Para trabalhar na Austrália, o brasileiro tem três caminhos principais. O Work and Holiday (subclass 462) vale para quem tem 18 a 30 anos, custa AUD 840 e permite trabalhar por 12 meses, mas a cota do Brasil estava pausada em 12/10/2026. O Student visa (subclass 500) custa AUD 2.500 e permite trabalhar até 48 horas por quinzena no período letivo. Há ainda os vistos patrocinados por empregador. O visto de turista (600) não permite trabalhar. A Eu Vou Pro Mundo ajuda a escolher o caminho certo e montar o pedido.
O essencial
- Work and Holiday 462: brasileiros de 18 a 30 anos, AUD 840 no primeiro visto, 12 meses de estadia e até 6 meses por empregador.
- A cota do Brasil no 462 (500 vagas no ano-programa 2026/2027) estava com status 'paused' em 12/10/2026, sem data de reabertura.
- Student visa 500: AUD 2.500 (AUD 2.050 para cursos de inglês) e trabalho de até 48 horas por quinzena no período letivo.
- O Visitor visa 600 (AUD 250) não permite trabalhar na Austrália.
- Todos os pedidos são online no ImmiAccount; a Embaixada da Austrália em Brasília não recebe pedidos de visto.

Quais são os caminhos de visto de trabalho na Austrália para brasileiros?
Não existe um único "visto de trabalho" australiano. Existem categorias diferentes, cada uma com regras próprias sobre quem pode pedir, quanto tempo pode ficar e quanto pode trabalhar. Para o brasileiro, os caminhos se dividem em três grupos:
- Work and Holiday (subclass 462): para jovens de 18 a 30 anos que querem viajar e trabalhar por até 12 meses.
- Student visa (subclass 500): para quem vai estudar em curso registrado e quer trabalhar meio período.
- Vistos patrocinados por empregador e de migração qualificada: para quem tem profissão demandada e quer um caminho de longo prazo.
O visto de turista (Visitor 600) fica de fora dessa lista porque não autoriza trabalho. Brasileiros também não podem usar a ETA (601) nem o eVisitor (651): toda entrada exige visto.
| Caminho | Quem pode pedir | Taxa oficial do principal | Trabalho permitido | Estadia |
|---|---|---|---|---|
| Work and Holiday 462 | 18 a 30 anos, fora da Austrália, sem filhos dependentes | AUD 840 (1º visto) | Sim, até 6 meses por empregador | 12 meses a partir da entrada |
| Student 500 | Matriculado em curso CRICOS, com CoE | AUD 2.500 (AUD 2.050 em inglês/ELICOS) | Até 48 horas por quinzena no período letivo | Até 6 anos, conforme a matrícula |
| Patrocinado / qualificado | Profissional com oferta ou perfil elegível | Consultar Home Affairs | Sim, conforme a categoria | Conforme a categoria |
| Visitor 600 (turismo) | Visitante genuíno | AUD 250 | Não | Em geral 3 meses |
As taxas são do governo australiano, pagas no próprio pedido. Para ver o custo total com exames, seguro e extras, leia quanto custa o visto australiano.
Work and Holiday (subclass 462): o caminho mais direto para quem tem até 30 anos
O Brasil é país elegível ao Work and Holiday 462. É o visto que mais combina com a ideia de "ir trabalhar na Austrália" sem precisar de oferta de emprego antes de viajar.
O que o 462 permite
- Ficar 12 meses na Austrália a partir da entrada, com entradas múltiplas.
- Trabalhar, com limite de até 6 meses por empregador.
- Estudar por até 4 meses.
- Entrar no país em até 12 meses depois da concessão.
Quem pode pedir
- Ter de 18 a 30 anos. O pedido precisa ser feito até a véspera de completar 31 anos (horário AEST).
- Aplicar de fora da Austrália, sozinho e sem filhos dependentes acompanhando.
- Ter inglês funcional, com teste aprovado feito nos 12 meses anteriores ao pedido.
- Comprovar cerca de AUD 5.000 para a estadia inicial e passagem de saída.
- Atender ao requisito educacional definido para o Brasil. Em geral, pede-se ensino superior concluído ou ao menos 2 anos de graduação. A regra específica está na página da Embaixada australiana e convém conferir antes de aplicar.
- Cumprir requisitos de saúde e de caráter e nunca ter tido 417 ou 462 antes (para o primeiro visto).
Atenção à cota do Brasil
O 462 tem limite anual de vagas por país. Para o ano-programa de 1/7/2026 a 30/6/2027, o Brasil tem 500 vagas. Em 12/10/2026, a página oficial "Status of country caps" mostrava a cota do Brasil como paused, ou seja, pedidos temporariamente suspensos. A cota pode reabrir no mesmo ano-programa, mas não há data anunciada.
Com status "paused" ou "closed", não é possível aplicar. Antes de fazer teste de inglês ou juntar documentos, confira o status na página oficial do Home Affairs.
Para o Brasil não há sorteio (ballot); ele é obrigatório só para China, Índia e Vietnã. O segundo e o terceiro visto 462 custam AUD 1.000 cada, e o segundo exige 3 meses de trabalho especificado durante o primeiro. O processamento médio esperado é de cerca de 3 meses, e o próprio governo pede para não comprar passagem antes da concessão. Veja o guia completo do Work and Holiday na Austrália.
Quer saber qual visto de trabalho australiano combina com o seu perfil?
Falar com especialistaVisto de estudante (subclass 500): estudar e trabalhar meio período
Para quem passou dos 30 anos ou não quer depender da cota do 462, o Student visa 500 é o caminho mais usado por brasileiros. O foco do visto é o estudo, e o trabalho entra como complemento.
Regras de trabalho
- Até 48 horas por quinzena durante o período letivo.
- Mestrado por pesquisa e doutorado: sem limite de horas.
- Validade de até 6 anos, alinhada à matrícula.
Taxas oficiais
- AUD 2.500 para a maioria dos estudantes (inclui pós-graduação por pesquisa).
- AUD 2.050 para cursos de inglês (ELICOS) e Non-Award.
- Dependentes na categoria geral: AUD 1.530 (18 anos ou mais) e AUD 500 (menores de 18). Em ELICOS/Non-Award: AUD 1.255 e AUD 410.
- O seguro saúde obrigatório (OSHC) e os exames são pagos à parte.
Requisitos principais
- Confirmation of Enrolment (CoE) de curso registrado no CRICOS.
- OSHC contratado, salvo exceções.
- Atender ao requisito de Genuine Student, com respostas em inglês de até 150 palavras por pergunta.
- Comprovar inglês quando exigido. Testes presenciais são aceitos; testes 100% online ou feitos em casa não são. Quem tem como curso principal o ELICOS fica isento.
- Capacidade financeira: AUD 29.710 por 12 meses de custo de vida, mais as taxas do curso e a viagem (AUD 2.000 para quem aplica de fora). Outra opção é comprovar renda anual dos pais ou do cônjuge de pelo menos AUD 87.856.
Detalhes e documentos estão no guia do visto de estudante na Austrália.
Vistos patrocinados e migração qualificada: o caminho de longo prazo
Além do 462 e do 500, a Austrália tem vistos ligados a uma oferta de emprego de empresa patrocinadora e vistos de migração qualificada, voltados a profissões em falta no país. Esses caminhos costumam exigir avaliação da profissão, experiência comprovada, inglês e, em vários casos, um empregador disposto a patrocinar.
Como cada categoria tem requisitos, taxas e listas de ocupações próprias, e essas regras mudam com frequência, não vamos citar números aqui. A fonte certa é o site do Department of Home Affairs, onde cada visto tem página própria. Nossa equipe confere o enquadramento do seu perfil e informa os valores atualizados.
Para entender o panorama de residência e migração, leia imigração para a Austrália.
Por que o visto de turista (subclass 600) não serve para trabalhar
O Visitor 600 (Tourist stream) custa AUD 250 quando pedido fora da Austrália e costuma dar 3 meses de estadia (até 12 meses em certos casos). Ele exige que a pessoa seja visitante genuíno e não trabalhe no país. Permite estudo de até 3 meses.
Três pontos importantes:
- O 600 não é prorrogável. Para ficar mais, é preciso pedir outro visto.
- Trabalhar com visto de turista viola as condições do visto e pode prejudicar pedidos futuros.
- Quem quer conhecer o país antes de decidir pode usar o 600 para isso e planejar o visto de trabalho ou estudo depois. Veja o guia do visto de turismo para a Austrália.
Passo a passo para pedir um visto com permissão de trabalho
O processo australiano é todo online. A Embaixada da Austrália em Brasília não recebe pedidos de visto.
- Escolha a categoria. Idade, objetivo e orçamento definem se o caminho é 462, 500 ou patrocinado.
- Confira a disponibilidade. No 462, veja se a cota do Brasil está "open". No 500, obtenha a oferta e o CoE da instituição.
- Faça o teste de inglês em formato aceito (presencial no caso do 500; no 462, feito nos 12 meses anteriores ao pedido).
- Reúna os documentos: passaporte, comprovantes financeiros, escolaridade, OSHC (no 500) e respostas do Genuine Student. A lista por perfil está em documentos para o visto australiano.
- Crie o ImmiAccount, preencha o pedido e pague a taxa.
- Biometria e exames, se pedidos. O governo avisa quando for o caso. A lista oficial de centros de biometria (março/2026) não traz unidade no Brasil. Pode ser possível usar o app Australian Immi, mas, se houver coleta presencial, o brasileiro pode ter de ir a outro país, como Peru ou Colômbia. Esse ponto não está confirmado e deve ser verificado caso a caso.
- Aguarde a decisão. O visto é digital, sem etiqueta no passaporte.
Erros que mais atrapalham o pedido
- Comprar passagem antes da concessão, principalmente no 462, que leva em média 3 meses.
- Fazer teste de inglês online quando o visto exige formato presencial.
- Deixar o 462 para a última hora e completar 31 anos antes de aplicar.
- Juntar documentos com a cota pausada sem acompanhar a reabertura.
- Respostas genéricas no Genuine Student, sem ligação clara entre o curso, a carreira e o histórico.
- Comprovação financeira abaixo do mínimo ou sem origem clara dos recursos.
Se você já teve visto recusado para a Austrália ou outro país, ou tem algum problema migratório no passado, vale uma análise individual antes do novo pedido. Veja também visto australiano negado.
Como a Eu Vou Pro Mundo ajuda no seu visto para a Austrália
A Eu Vou Pro Mundo é uma assessoria privada de vistos. Não somos governo, consulado nem embaixada, e a decisão sobre o visto é sempre do Department of Home Affairs. As taxas oficiais são pagas à parte, diretamente ao governo australiano.
No seu caso, a equipe:
- Analisa idade, formação, inglês e objetivo para indicar o caminho mais adequado (462, 500 ou outra categoria).
- Acompanha o status da cota do Brasil no Work and Holiday.
- Monta a lista de documentos do seu perfil e revisa a comprovação financeira.
- Orienta o preenchimento no ImmiAccount e as respostas do Genuine Student, sempre com informações verdadeiras.
- Explica os próximos passos se houver pedido de biometria ou exames.
O valor da assessoria depende do tipo de visto e do seu caso. Fale com a equipe pelo WhatsApp para receber os valores e começar.
Perguntas frequentes
Brasileiro pode trabalhar na Austrália?
Sim, com o visto certo. Os caminhos mais comuns são o Work and Holiday 462, para quem tem de 18 a 30 anos, e o Student visa 500, que permite trabalhar até 48 horas por quinzena no período letivo.
Quanto custa o visto de trabalho na Austrália?
O primeiro Work and Holiday 462 custa AUD 840, e o segundo e o terceiro custam AUD 1.000. O Student visa 500 custa AUD 2.500 para a maioria dos cursos ou AUD 2.050 para cursos de inglês. Exames, seguro e assessoria são custos à parte.
O Work and Holiday para brasileiros está aberto?
Em 12/10/2026, a cota do Brasil (500 vagas no ano-programa 2026/2027) estava com status 'paused'. Ela pode reabrir no mesmo ano-programa, mas não há data; confira a página 'Status of country caps' do Home Affairs.
Qual a idade máxima para o Work and Holiday na Austrália?
O pedido deve ser feito entre 18 e 30 anos, no máximo até a véspera de completar 31 anos, no horário AEST.
Posso trabalhar na Austrália com visto de turista?
Não. O Visitor visa 600 exige que você não trabalhe no país. Ele permite apenas estudo de até 3 meses.
Quanto dinheiro preciso para o Work and Holiday?
O governo pede cerca de AUD 5.000 para a estadia inicial, além da passagem de saída.
Precisa ir à embaixada para pedir o visto australiano?
Não. O pedido é online pelo ImmiAccount, e a Embaixada da Austrália em Brasília não recebe pedidos de visto. Se a biometria for exigida, o governo avisa como fazer.
Quanto tempo demora o Work and Holiday 462?
O Home Affairs indica processamento médio de cerca de 3 meses e recomenda não comprar passagem antes da concessão.
Fontes oficiais
- immi.homeaffairs.gov.au/visas/getting-a-visa/visa-listing/work-holiday-462/first-work-holiday-462
- immi.homeaffairs.gov.au/what-we-do/whm-program/status-of-country-caps
- immi.homeaffairs.gov.au/visas/getting-a-visa/visa-listing/student-500
- immi.homeaffairs.gov.au/visas/getting-a-visa/fees-and-charges/current-visa-pricing
- immi.homeaffairs.gov.au/visas/getting-a-visa/visa-listing/visitor-600/tourist-stream-overseas
Conferidas em 20/10/2026. Regras de visto mudam: em caso de divergência, vale o site oficial. Veja nossa política editorial.