Para o visto de residência em Portugal, a referência de meios de subsistência é a RMMG de 920€ por mês em 2026. No D7 (aposentados e renda passiva), o titular precisa comprovar o valor integral de 1 RMMG, o que dá cerca de 11.040€ por ano; cada adulto adicional soma 50% e cada filho menor soma 30%. No D8 (trabalho remoto), a exigência sobe para renda média de 3.680€ por mês nos últimos 3 meses. Brasileiros admitidos no ensino superior são dispensados de provar meios. A Eu Vou Pro Mundo ajuda a montar esse cálculo para o seu caso.
O essencial
- A base de cálculo em 2026 é a RMMG de 920€ por mês (DL 139/2025).
- D7: titular comprova 920€/mês (cerca de 11.040€/ano); adulto extra soma 460€/mês e cada filho 276€/mês.
- D8: renda média mínima de 3.680€/mês nos últimos 3 meses (4 RMMG).
- Brasileiro admitido em instituição de ensino superior fica dispensado de provar meios de subsistência.
- O emolumento do visto nacional é 110€; a taxa da VFS e as taxas da AIMA são pagas à parte.

Quanto preciso para morar em Portugal, em resumo
Portugal não publica um valor fixo único para morar no país. O que existe é uma regra de meios de subsistência que o consulado usa para avaliar o pedido de visto. Essa regra tem como base a retribuição mínima mensal garantida (RMMG), que em 2026 é de 920€ por mês, segundo o Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE).
A partir dessa base, o cálculo funciona assim:
- 1º adulto (titular): o valor integral de 1 RMMG, ou seja, 920€ por mês.
- Cada adulto adicional: 50% da RMMG, ou 460€ por mês.
- Cada menor ou filho a cargo: 30% da RMMG, ou 276€ por mês.
Esse é o mínimo para o visto. O custo real de vida (aluguel, transporte, escola, saúde) depende da cidade e do seu padrão, e costuma pedir uma reserva maior. Pense no valor do visto como piso, não como orçamento.
O MNE não publica um valor anual fixo para o D7. Os 11.040€ por ano que aparecem em muitos sites são um cálculo derivado: 920€ x 12 meses. É assim que também apresentamos aqui.
Quanto preciso por tipo de visto?
Cada visto tem uma lógica de comprovação diferente. A tabela abaixo resume os valores de referência de 2026.
| Visto | O que se comprova | Valor de referência 2026 |
|---|---|---|
| D7 (aposentado ou renda passiva) | Rendimento próprio regular | 920€/mês para o titular (cerca de 11.040€/ano) |
| D8 (trabalho remoto / nômade digital) | Renda média dos últimos 3 meses | Mínimo de 3.680€/mês (4 RMMG) |
| Estudo no ensino superior (brasileiro) | Admissão na instituição | Dispensado de provar meios |
| Estudo no ensino secundário | Meios para 12 meses | Base RMMG, pode cair à metade com alojamento garantido |
| Trabalho subordinado | Contrato ou promessa de contrato | Salário do contrato |
| Procura de Trabalho Qualificado | Ainda indisponível nos consulados | Sem pedido possível hoje |
Para detalhes de cada caminho, veja o guia do visto D7 e o do visto D8 de nômade digital.
Quer que a gente calcule os meios de subsistência da sua família?
Falar com especialistaQuanto preciso para morar em Portugal com a família?
No D7, o cálculo soma os percentuais de cada pessoa do agregado. Os valores abaixo são cálculos nossos a partir da regra oficial (RMMG de 920€).
| Composição | Por mês | Por ano (x12) |
|---|---|---|
| Titular sozinho | 920€ | 11.040€ |
| Casal | 1.380€ | 16.560€ |
| Casal + 1 filho | 1.656€ | 19.872€ |
| Casal + 2 filhos | 1.932€ | 23.184€ |
| Casal + 3 filhos | 2.208€ | 26.496€ |
Quando a família viaja junta, os acompanhantes pedem o visto de residência para acompanhamento familiar, e os recursos precisam cobrir todos. Se um familiar vai depois, o caminho é o reagrupamento, explicado no guia de reagrupamento familiar em Portugal.
E no D8 com dependentes?
O MNE exige do titular do D8 renda média de pelo menos 4 RMMG (3.680€ por mês). A página oficial não detalha se os acréscimos de 50% por adulto e 30% por filho se somam a esse valor. Essa regra não está clara, então confirme com o posto consular ou com a equipe antes de montar o pedido. Uma reserva acima do mínimo reduz o risco de questionamento.
Como comprovar os meios de subsistência?
O valor sozinho não basta. O consulado quer ver de onde vem o dinheiro e se ele estará disponível em Portugal.
No D7
- Aposentados: comprovativo do valor da aposentadoria e da garantia de recebimento.
- Renda própria: comprovativo de rendimentos de imóveis (aluguéis), aplicações financeiras, bens móveis ou propriedade intelectual.
- Disponibilidade em Portugal: a regra pede que os rendimentos estejam disponíveis em território nacional. Na prática, isso costuma significar uma conta em banco português.
No D8
- Empregado: contrato de trabalho ou declaração do empregador comprovando o vínculo.
- Autônomo: contrato de sociedade, contrato de prestação de serviços ou documentos que mostrem serviços prestados a uma ou mais entidades.
- Renda: comprovativo de rendimento médio mensal dos últimos 3 meses igual ou superior a 3.680€.
- Residência fiscal: documento que ateste onde você é residente fiscal.
Para religiosos
Com termo de responsabilidade e certificado da igreja ou comunidade, os meios exigidos podem cair à metade quando há alojamento garantido, e ser reduzidos ainda mais quando há alojamento e alimentação.
Estudante brasileiro precisa provar dinheiro?
Aqui está uma das maiores vantagens para brasileiros. Quem é nacional de país de língua oficial portuguesa e foi admitido em instituição de ensino superior está dispensado de provar meios de subsistência. Quem é admitido em instituição oficialmente reconhecida (art. 91.º-B) também fica dispensado do seguro de saúde ou viagem.
Isso não vale para todo tipo de estudo. No ensino secundário (de 14 a 21 anos), a regra pede meios para 12 meses, que podem cair à metade com alojamento garantido e ser reduzidos ainda mais com alojamento e alimentação. Bolsistas, incluindo os do Camões, ficam dispensados de comprovar admissão e meios.
O passo a passo completo está no guia do visto de estudante em Portugal.
Quais custos entram além dos meios de subsistência?
Além do dinheiro que você precisa ter, há custos do próprio processo:
- Emolumento do visto nacional: 110€ (valor do MNE). Crianças até 6 anos e bolsistas do Estado Português, entre outros, são isentos.
- Taxa de serviço da VFS Global: cobrada quando o pedido é entregue na VFS. O valor não foi confirmado em fonte oficial; confira no site da VFS ou peça à equipe o valor atualizado.
- Taxas da AIMA: pagas no pedido de autorização de residência, depois da chegada, conforme a tabela da AIMA.
- Antecedentes criminais apostilados: do Brasil ou de país onde residiu mais de 1 ano (menores de 16 são isentos).
- Seguro de viagem com cobertura médica e repatriamento: pode ser dispensado para brasileiros com o certificado PB4 do acordo Brasil-Portugal.
- Recurso, se houver recusa: a garantia impugnatória administrativa custa 75€ por procedimento.
Veja o detalhamento em quanto custa o visto para Portugal.
Prazos e onde entregar o pedido
- Decisão: até 60 dias para visto de residência e até 30 dias para estada temporária (prazo legal do MNE).
- Validade do visto de residência: 4 meses e 2 entradas. Nesse período você pede a autorização de residência na AIMA.
- Onde entregar: na VFS Global em Brasília, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Salvador ou São Paulo, ou no vice-consulado da sua área (Belém, Curitiba, Fortaleza, Porto Alegre, Recife). Desde 17/04/2026 a entrega é presencial. Mais detalhes em VFS Global Portugal no Brasil.
Posso ir como turista e regularizar depois?
Não. A manifestação de interesse foi revogada pelo DL 37-A/2024. Quem quer morar em Portugal precisa entrar com o visto de residência adequado. O regime CPLP continua com dispensas de meios por termo de responsabilidade, mas também passa por visto consular. Veja o guia da mobilidade CPLP.
Como a Eu Vou Pro Mundo ajuda neste caso
Vistos para Portugal são um serviço novo no nosso portfólio. O que fazemos é organizar o seu caso com base nas regras oficiais do MNE:
- Indicamos qual visto combina com a sua renda e o seu objetivo (D7, D8, estudo ou trabalho).
- Calculamos o valor mínimo de meios para você e sua família, com a RMMG vigente.
- Revisamos os comprovantes de renda, a lista de documentos, apostilas e traduções antes da entrega.
- Orientamos o agendamento na VFS ou no vice-consulado.
A Eu Vou Pro Mundo é uma assessoria privada. Não somos governo, consulado nem embaixada, e as taxas oficiais são pagas à parte. A decisão sobre o visto é sempre da autoridade consular portuguesa. O valor da assessoria depende do caso: fale com a equipe pelo WhatsApp para receber orientação e uma proposta.
Perguntas frequentes
Quanto preciso ter por mês para o visto D7 em 2026?
O titular precisa comprovar rendimento de pelo menos 1 RMMG, que em 2026 é 920€ por mês. Em base anual, isso dá cerca de 11.040€, um cálculo derivado da regra oficial.
Quanto um casal precisa para morar em Portugal com o D7?
O titular comprova 920€ por mês e o segundo adulto soma 50%, ou 460€. O total fica em 1.380€ por mês, cerca de 16.560€ por ano.
Qual a renda mínima para o visto de nômade digital (D8)?
A renda média mensal dos últimos 3 meses precisa ser de pelo menos 4 RMMG, ou 3.680€ por mês em 2026. O MNE não detalha se há acréscimo por dependente, então convém confirmar.
Preciso de conta em banco português para o visto?
No D7, a regra pede que os rendimentos estejam disponíveis em território português. Na prática, isso costuma ser demonstrado com uma conta em banco português.
Estudante brasileiro precisa provar dinheiro para o visto?
Quem é admitido em instituição de ensino superior está dispensado de provar meios de subsistência, por ser nacional de país de língua oficial portuguesa. No ensino secundário a prova de meios para 12 meses continua exigida.
O valor do visto cobre o custo de vida em Portugal?
Não necessariamente. O valor do visto é o mínimo que o consulado usa como referência; aluguel, escola e transporte variam por cidade e costumam exigir reserva maior.
Quanto custa o pedido de visto além dos meios de subsistência?
O emolumento do visto nacional é 110€. A taxa de serviço da VFS e as taxas da AIMA são pagas à parte e devem ser conferidas nos sites oficiais.
Posso entrar como turista e pedir residência em Portugal depois?
Não. A manifestação de interesse foi revogada em 2024, e quem quer morar no país precisa pedir o visto de residência no Brasil antes de viajar.
Fontes oficiais
- vistos.mne.gov.pt/pt/vistos-nacionais/documentacao-instrutoria/meios-de-subsistencia
- vistos.mne.gov.pt/pt/vistos-nacionais/documentacao-instrutoria/residencia
- vistos.mne.gov.pt/pt/vistos-nacionais/informacao-geral/emolumentos
- vistos.mne.gov.pt/pt/vistos-nacionais/informacao-geral/prazos
- vistos.mne.gov.pt/pt/vistos-nacionais/informacao-geral/onde-deve-solicitar-visto
Conferidas em 20/10/2026. Regras de visto mudam: em caso de divergência, vale o site oficial. Veja nossa política editorial.