A imigração para a Austrália é feita por vistos pedidos online no ImmiAccount, do Department of Home Affairs. A residência por qualificação (skilled migration) usa um teste de pontos com critérios publicados pelo governo, que mudam com frequência. Para brasileiros, os caminhos de entrada mais usados são o visto de estudante 500 (taxa-base de AUD 2.500, trabalho de até 48 horas por quinzena) e o Work and Holiday 462 (18 a 30 anos, AUD 840). A Eu Vou Pro Mundo ajuda a escolher a rota e montar o pedido, mas quem decide é o governo australiano.
O essencial
- Todo pedido de visto australiano é feito online no ImmiAccount; a Embaixada em Brasília não recebe pedidos.
- O skilled migration usa teste de pontos; critérios e nota mínima ficam na página oficial do Home Affairs e mudam.
- Visto de estudante 500: AUD 2.500 de taxa-base, até 48 horas de trabalho por quinzena e duração de até 6 anos.
- Work and Holiday 462: 18 a 30 anos, AUD 840, 500 vagas para o Brasil no ano-programa, cota 'paused' em 12/10/2026.
- O visto de turista 600 não permite trabalhar e não pode ser prorrogado.

Como funciona a imigração para a Austrália?
A Austrália organiza a entrada de estrangeiros por subclasses de visto, cada uma com finalidade, taxa e requisitos próprios. O pedido é feito online, no ImmiAccount do Department of Home Affairs. A Embaixada da Austrália em Brasília não recebe pedidos de visto, então todo o processo acontece pela internet, com envio digital de documentos.
Na prática, quem quer morar lá costuma seguir uma de duas lógicas:
- Imigração direta por qualificação (skilled): o profissional prova formação, experiência e inglês e entra num sistema de pontos.
- Imigração em etapas: a pessoa entra com um visto temporário (estudo ou Work and Holiday), ganha inglês, experiência e rede de contatos, e depois avalia um visto de trabalho ou de residência.
Para a maioria dos brasileiros, a segunda lógica é mais realista no começo. Mas a escolha depende de idade, profissão, inglês e orçamento.
Quais vistos aparecem no caminho de quem quer imigrar
| Visto | Para quem | Taxa oficial (requerente principal) | Pode trabalhar? | Duração |
|---|---|---|---|---|
| Skilled (por pontos) | Profissionais qualificados | Consultar tabela do Home Affairs | Sim | Conforme a subclasse |
| Student 500 | Quem faz curso registrado (CRICOS) | AUD 2.500 (inglês/ELICOS: AUD 2.050) | Até 48 h por quinzena no período letivo | Até 6 anos, conforme a matrícula |
| Work and Holiday 462 | 18 a 30 anos | AUD 840 (1º visto) | Sim, até 6 meses por empregador | 12 meses a partir da entrada |
| Visitor 600 (turismo) | Visitas curtas | AUD 250 (pedido fora da Austrália) | Não | Em geral 3 meses por estada |
Os valores vêm da tabela oficial de preços do Home Affairs, atualizada em 01/07/2026. Exames médicos, certidões policiais, seguro saúde e biometria podem gerar custos à parte.
O que é o skilled migration e como funciona o sistema de pontos?
O skilled migration é o programa de imigração por qualificação profissional. A lógica é simples: o governo australiano quer atrair pessoas com competências que o mercado precisa, e mede o perfil de cada candidato por um teste de pontos.
Em linhas gerais, o processo segue esta ordem:
- Conferir se a sua ocupação está nas listas de profissões aceitas pelo governo.
- Validar a formação e a experiência com o órgão avaliador da profissão (skills assessment).
- Fazer um teste de inglês aceito.
- Calcular a sua pontuação com base na tabela oficial.
- Registrar o interesse no sistema do governo e aguardar um convite.
- Com o convite, enviar o pedido de visto completo e pagar a taxa.
A tabela de pontos considera critérios como idade, nível de inglês, experiência profissional e formação. Não publicamos aqui notas de corte, pontuações nem valores do skilled porque esses números são revistos pelo governo com frequência e variam conforme a subclasse e a ocupação. A fonte certa é a página do Department of Home Affairs, no momento em que você for aplicar.
Antes de investir em teste de inglês ou validação de diploma, vale checar se a sua profissão está nas listas atuais. É o primeiro filtro e o que mais elimina candidatos.
Por que tanta gente começa estudando
Muitos brasileiros não pontuam o suficiente logo de início, seja pela idade, pelo inglês ou pela falta de experiência reconhecida. Estudar ou trabalhar temporariamente na Austrália ajuda a ganhar inglês e vivência local. Isso não gera direito automático a residência: cada visto futuro é um novo pedido, analisado do zero.
Se o seu foco é trabalho, veja também os caminhos de visto de trabalho na Austrália.
Quer saber qual visto australiano faz sentido para o seu perfil hoje?
Falar com especialistaVisto de estudante 500: o caminho mais usado por brasileiros
O Student visa (subclass 500) serve para quem vai fazer um curso registrado no CRICOS. Ele permite trabalhar até 48 horas por quinzena durante o período letivo e dura até 6 anos, alinhado à matrícula. Mestrado por pesquisa e doutorado não têm limite de horas de trabalho.
Taxas do visto 500
- AUD 2.500: requerente principal na categoria geral (inclui pós-graduação por pesquisa).
- AUD 2.050: cursos de inglês (ELICOS) e Non-Award.
- Dependentes na categoria geral: AUD 1.530 (18 anos ou mais) e AUD 500 (menores de 18).
- Dependentes em ELICOS/Non-Award: AUD 1.255 e AUD 410.
- O OSHC (seguro saúde obrigatório) e os exames são pagos à parte.
Requisitos principais
- Confirmation of Enrolment (CoE) válida, emitida pela instituição.
- OSHC contratado, salvo exceções.
- Genuine Student: respostas em inglês, com até 150 palavras por pergunta.
- Inglês comprovado quando exigido. Testes presenciais são aceitos; testes 100% online ou feitos em casa não são. Quem vai fazer ELICOS como curso principal está isento.
- Capacidade financeira: AUD 29.710 para 12 meses de custo de vida, mais as taxas do curso e a viagem (AUD 2.000 para quem aplica de fora). Outra opção é comprovar renda anual dos pais ou do cônjuge de pelo menos AUD 87.856.
- Requisitos de saúde e de caráter.
O processamento segue a Ministerial Direction 115, aplicada a pedidos feitos a partir de 14/11/2025. O tempo médio aparece na ferramenta oficial de prazos do Home Affairs. Detalhes no nosso guia do visto de estudante na Austrália.
Work and Holiday 462: a porta de entrada para quem tem até 30 anos
O Brasil é país elegível ao Work and Holiday (subclass 462). Ele permite ficar 12 meses, trabalhar (até 6 meses por empregador) e estudar por até 4 meses.
Atenção à cota: o Brasil tem 500 vagas no ano-programa de 01/07/2026 a 30/06/2027. Em 12/10/2026, a página oficial de status das cotas mostrava o Brasil como 'paused', ou seja, pedidos temporariamente suspensos. A cota pode reabrir no mesmo ano-programa, mas não há data. Confira a página 'Status of country caps' antes de qualquer gasto.
Requisitos do primeiro 462
- Ter de 18 a 30 anos (aplicar até a véspera de completar 31, horário AEST).
- Aplicar de fora da Austrália, sem filhos dependentes acompanhando.
- Requisito educacional definido para o Brasil, publicado pela Embaixada australiana (em geral, ensino superior concluído ou pelo menos 2 anos de graduação).
- Inglês funcional, com teste aprovado nos 12 meses anteriores ao pedido.
- Cerca de AUD 5.000 para a estadia inicial, mais passagem de saída.
- Requisitos de saúde e caráter.
- Não ter tido visto 417 ou 462 antes.
A taxa do primeiro visto é AUD 840. O segundo e o terceiro custam AUD 1.000 cada, e o segundo exige 3 meses de trabalho especificado. O processamento médio esperado é de cerca de 3 meses, e o próprio Home Affairs pede para não comprar passagem antes da concessão. Saiba mais em Work and Holiday na Austrália.
Posso ir como turista e procurar trabalho lá?
Não. O Visitor 600 (Tourist stream) custa a partir de AUD 250 quando pedido fora da Austrália e costuma dar 3 meses de estadia (até 12 meses em certos casos). Ele não permite trabalhar e só autoriza estudo de até 3 meses.
Outros pontos que pesam para quem pensa em imigrar:
- O visto 600 não é prorrogável. Para ficar mais, é preciso pedir outro visto.
- Brasileiros não são elegíveis à ETA (601) nem ao eVisitor (651).
- O oficial avalia se você é um visitante genuíno, com intenção de estadia temporária.
Usar o visto de turismo como plano de mudança é um risco real. Se você já teve problema migratório em qualquer país, procure análise com especialista antes de aplicar.
Biometria, exames e onde fazer o pedido
O pedido é 100% online. Quando o governo exige biometria, ele avisa, e ela pode ser feita pelo app Australian Immi ou num centro de coleta (ABCC). A lista oficial consultada (março/2026) não mostra centro de biometria australiano no Brasil. Se a coleta presencial for exigida, pode ser preciso usar o app ou ir a outro país. Essa informação está em revisão: confirme caso a caso na página oficial de biometria do Home Affairs.
Exames médicos são feitos com médicos credenciados pelo governo australiano, quando solicitados.
Passo a passo para planejar a sua imigração
- Defina o objetivo: estudar, trabalhar por um ano ou buscar residência por qualificação.
- Faça um diagnóstico honesto: idade, profissão, nível de inglês, formação e orçamento.
- Escolha o visto de entrada com base nesse diagnóstico, comparando custos e regras na tabela acima.
- Prepare o inglês com teste presencial aceito pelo governo.
- Reúna as provas financeiras exigidas pela subclasse escolhida.
- Crie o ImmiAccount, preencha o pedido, anexe os documentos e pague a taxa.
- Aguarde a decisão sem comprar passagem antes. O visto é digital, sem etiqueta no passaporte.
Para ver todos os custos em um só lugar, consulte quanto custa o visto australiano.
Como a Eu Vou Pro Mundo ajuda na imigração para a Austrália
A Eu Vou Pro Mundo é uma assessoria privada de vistos. Não somos governo, consulado nem embaixada, e as taxas oficiais do Home Affairs são pagas à parte, direto ao governo australiano.
No seu caso, a equipe:
- Analisa o seu perfil e indica qual visto faz sentido agora (500, 462 ou outro) e o que observar para um skilled no futuro.
- Monta o checklist de documentos e revisa provas financeiras e respostas do Genuine Student.
- Acompanha o preenchimento no ImmiAccount para evitar erros e inconsistências.
- Avisa sobre mudanças de regra, como a reabertura da cota do 462.
A decisão é sempre do governo australiano, e nenhuma assessoria pode garantir o resultado. O valor da assessoria depende do caso: fale com a equipe pelo WhatsApp para receber a proposta. Conheça mais sobre a nossa assessoria para visto australiano.
Perguntas frequentes
Qual é o jeito mais fácil de imigrar para a Austrália sendo brasileiro?
Não existe um caminho único. Muitos brasileiros começam com o visto de estudante 500 ou com o Work and Holiday 462 e, depois, avaliam um visto de trabalho ou de residência. A rota certa depende de idade, profissão, inglês e orçamento.
Quantos pontos preciso para o skilled da Austrália?
A nota mínima e a tabela de pontos são definidas pelo Department of Home Affairs e mudam com frequência. Consulte a página oficial no momento do pedido; a equipe também pode verificar a sua pontuação.
Quanto custa o visto de estudante para a Austrália?
A taxa-base é de AUD 2.500 para a maioria dos estudantes e de AUD 2.050 para cursos de inglês (ELICOS). O seguro OSHC e os exames são pagos à parte.
Brasileiro pode fazer Work and Holiday na Austrália agora?
O Brasil é elegível, com 500 vagas no ano-programa 2026/2027, mas em 12/10/2026 a cota estava com status 'paused'. Confira a página oficial de status das cotas antes de aplicar.
Posso trabalhar na Austrália com visto de estudante?
Sim, até 48 horas por quinzena durante o período letivo. Mestrado por pesquisa e doutorado não têm limite de horas.
Dá para entrar como turista e mudar de visto lá dentro?
O visto de turista 600 não permite trabalhar e não pode ser prorrogado; para ficar mais tempo é preciso pedir outro visto. Usar o turismo como plano de mudança é arriscado e deve ser analisado com cuidado.
Preciso ir à Embaixada da Austrália em Brasília?
Não. A Embaixada não recebe pedidos de visto: todo o processo é online pelo ImmiAccount. Se houver biometria, o governo avisa como e onde fazer.
Quanto dinheiro preciso comprovar para estudar na Austrália?
AUD 29.710 para 12 meses de custo de vida, mais taxas do curso e AUD 2.000 de viagem para quem aplica de fora. Outra opção é comprovar renda anual dos pais ou do cônjuge de pelo menos AUD 87.856.
Fontes oficiais
- immi.homeaffairs.gov.au/visas/getting-a-visa/visa-listing/student-500
- immi.homeaffairs.gov.au/visas/getting-a-visa/fees-and-charges/current-visa-pricing
- immi.homeaffairs.gov.au/visas/getting-a-visa/visa-listing/work-holiday-462/first-work-holiday-462
- immi.homeaffairs.gov.au/what-we-do/whm-program/status-of-country-caps
- immi.homeaffairs.gov.au/help-support/meeting-our-requirements/biometrics
Conferidas em 20/10/2026. Regras de visto mudam: em caso de divergência, vale o site oficial. Veja nossa política editorial.