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Visto americano

Visto americano para MEI e microempresário: como comprovar renda e vínculo.

Atualizado em 20/10/2026Fontes oficiais conferidas em 20/10/2026Equipe editorial Eu Vou Pro Mundo7 min de leitura
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Sim, MEI e microempresário podem tirar o visto americano B1/B2 pelo mesmo processo de qualquer brasileiro: DS-160, taxa MRV de US$ 185 e entrevista no consulado na primeira vez. Não existe exigência oficial de faturamento mínimo. O cônsul avalia se você tem vínculo com o Brasil e capacidade de pagar a viagem. CNPJ ativo, faturamento declarado, retiradas e extratos ajudam a mostrar isso quando são pedidos. A Eu Vou Pro Mundo organiza esses documentos e prepara a entrevista com você, sem prometer resultado, porque a decisão é sempre do consulado.

O essencial

  • MEI e microempresário pedem o mesmo visto B1/B2 que qualquer brasileiro, com taxa MRV de US$ 185 por pessoa.
  • Não há faturamento mínimo oficial: o cônsul avalia vínculo com o Brasil e capacidade de pagar a viagem.
  • Documentos da empresa e extratos só são analisados se o cônsul pedir, mas devem estar prontos e coerentes com o DS-160.
  • Na primeira vez, todos fazem entrevista presencial; a renovação sem entrevista tem critérios restritos.
  • Recusa pela seção 214(b) não tem recurso, mas é possível reaplicar com novo DS-160 e nova taxa.
Microempreendedora brasileira organizando CNPJ, extratos e passaporte para o visto americano
Microempreendedora brasileira organizando CNPJ, extratos e passaporte para o visto americano

MEI pode tirar visto americano?

Pode. Ter CNPJ como MEI, ME ou EPP não impede nem dificulta, por si só, o visto americano de turismo e negócios (B1/B2). O processo é exatamente o mesmo de um funcionário CLT ou de um servidor público: formulário DS-160, pagamento da taxa, agendamento e entrevista.

A diferença está na forma de mostrar a sua vida profissional. O assalariado tem carteira assinada e holerite. O MEI e o pequeno empresário precisam mostrar, com outros papéis, que a empresa existe, que gera renda e que a vida deles continua no Brasil depois da viagem.

A embaixada não publica lista de documentos obrigatórios por profissão. Provas de vínculo e de capacidade financeira são apresentadas se o cônsul pedir.

Isso significa duas coisas. Primeiro, você não precisa levar uma pasta enorme para a entrevista. Segundo, o que conta mais é a coerência entre o que você escreveu no DS-160, o que você fala e o que os documentos mostram, caso sejam solicitados.

Como o cônsul avalia quem tem CNPJ

O visto B1/B2 é de não imigrante. Na entrevista, o oficial consular parte do princípio de que o solicitante pode querer ficar nos EUA, e cabe a ele mostrar o contrário. Quando o oficial não se convence, a recusa costuma sair pela seção 214(b). Para quem empreende, a análise gira em torno de dois pontos.

Vínculo com o Brasil

Aqui o CNPJ pode jogar a seu favor. Uma empresa ativa, com clientes, contratos, ponto comercial ou equipe, é um motivo concreto para voltar. Família, imóvel, estudo e compromissos também entram nessa conta.

Capacidade de pagar a viagem

O cônsul quer entender se a viagem cabe na sua realidade financeira. Não existe valor mínimo oficial. O que importa é a proporção entre o custo da viagem que você descreve e a renda que você consegue demonstrar, seja da empresa, de retiradas pessoais ou de outras fontes.

Se a sua renda é variável, esse ponto merece atenção extra. O guia sobre visto americano para autônomo aprofunda como lidar com renda que oscila de mês a mês.

Quer que a gente revise seus documentos de MEI antes da entrevista?

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Quais documentos ajudam a comprovar renda de MEI e microempresário

Nenhum dos itens abaixo é exigido oficialmente para todos. São documentos que costumam ajudar a mostrar vínculo e renda caso o cônsul pergunte. Os obrigatórios para todos são passaporte válido, passaporte anterior com visto (se houver) e as confirmações do DS-160 e do agendamento.

O que você quer mostrarDocumentos que costumam ajudar
A empresa existe e está ativaCertificado de MEI (CCMEI) ou contrato social, cartão CNPJ atualizado
A empresa faturaDeclaração anual do MEI, notas fiscais emitidas, extrato da conta PJ
Você tira renda da empresaComprovantes de pró-labore ou de retiradas, transferências da conta PJ para a PF
Sua situação pessoalDeclaração de imposto de renda da pessoa física, extrato da conta PF
Você tem motivos para voltarContratos com clientes, aluguel do ponto comercial, funcionários, família, imóvel

Alguns cuidados práticos:

  • Leve documentos atualizados e organizados, sem rasura.
  • Não monte papéis só para a entrevista. Depósito alto e recente sem origem clara gera mais dúvida do que confiança. O artigo sobre extrato bancário no visto americano explica o porquê.
  • A declaração de imposto de renda ajuda a dar uma visão do patrimônio e da renda no ano, inclusive para quem é isento.

Para a lista completa por perfil, veja documentos para o visto americano.

Faturamento, pró-labore e retiradas: como explicar a sua renda

Essa é a parte que mais confunde quem empreende. Faturamento é o que a empresa recebe dos clientes. Renda pessoal é o que sobra para você depois dos custos do negócio. O cônsul quer entender a segunda.

Para o MEI

O MEI normalmente não tem pró-labore formal, e tudo bem. O caminho é mostrar o que você recebe na prática: o faturamento declarado, os custos aproximados e as transferências da conta da empresa para a sua conta pessoal. Saber explicar isso em uma frase simples vale muito na entrevista. Por exemplo: "Sou MEI de design gráfico há quatro anos, atendo clientes fixos e retiro por mês um valor parecido com o que aparece no meu extrato".

Para o sócio de ME ou EPP

Quem tem pró-labore definido no contrato ou na contabilidade pode usar os comprovantes como referência de renda mensal. Distribuição de lucros, quando existe, também pode ser mostrada com apoio do contador.

Para quem mistura conta PF e PJ

É comum, mas atrapalha a leitura. Se esse é o seu caso, a recomendação é ter clareza sobre de onde vem cada entrada e conseguir explicar com tranquilidade.

Fale a verdade sobre a sua renda, mesmo que seja modesta. Inflar números ou apresentar documentos que não refletem a realidade pode levar a recusa e a problemas futuros com o consulado.
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Passo a passo do visto americano para MEI

O processo segue as etapas oficiais da embaixada no Brasil:

  1. Preencha o DS-160 em ceac.state.gov. Na parte profissional, descreva sua atividade de forma fiel e coerente com o CNPJ. Veja como preencher o DS-160.
  2. Crie a conta em ais.usvisa-info.com e pague a MRV de US$ 185 por cartão de crédito, boleto ou Pix. A taxa vale 365 dias para agendar e não é reembolsável.
  3. Agende. Em Brasília, Rio e São Paulo, a primeira vez exige dois agendamentos: CASV (foto e digitais, pelo menos 1 dia antes) e entrevista no consulado. Em Porto Alegre e Recife, biometria e entrevista acontecem no mesmo atendimento.
  4. Confira o código do DS-160. O código de barras (AA...) tem que ser igual ao cadastrado no agendamento. Se não for, você não é entrevistado.
  5. Faça a entrevista sem celular, eletrônicos ou bolsas grandes. Leve os documentos da empresa organizados, mesmo que não sejam pedidos.
  6. Acompanhe o status no CEAC e retire o passaporte no CASV (ele fica guardado só 30 dias) ou receba por courier.

Quanto custa

ItemValor oficial
Taxa MRV B1/B2US$ 185 por pessoa, inclusive crianças
Entrevista antecipada paga (piloto de 01/07 a 31/12/2026, só em postos selecionados)US$ 750, além da MRV
Visa Integrity Fee (US$ 250)Sem cobrança confirmada até agora

A participação do Brasil no piloto de entrevista paga não foi confirmada nas fontes oficiais consultadas, e a Visa Integrity Fee ainda depende de regulamentação. Também existe um programa de caução (Visa Bond) que não cita o Brasil no texto publicado, mas cuja lista de países não pôde ser verificada. Como são regras em mudança, confirme no site oficial antes de pagar. O detalhamento está em quanto custa o visto americano.

O prazo varia por consulado e aparece na ferramenta oficial de tempos de espera do travel.state.gov. Para brasileiros, o passaporte só precisa valer durante a estadia prevista nos EUA.

Erros comuns de MEI e microempresário no processo

  • Declarar ocupação diferente da real no DS-160 só porque parece mais forte. Coerência pesa mais que título.
  • CNPJ inativo ou com pendências sem saber explicar a situação na entrevista.
  • Não saber dizer quanto ganha. Responder "depende" sem nenhuma referência passa insegurança.
  • Planejar uma viagem incompatível com a renda que você consegue demonstrar.
  • Confundir B1 com permissão de trabalho. O B1/B2 permite reuniões, feiras e contatos de negócios, mas não autoriza trabalhar ou prestar serviço remunerado nos EUA.
  • Achar que renova sem entrevista automaticamente. A dispensa vale só para quem tem B1/B2 válido ou vencido há menos de 12 meses, emitido com 18 anos ou mais, com validade plena e sem recusa anterior, entre outros critérios. Mesmo quem se qualifica pode ser chamado.

Se o visto for negado pela seção 214(b), não cabe recurso. Você pode reaplicar a qualquer momento, com novo DS-160 e nova taxa, de preferência depois de entender o que mudou na sua situação.

Como a Eu Vou Pro Mundo ajuda MEIs e microempresários

A Eu Vou Pro Mundo é uma assessoria privada de vistos. Não somos governo, consulado nem embaixada, e as taxas oficiais, como a MRV, são pagas à parte diretamente no sistema do governo americano.

Para quem tem CNPJ, nosso trabalho é transformar a sua realidade de empreendedor em um processo claro e coerente:

  • Analisamos seu perfil antes de qualquer pagamento de taxa.
  • Preenchemos e revisamos o DS-160 com você, com atenção especial à parte profissional e de renda.
  • Ajudamos a organizar os documentos da empresa e da pessoa física de forma que façam sentido juntos.
  • Cuidamos do agendamento de CASV e entrevista.
  • Preparamos você para a entrevista, treinando como explicar faturamento, retiradas e vínculo em poucas frases.

Não prometemos aprovação. A decisão é sempre do oficial consular. O valor da assessoria depende do seu caso e de quantas pessoas vão viajar. Fale com a equipe pelo WhatsApp para receber os valores e começar.

Perguntas frequentes

MEI consegue tirar visto americano?

Sim. O MEI pede o visto B1/B2 pelo mesmo processo de qualquer brasileiro, com DS-160, taxa de US$ 185 e entrevista. O que o cônsul avalia é o vínculo com o Brasil e a capacidade de pagar a viagem.

Existe faturamento mínimo para MEI tirar o visto americano?

Não existe valor mínimo oficial. O cônsul observa se a viagem planejada é compatível com a renda que você demonstra e se você tem motivos para voltar ao Brasil.

Preciso levar documentos do CNPJ na entrevista?

Não são obrigatórios para todos, porque a embaixada só analisa provas de vínculo e renda se o cônsul pedir. Mesmo assim, vale levar CCMEI ou contrato social, extratos e comprovantes de renda organizados.

MEI sem pró-labore pode comprovar renda?

Pode. O caminho mais comum é mostrar o faturamento declarado, os extratos da conta da empresa e as transferências para a conta pessoal, explicando de forma simples quanto você retira por mês.

Como informar a ocupação de MEI no DS-160?

Descreva a atividade real da empresa de forma fiel e coerente com o CNPJ e com o que você vai dizer na entrevista. Informações diferentes entre formulário, documentos e fala geram desconfiança.

Com visto B1/B2 posso fazer negócios nos EUA pelo meu MEI?

O B1/B2 permite atividades como reuniões, feiras e contatos de negócios. Ele não autoriza trabalhar ou prestar serviço remunerado nos EUA.

Meu visto foi negado como MEI. Posso tentar de novo?

Sim. A recusa pela seção 214(b) não tem recurso, mas você pode reaplicar a qualquer momento com novo DS-160 e nova taxa. O ideal é entender antes o que pode ser apresentado de forma mais clara.

Fontes oficiais

Conferidas em 20/10/2026. Regras de visto mudam: em caso de divergência, vale o site oficial. Veja nossa política editorial.

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