O aposentado brasileiro que quer morar em Portugal pede, ainda no Brasil, o visto de residência para reformados (D7). O MNE calcula os meios de subsistência com base na retribuição mínima mensal garantida, de 920€ em 2026: o valor integral para o titular, mais 50% para cada adulto adicional e 30% por filho a cargo. É preciso comprovar o valor da aposentadoria e a garantia de recebimento. O emolumento é de 110€, a decisão sai em até 60 dias e o pedido é entregue na VFS ou no vice-consulado. A Eu Vou Pro Mundo ajuda a organizar o processo.
O essencial
- O visto para aposentado é o de residência para reformados, conhecido como D7, pedido no Brasil antes da viagem.
- A referência de renda em 2026 é a RMMG de 920€ por mês para o titular; cada adulto adicional soma 50% e cada filho a cargo, 30%.
- O emolumento oficial do visto é de 110€; a taxa de serviço da VFS é cobrada à parte e não foi confirmada em fonte oficial.
- O visto vale 4 meses e 2 entradas; nesse período o aposentado pede a autorização de residência na AIMA.
- Desde a revogação da manifestação de interesse, não dá para entrar como turista e regularizar a residência depois.

Qual visto o aposentado brasileiro usa para morar em Portugal?
Para fixar residência em Portugal, o brasileiro aposentado pede o visto de residência para reformados, religiosos e pessoas que vivem de rendimentos. No dia a dia, todo mundo chama de visto D7. Ele foi pensado para quem tem uma renda regular que não depende de trabalhar em Portugal, como a aposentadoria do INSS, uma previdência privada ou um benefício de regime próprio.
O pedido é consular. Ou seja, você faz tudo no Brasil, recebe o visto no passaporte e só então viaja. Turismo de até 90 dias continua sem visto, mas isso não serve para morar.
Atenção: a manifestação de interesse foi revogada pelo DL 37-A/2024, de 03/06/2024. Entrar como turista e tentar regularizar a residência depois deixou de ser um caminho possível.
Se você quer entender o D7 em todos os perfis (renda de aluguel, aplicações, direitos autorais), veja o guia completo do visto D7 para Portugal. Aqui o foco é a renda de aposentadoria.
Quanto de aposentadoria precisa para morar em Portugal?
O MNE não publica um valor fixo anual para o D7. O critério oficial usa como base a retribuição mínima mensal garantida (RMMG), que em 2026 é de 920€ (DL 139/2025). A regra de cálculo é esta:
- Titular (1º adulto): o valor integral da RMMG.
- Cada adulto adicional (por exemplo, cônjuge): 50% da RMMG.
- Cada menor ou filho a cargo: 30% da RMMG.
A partir dessa regra, fizemos as contas de referência abaixo. São cálculos nossos sobre a regra oficial, sem valor fixo publicado pelo governo português. O consulado pode avaliar o conjunto da documentação.
| Composição da família | Referência mensal | Referência anual (x12) |
|---|---|---|
| Aposentado sozinho | 920€ | 11.040€ |
| Casal (titular + cônjuge) | 1.380€ | 16.560€ |
| Casal + 1 filho a cargo | 1.656€ | 19.872€ |
| Casal + 2 filhos a cargo | 1.932€ | 23.184€ |
A aposentadoria é paga em reais. O consulado olha o equivalente em euros, e o câmbio usado na análise não foi confirmado em fonte oficial. Por isso, convém ter folga em relação à referência, em vez de ficar no limite exato.
A aposentadoria precisa estar em conta portuguesa?
Para quem é aposentado, o MNE pede o comprovativo do valor da aposentadoria e da garantia de recebimento, ou de outros rendimentos em Portugal. Já para quem vive de rendimentos próprios (aluguéis, aplicações), a página oficial fala em demonstrar a disponibilidade dos recursos em território nacional, o que na prática costuma significar conta em banco português. Se você soma aposentadoria com outras rendas, vale preparar as duas provas.
Quer saber se a sua aposentadoria cobre o D7 para toda a família?
Falar com especialistaQuais documentos o aposentado precisa reunir?
A lista geral do visto de residência, conforme o MNE, inclui:
- Requerimento (formulário próprio) assinado.
- Duas fotografias tipo passe, iguais e atuais.
- Passaporte válido por mais 3 meses além da estada prevista, com cópia da página biográfica.
- Seguro de viagem com cobertura médica e repatriamento. Brasileiros podem apresentar o certificado PB4, do acordo Brasil–Portugal, no lugar do seguro.
- Certidão de antecedentes criminais do Brasil (ou do país onde morou mais de 1 ano), apostilada.
- Prova de meios de subsistência, com base na RMMG.
- Comprovativo do valor da aposentadoria e da garantia de recebimento.
Alguns documentos exigem apostila de Haia e, quando aplicável, tradução. O consulado também pode pedir documentos adicionais. Para a certidão criminal, veja como funciona a apostila dos antecedentes criminais. A lista organizada por etapa está em documentos para visto de residência em Portugal.
O que costuma servir como prova da aposentadoria
A página oficial não detalha modelos. Em geral, o aposentado apresenta documentos que mostram quanto recebe e que o pagamento é contínuo, como a carta de concessão do benefício e extratos de pagamento. Se o benefício vem de previdência privada ou de regime próprio de servidor, o documento equivalente do órgão pagador cumpre o mesmo papel. Na dúvida, confirme com a equipe antes de agendar.
Quanto custa e quanto tempo demora o D7 para aposentado?
| Item | Valor ou prazo oficial |
|---|---|
| Emolumento do visto nacional | 110€ |
| Taxa de serviço da VFS | Não confirmada em fonte oficial |
| Taxas da AIMA (título de residência) | Conforme tabela da AIMA, não verificada |
| Prazo legal de decisão | Até 60 dias |
| Validade do visto | 4 meses, 2 entradas |
| Recurso de recusa (garantia impugnatória) | 75€ por procedimento |
Se o pedido for recusado, existe a via de impugnação administrativa, com custo de 75€ por procedimento. Antes de chegar a isso, o melhor caminho é montar um processo coerente desde o início.
A Eu Vou Pro Mundo é uma assessoria privada. Não somos governo, consulado nem embaixada, e as taxas oficiais são pagas à parte, diretamente aos órgãos.
Onde o aposentado entrega o pedido no Brasil?
Portugal delegou à VFS Global o recebimento dos pedidos de visto nacional em cinco cidades: Brasília, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo. Os vice-consulados de Belém, Curitiba, Fortaleza, Porto Alegre e Recife também constam como locais de pedido.
Desde 17/04/2026, a entrega de visto de residência é presencial obrigatória, sem envio pelo correio, e o agendamento usa reconhecimento facial. Para idosos que moram longe desses postos, isso pesa no planejamento: conte com a viagem até a cidade de atendimento. Os detalhes de agendamento estão no guia da VFS Global Portugal no Brasil.
Passo a passo resumido
- Confirmar que o D7 (reformados) é a tipologia certa para o seu caso.
- Calcular a renda de referência para quem vai junto.
- Reunir documentos, apostilar e traduzir quando for preciso.
- Agendar e entregar o pedido presencialmente na VFS ou no vice-consulado.
- Pagar o emolumento de 110€ e a taxa de serviço da VFS, se for o caso.
- Aguardar a decisão, em até 60 dias.
- Viajar dentro dos 4 meses de validade e pedir a autorização de residência na AIMA.
E o cônjuge e a família do aposentado?
Quem viaja junto pede o visto de residência para acompanhamento familiar, e a prova de recursos precisa cobrir todo o agregado. É aí que entram os acréscimos de 50% por adulto e 30% por filho a cargo mostrados na tabela.
Se o familiar for depois, o caminho é o reagrupamento familiar: o aposentado, já residente, faz o pedido na AIMA. Após o deferimento, o familiar tem 90 dias para pedir o visto no consulado ou na VFS, sob pena de a decisão caducar. Há relatos de exigência de tempo mínimo de residência do titular após a Lei 61/2025, mas isso não foi confirmado em fonte oficial aberta. Confirme antes de planejar. Mais detalhes em reagrupamento familiar em Portugal.
Erros que mais atrapalham o pedido do aposentado
- Calcular a renda só para o titular quando o casal vai junto.
- Ficar no limite exato da referência, sem considerar a variação do câmbio.
- Antecedentes sem apostila ou emitidos de um único país quando a pessoa morou mais de 1 ano em outro.
- Passaporte perto do vencimento: ele precisa valer 3 meses além da estada prevista.
- Deixar a entrada em Portugal para depois dos 4 meses de validade do visto.
- Esquecer o PB4 e contratar seguro desnecessário, ou o contrário, viajar sem nenhuma cobertura aceita.
Como a Eu Vou Pro Mundo ajuda o aposentado que quer morar em Portugal
A assessoria para vistos de Portugal é um serviço novo no nosso portfólio, e o trabalho começa entendendo a sua situação: qual é o benefício, quem vai junto e onde você mora no Brasil.
Na prática, a equipe:
- Confere se o D7 para reformados é a tipologia adequada ou se outro visto faz mais sentido.
- Faz o cálculo de referência da renda para toda a família, com base na regra oficial.
- Monta a lista de documentos do seu caso, indicando o que precisa de apostila e tradução.
- Revisa o requerimento e organiza o dossiê antes da entrega na VFS ou no vice-consulado.
- Orienta os passos depois do visto, incluindo o pedido na AIMA.
A decisão é sempre da autoridade consular portuguesa, e nenhuma assessoria pode prometer aprovação. O valor do nosso serviço depende do caso; fale com a equipe pelo WhatsApp para receber orientação e uma proposta.
Perguntas frequentes
Aposentado pelo INSS pode morar em Portugal?
Pode, desde que peça o visto de residência para reformados (D7) no Brasil e comprove a aposentadoria e a garantia de recebimento. A referência de meios em 2026 parte da RMMG de 920€ por mês para o titular.
Qual é a renda mínima do aposentado para o visto D7 em 2026?
O MNE usa a RMMG de 920€ como base: o valor integral para o titular, 50% para cada adulto adicional e 30% por filho a cargo. Multiplicando por 12, a referência do titular sozinho fica em 11.040€ por ano, cálculo nosso, já que o governo não publica valor anual fixo.
Preciso abrir conta em banco português?
Para aposentados, o MNE pede o comprovativo da aposentadoria e da garantia de recebimento ou de outros rendimentos em Portugal. Para quem vive de rendimentos próprios, a regra fala em disponibilidade dos recursos em território nacional, o que na prática costuma envolver conta portuguesa.
Posso ir como turista e pedir a residência lá?
Não. A manifestação de interesse foi revogada em 2024, e o caminho para fixar residência é o visto consular pedido no Brasil antes da viagem.
Quanto custa o visto D7 para aposentado?
O emolumento oficial é de 110€. A taxa de serviço da VFS e as taxas da AIMA para o título de residência são cobradas à parte e não foram confirmadas em fonte oficial.
Quanto tempo demora o visto?
O prazo legal de decisão do visto de residência é de até 60 dias. Depois de emitido, o visto vale 4 meses e 2 entradas, período em que se pede a autorização de residência na AIMA.
Preciso de seguro saúde para o visto?
O MNE pede seguro de viagem com cobertura médica e repatriamento, mas o brasileiro pode apresentar o certificado PB4, do acordo Brasil–Portugal, no lugar do seguro.
Meu cônjuge também aposentado pode ir junto?
Sim, pelo visto de residência para acompanhamento familiar. A prova de recursos deve cobrir os dois, somando 50% da RMMG para o segundo adulto.
Fontes oficiais
- vistos.mne.gov.pt/pt/vistos-nacionais/documentacao-instrutoria/residencia
- vistos.mne.gov.pt/pt/vistos-nacionais/documentacao-instrutoria/meios-de-subsistencia
- vistos.mne.gov.pt/pt/vistos-nacionais/informacao-geral/emolumentos
- vistos.mne.gov.pt/pt/vistos-nacionais/informacao-geral/onde-deve-solicitar-visto
- brasilia.embaixadaportugal.mne.gov.pt/pt/a-embaixada/noticias/novo-modelo-de-submissão-presencial-de-pedidos-de-visto-para-portugal-–-a-partir-de-17-de-abril-de-2026
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