de vínculo, mas só são vistos se o cônsul pedir.
- Missão oficial a serviço do governo usa outra categoria de visto, organizada pelo órgão.
- A decisão é sempre do oficial consular; nenhum cargo garante a aprovação.

Servidor público precisa de visto para os EUA?
Sim. Todo brasileiro precisa de visto para entrar nos Estados Unidos, inclusive em conexão internacional. Ser servidor público, efetivo ou não, não muda essa regra. A única saída sem visto é para quem tem dupla nacionalidade de um país do Visa Waiver Program e viaja com o outro passaporte, usando o ESTA.
Para férias, visita à família, compras, congresso ou reunião por conta própria, o caminho é o visto B1/B2, o mesmo que qualquer brasileiro pede. O processo, a taxa e a entrevista são iguais. O que muda é a forma de mostrar sua vida no Brasil, e aí o servidor costuma ter uma vantagem prática: o vínculo de trabalho é formal e fácil de documentar.
O cargo público ajuda a contar sua história, mas a decisão é sempre do oficial consular. Estabilidade não é garantia de visto.
Viagem a passeio ou missão oficial: qual visto pedir?
Esse é o ponto que mais gera confusão. A pergunta certa é: quem está mandando você viajar e por quê?
| Situação | Tipo de visto | Quem organiza |
|---|---|---|
| Férias, turismo, visita a parentes | B1/B2 comum | Você, pelo DS-160 e ais.usvisa-info.com |
| Congresso, curso curto ou reunião por iniciativa própria | B1/B2 comum (parte B1, negócios) | Você |
| Missão oficial em nome do governo brasileiro | Categoria específica para funcionários de governo em serviço | O órgão, pelos canais oficiais |
| Estudo longo, mestrado ou doutorado | F-1 ou J-1, conforme o programa | Você, com a escola ou o sponsor |
Quando o governo envia o servidor em missão oficial, a viagem costuma seguir uma categoria própria de visto, tratada pelo setor responsável do órgão. Nossa base de fatos não traz os detalhes dessa categoria, então o caminho seguro é confirmar com a área de relações internacionais ou de viagens do seu órgão e no site da Embaixada dos EUA no Brasil.
Se a viagem tem dupla natureza (você vai a um evento com apoio do órgão e emenda férias), explique isso com clareza no DS-160 e na entrevista. Nunca escolha a categoria pensando no que parece mais fácil. Para entender o que o B1 permite, veja nosso guia sobre visto de negócios para os EUA.
Quer que a gente monte sua pasta de vínculo de servidor para a entrevista?
Falar com especialistaPor que o cargo público conta como vínculo forte?
Na entrevista do B1/B2, o oficial quer entender se você vai voltar ao Brasil depois da viagem. Uma recusa por falta desse convencimento aparece como seção 214(b). O servidor costuma ter elementos claros para mostrar retorno:
- Trabalho formal e contínuo, com remuneração mensal registrada em contracheque.
- Férias ou afastamento autorizados, com datas definidas de saída e retorno.
- Carreira de longo prazo, muitas vezes com estabilidade e progressão.
- Renda compatível com o custo da viagem.
Isso não significa aprovação automática. O oficial avalia o conjunto: família, patrimônio, histórico de viagens, coerência entre o DS-160 e as respostas. Um servidor com plano de viagem confuso ou com informações divergentes no formulário pode ter o visto negado como qualquer outra pessoa.
Perfis como comissionado sem vínculo efetivo, contratado temporário ou estagiário de órgão público têm vínculo mais curto. Vale reforçar outros laços: família, imóvel, estudo, outras fontes de renda.
Quais documentos o servidor público deve levar?
Os documentos obrigatórios são os mesmos para todos. Os de vínculo e renda não são exigidos de forma fixa: a embaixada diz que podem ser pedidos se o cônsul quiser ver. Por isso, leve organizados, mas não entregue sem ser solicitado.
Obrigatórios
- Passaporte válido. Brasileiros estão isentos da regra dos 6 meses: basta o passaporte valer durante a estadia prevista.
- Passaporte anterior com o último visto americano, se houver.
- Página de confirmação do DS-160.
- Confirmação do agendamento.
- Foto 5x5 cm, fundo branco, tirada nos últimos 6 meses, quando exigida (Porto Alegre, Recife e quem não vai ao CASV).
Sugeridos para provar vínculo e renda
| Perfil | Documentos que ajudam a mostrar vínculo |
|---|---|
| Servidor efetivo | Contracheques recentes, ato de nomeação ou termo de posse, declaração funcional do RH |
| Comissionado ou temporário | Ato de nomeação ou contrato, contracheques, provas de outros vínculos (família, imóvel) |
| Servidor aposentado | Comprovante de proventos, declaração de imposto de renda, provas de patrimônio e família |
| Militar | Documento funcional e comprovante de remuneração, além da autorização de férias |
Outros itens úteis: publicação ou comprovante de férias, extratos bancários, declaração de imposto de renda e, se houver, certidão de casamento e documentos de imóvel. Confira a lista completa em documentos para o visto americano.
Se a viagem for para tratamento médico, leve diagnóstico do médico local, carta do médico ou hospital nos EUA com custo estimado e prova de recursos.
Passo a passo do visto B1/B2 para servidor
- Preencha o DS-160 em ceac.state.gov. Descreva cargo, órgão, data de admissão e salário de forma exata. Nosso guia de como preencher o DS-160 mostra campo a campo.
- Crie a conta em ais.usvisa-info.com com dados idênticos aos do DS-160 (exigência desde 24/06/2025).
- Pague a MRV de US$ 185 por cartão de crédito, boleto ou Pix. A taxa vale 365 dias para agendar, não é reembolsável nem transferível.
- Agende. Em Brasília, Rio e São Paulo, a primeira vez exige CASV (foto e digitais, pelo menos 1 dia antes) e entrevista. Em Porto Alegre e Recife, biometria e entrevista acontecem no mesmo atendimento, no consulado.
- Confira o código do DS-160. O código de barras (AA...) precisa ser igual ao do agendamento. Se não for, você não é entrevistado.
- Faça a entrevista sem celular, eletrônicos ou bolsas grandes. Prepare-se com nosso guia da entrevista do visto americano.
- Acompanhe o status no CEAC e retire o passaporte no CASV (fica guardado 30 dias) ou receba por courier.
Quanto custa
| Item | Valor |
|---|---|
| Taxa MRV B1/B2 | US$ 185 por pessoa, inclusive crianças |
| Entrevista antecipada paga (piloto 01/07 a 31/12/2026) | US$ 750, só em postos selecionados; participação do Brasil não confirmada |
| Visa Integrity Fee (US$ 250) | Sem cobrança confirmada até agora |
A cotação em reais do boleto ou Pix não é publicada nas páginas oficiais consultadas. A Visa Integrity Fee foi criada por lei, mas ainda depende de implementação; acompanhe no site oficial de agendamento. Mais detalhes em quanto custa o visto americano.
Renovação, validade e cuidados na viagem
O servidor que já tem B1/B2 pode renovar sem entrevista se cumprir todos os critérios: pedido feito no Brasil por cidadão ou residente; visto válido ou vencido há menos de 12 meses; emitido quando já tinha 18 anos ou mais; com validade plena; sem recusa anterior, perda, roubo ou cancelamento. Mesmo assim, o consulado pode chamar para entrevista. Veja as regras em renovar o visto americano sem entrevista.
Sobre validade: para brasileiros, o B1/B2 costuma sair com até 10 anos e múltiplas entradas, mas essa informação não foi confirmada na tabela oficial de reciprocidade, que estava inacessível na nossa checagem. A data de expiração é o último dia para chegar a um porto de entrada. O tempo que você pode ficar é definido pelo CBP na chegada e registrado no I-94.
Cuidados práticos:
- Verifique as regras do seu órgão sobre férias e afastamento antes de comprar passagem.
- Mantenha coerência entre DS-160, documentos e respostas.
- Não use o B1/B2 para trabalhar nos EUA, nem para estudo de longa duração.
- Se tiver qualquer recusa, problema migratório ou processo criminal no passado, peça uma análise especializada antes de aplicar.
Se o visto for negado pela 214(b), não cabe recurso, mas você pode reaplicar quando quiser, com novo DS-160 e nova taxa. Reaplicar sem mudar nada na sua situação ou na forma de explicá-la raramente muda o resultado.
Como a Eu Vou Pro Mundo ajuda o servidor público
A Eu Vou Pro Mundo é uma assessoria privada. Não somos governo, consulado nem embaixada, e as taxas oficiais são pagas à parte, diretamente ao Departamento de Estado. No caso do servidor, nosso trabalho é:
- Confirmar se a sua viagem cabe no B1/B2 ou se é missão oficial, que deve seguir pelo órgão.
- Preencher e revisar o DS-160 com cargo, órgão e renda descritos de forma correta.
- Montar a pasta de vínculo adequada ao seu perfil (efetivo, comissionado, aposentado, militar).
- Cuidar do agendamento e conferir o código do DS-160.
- Fazer uma simulação de entrevista para você explicar sua viagem com segurança.
Não prometemos aprovação, porque a decisão é do oficial consular. O valor da assessoria depende do caso e do número de pessoas; a equipe envia os valores pelo WhatsApp. Saiba mais sobre o visto americano com assessoria.
Perguntas frequentes
Servidor público tem mais facilidade para tirar o visto americano?
O cargo público costuma ser um vínculo forte e fácil de comprovar, o que ajuda a explicar o retorno ao Brasil. Mesmo assim, o oficial avalia o conjunto do perfil e a decisão é sempre dele.
Servidor público precisa fazer entrevista?
Sim, na primeira vez todos fazem entrevista presencial, de qualquer idade e profissão. Na renovação, a dispensa só vale para quem cumpre os critérios gerais da embaixada.
Quais documentos o servidor deve levar à entrevista?
Obrigatórios são passaporte, confirmação do DS-160 e do agendamento. Contracheques, ato de nomeação, declaração funcional e comprovante de férias ajudam a mostrar vínculo, mas só devem ser entregues se o cônsul pedir.
Viagem a trabalho pelo órgão usa o visto de turista?
Se o governo envia você em missão oficial, a viagem costuma seguir uma categoria própria de visto, organizada pelo órgão. Congresso ou curso curto por iniciativa própria pode caber no B1/B2; confirme a natureza da viagem com o seu órgão.
Quanto custa o visto americano para servidor público?
A taxa MRV do B1/B2 é de US$ 185 por pessoa, paga por cartão, boleto ou Pix. Ela não é reembolsável e vale 365 dias para agendar.
Servidor comissionado ou temporário consegue o visto?
Pode conseguir, mas o vínculo de trabalho é mais curto. Vale reforçar outros laços com o Brasil, como família, imóvel, estudo ou outras fontes de renda.
Servidor aposentado precisa de algo diferente?
O processo é o mesmo. Comprovante de proventos, declaração de imposto de renda e provas de família e patrimônio ajudam a mostrar vínculo e capacidade de pagar a viagem.
Preciso de autorização do órgão para viajar?
O consulado não exige autorização do órgão para o B1/B2, mas cada órgão tem regras próprias de férias e afastamento. Confira com o seu RH antes de marcar a viagem.
Fontes oficiais
- br.usembassy.gov/non-immigrant-visas-overview/
- br.usembassy.gov/frequently-asked-questions-on-non-immigrant-visas/
- ais.usvisa-info.com/pt-br/niv/information/fee
- ais.usvisa-info.com/en-br/niv/information/required_docs
- www.federalregister.gov/documents/2026/06/09/2026-11513/schedule-of-fees-for-consular-services-department-of-state-and-overseas-embassies-and
Conferidas em 20/10/2026. Regras de visto mudam: em caso de divergência, vale o site oficial. Veja nossa política editorial.